Bolívia Querida na TV Brasil, hoje

TV Brasil revive hoje onda tricolor que tsunamiou a Ilha

 

O Sampaio Correia fechou 2013 com o vice-campeonato da terceira divisão, garantindo acesso à série B em 2014, em uma campanha vitoriosa.

A TV Brasil (canal 2 da tevê aberta) exibe hoje, às 13h (horário local), o Especial Bolívia Querida, em que lembrará momentos marcantes da trajetória do time neste ano que se encerra, além dos títulos de 1972 (série B), 1997 (C) e 2012 (D). O maranhense Sampaio Correia é o único time brasileiro campeão em três divisões do futebol nacional.

O programa, de uma hora, tem apresentação e direção executiva do querido Nicolau Leitão e direção de Luiz Arthur Figueiredo e contará com as presenças de ídolos que fizeram parte da história dessas conquistas: Neguinho, zagueiro e capitão em 1972, Toninho, zagueiro em 1997, e o goleiro Rodrigo Ramos, que fechou a meta em 2012 e 2013.

“Ficamos felizes em produzir um programa que valoriza uma história tão interessante, como a do Sampaio, único time brasileiro campeão em três divisões. Além disso, por reconhecer a importância de uma bela campanha, ainda que não tenha sido coroada com o título, como a deste ano”, comenta o apresentador.

O apresentador Nicolau Leitão com os ídolos bolivianos

Então, foi assim? Programa de rádio apresenta histórias de criações de Josias Sobrinho

Radialista entrevistou o maranhense quando de sua passagem por Brasília com o circuito Dobrado Ressonante

Josias Sobrinho e Chico Saldanha durante apresentação de Dobrado Ressonante no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís

Pesquisador incansável do choro e da música brasileira, o radialista paraense Ruy Godinho capitaneia há tempos dois importantes programas que muito têm colaborado com a difusão de obras de qualidade: Na Roda de Choro vai ao ar aos sábados, meio dia, pela Rádio Câmara e tem retransmissão de 162 emissoras espalhadas pelo Brasil; Então, foi assim? é transmitido aos sábados às 18h pela Rádio Nacional e é repetido ao longo da semana por mais de 200 rádios do país.

O primeiro, como entrega o título, dedica-se ao mais brasileiro dos gêneros musicais; o segundo conta histórias de canções, de como foram feitas determinadas obras primas da música brasileira. Já há dois volumes do trabalho reunidos em livro.

Aproveitando a passagem do Circuito Dobrado Ressonante pela capital federal, o radialista aproveitou para entrevistar Josias Sobrinho e Chico Saldanha. O programa com o primeiro vai ao ar neste sábado (21, frisando: às 18h, na Rádio Nacional FM, para ouvir ao vivo basta clicar neste link da rádio). As histórias contadas por Chico Saldanha irão ao ar em breve (este blogue avisará).

Na conversa com Ruy Godinho, Josias Sobrinho conta as histórias de um punhado de clássicos de sua autoria: As ‘perigosa’, Engenho de flores, Rosa Maria e Nosso neném.

Adnet é engraçado. Seu programa na Globo, não

Restará a um paladino do humor inteligente a Zorra Total?

Marcelo Adnet é um mundo. Um dos mais talentosos humoristas brasileiros surgidos nos últimos tempos, ele tem fundamentais inteligência e bagagem para fugir do padrão sem graça do que costumamos ver por aí no humor televisivo brasileiro.

Marcelo Adnet era um mundo. Foi reduzido a um bairro, uma cidade quando muito. Enquadrado no padrão Globo de humor, vive agora um dentista-detetive sem graça numa série idem, O dentista mascarado.

Literalmente mascararam Adnet, até então o maior salário da MTV brasileira, de quem ele deixou de ser “o” astro para tornar-se mais um numa emissora que mantém Faustão há quase 25 anos no ar aos domingos.

Vivemos um tempo hipertecnologizado, em que reality shows levam reles mortais a caçarem seus 15 minutos de fama, ou mandando um vídeo para disputar uma vaga em algum na tevê, ou fotografando e escrevendo a torto e a direito suas vidinhas bestas, meu Deus, o que comem, o que fazem, onde estão, para onde vão, com quem.

O agora global Adnet já tinha seus 15 minutos de fama na emissora em que um dia o M significou música. Foi encaix(ot)ado em um amontoado de piadas sem graça, clichês e atores que tiram uma onda de humoristas: alguém consegue rir da Taís Araújo, assistente-de programa?

Adnet é competente como ator. O problema é que, como humorista, ele precisa de liberdade, algo que a rigidez de scripts e direções não permite. Vejamos o que o destino lhe/nos reserva, façam suas apostas: outra temporada do programa, a geladeira ou a zorra-totalização.

Club Cult em ritmo de Festejos

No geral, tenho gostado do que tenho visto no Club Cult: pautas interessantes, competência na abordagem dos temas, boa edição, um capricho que diferencia o caçula dos programas independentes da tevê maranhense de seus “pares” de horários comprados.

Em se mantendo o nível, desejo vida longa ao programa apresentado pela simpática e talentosa Letycia Oliveira.

Abaixo, matéria que a trupe fez sobre Festejos, par de shows de lançamento do disco homônimo, estreia de Alexandra Nicolas no mercado fonográfico. E que estreia!

Quem perdeu o programa na tevê [Guará, aos sábados, às 13h30min], pode revê-lo a seguir. Quem perdeu o show vai ter que se ligar nas datas da turnê nacional que a cantora anuncia e inicia em breve.

De obituários

São ridículos os obituários do apresentador Jairzinho da Silva, morto na última sexta-feira (4), vítima de um ataque cardíaco. Das três, uma: ou o homem não tinha qualidades que merecessem registro e/ou destaque ou ninguém o conhecia e/ou admirava tanto a ponto de realizar um belo texto. Ou simplesmente a incompetência para a redação de um obituário decente reflete o atual cenário jornalístico do Maranhão.

Como sempre por aqui, optou-se pela santificação que faria corar o próprio defunto, se isto fosse possível. Na Sarneylândia a morte apaga quaisquer defeitos, basta lembrar do recente caso Décio Sá. Ou, antes, de Walter Rodrigues, para nos determos a jornalistas.

De uma hora para outra, baboseiras como “excelente vereador por três mandatos” e “referência na Comunicação do Maranhão” surgiram em textos paupérrimos, incluindo notas de pesar da Câmara Municipal e do Governo do Maranhão. Uns ainda lembraram sua condição de vice-prefeito quando a municipalidade foi comandada por Gardênia Gonçalves, esposa de João Castelo, recém-destituído. O tucano fez de tudo para superá-la em má-gestão, andando perto de conseguir, mas o título permanece com ela. Esse mês de atraso no salário dos barnabés é fichinha perto do que aprontou a ex-primeira dama quando prefeita. É claro que há aí, não neguemos, um quê de elegância e dignidade, de não dar conotação política à morte, muito embora o próprio Jairzinho, em vida, não tenha se preocupado muito com isso.

O apresentador era engraçado (para quem gostava), dizia alguns bordões, criou um boneco e a gíria “migué”, o nome do boneco, sinônimo de enrolação, golpe, hoje incorporada no “maranhês” que se fala por aqui. E só.

Imparcialidade jornalística não existe. Uma notícia sempre será a interpretação de um fato, um ponto de vista sobre determinado fato, nunca o fato em si. O problema é quando a “opinião” emitida por um jornalista não se resume às suas convicções e à interpretação do mesmo sobre determinado fato. Quando entram outros interesses, em geral escusos, no jogo, o que, infelizmente, movimenta a maior parte de nossa mídia, da tevê à blogosfera, passando por rádios e jornais, não sem um grau de irresponsabilidade.

Para ilustrar, lembro um recente episódio “dois em um”: o nome do cantor e compositor Zeca Baleiro foi proposto pela classe artística para assumir a presidência da Fundação Municipal de Cultura de São Luís na gestão de Edivaldo Holanda Jr., antes, é claro, deste assumir a prefeitura. Sabedor da repercussão da campanha sobretudo em redes sociais e do endosso de diversos artistas, Jairzinho não poupou preconceito ao supostamente alertar o então futuro prefeito de que se o mesmo fosse atrás de artistas, “a turma do fumacê”, estes iriam “queimar” o dinheiro do povo, numa clara alusão à tão maranhense diamba (maconha, traduzindo para os poucos mas fieis leitores de fora).

Depois, por isso chamo de episódio dois em um, Jairzinho chegou a afirmar em seu O povo com a palavra, programa que apresentou na TV Guará até falecer, que a gravação de Milhões de uns, disco de estreia de Joãozinho Ribeiro, em show ao vivo no Teatro Arthur Azevedo em novembro passado, seria um ato pró-Zeca Baleiro na Fundação Municipal de Cultura. E mais: que eles e Chico César integravam uma “esquadrilha da fumaça”, que tinham no repertório uma música chamada Mato verde (na verdade é Erva santa, de Joãozinho Ribeiro, já gravada por nomes como Papete e Fauzy Beidoun), e que os três estariam se juntando para exportar a boa maconha do Maranhão.

Este é apenas um pequeno exemplo do jornalismo cometido por Jairzinho, mas infelizmente não apenas por ele, para tentar esclarecer um pouco as coisas num ambiente de falsas lágrimas e elogios baratos.

Jairzinho, requiescat in pace.

10 links para Cesar Teixeira

Em contagem regressiva, 10 links para os poucos mas fieis leitores (que convidarão outros muitos para lotar o Trapiche quando do acima) irem se aquecendo.

Discurso de Cesar Teixeira por ocasião de sua premiação com a comenda José Augusto Mochel, do PCdoB, como figura de destacada atuação em prol dos direitos humanos no Maranhão, ano passado.

A foto de Murilo Santos cujo detalhe serve de cabeçalho a este blogue, em que Josias Sobrinho e Cesar Teixeira fazem um par de violeiros em MaréMemória, peça do Laborarte baseada no livro-poema de José Chagas, em maio de 1974.

Antes da MPM, texto de Flávio Reis que viria a integrar seu Guerrilhas [Pitomba!/ Vias de Fato, 2012]; o artigo, originalmente publicado no jornal Vias de Fato, de que Cesar Teixeira é fundador, dá uma panorâmica na produção musical do Maranhão da fundação do Laborarte (1972) aos dias atuais; o compositor fundou também o Laboratório de Expressões Artísticas do Maranhão.

Para entender Cesar Teixeira, comentário de Alberto Jr. sobre Bandeira de Aço, show que o compositor apresentou ano passado no Circo da Cidade, publicado no jornal O Estado do Maranhão.

Caricatura de Salomão Jr. que enfeitou o texto acima.

Bandeira de Aço e êxtase, comentário deste blogueiro sobre o mesmo show.

A entrevista que Cesar Teixeira concedeu a Ricarte Almeida Santos e este blogueiro, no Chorinhos e Chorões (Rádio Universidade FM, 106,9MHz), antes do show de ano passado. Em quatro blocos, o programa traz amostra chorística da obra do compositor, em interpretações próprias e de grandes nomes da música brasileira.

Bandeira de aço, eterna, texto deste blogueiro que saiu no Vias de Fato de julho do ano passado, divulgando o show. Um ano depois, outro texto nosso sobre o show de 3 de agosto; o jornal chega às bancas e assinantes este fim de semana.

Cinco poemas de Cesar Teixeira publicados em um livro do poeta Herberth de Jesus Santos, o Betinho.

Hino latino (Oração favelense) (A Cesar o que é de Cesar), samba-enredo com três títulos, meu (letra) e de Gildomar Marinho (música), com que participamos (e fomos desclassificados na primeira eliminatória) do concurso da Favela do Samba quando a escola de samba ludovicense homenagearia o compositor.

As caras do Brasil

Emocionantes, cada qual a seu modo, os dois vídeos abaixo, A cara do Brasil, a música de Celso Viáfora e Vicente Barreto, interpretada pelos mesmos, e o Pé na rua, programa de tevê, o personagem Ezequiel Souza e Silva, catador: