Reivindicações em Pedrinhas: absurdos não vêm de dentro das celas

Foto: Zema Ribeiro
Foto: Zema Ribeiro

Estive hoje em Pedrinhas acompanhando as negociações entre detentos e agentes do sistema penitenciário, mediadas pelo advogado Luís Antônio Pedrosa, da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH). A pauta era bastante razoável e sobre alguns pontos eu chegava a me perguntar o porquê de estarem ali, de tão simples resolução. Coisas básicas como fornecimento de água e alimentação adequada, além de uma bola de futebol cortada que eles desejavam reaver.

Continuo achando absurda a presença de homens encapuzados no interior do presídio. Após voltar de lá, descobri a existência uma portaria, datada de março, que proíbe o uso do apetrecho. Mas tornei a ver muitos homens do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop) usando-o. Isto é, a Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) não faz cumprir sequer as próprias ordens que baixa. Espera-se que cumpra os acordos realizados hoje com a mediação de uma das entidades que denunciou o Estado brasileiro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA).

Sobre o assunto escrevi um texto para o site da SMDH.