Uma promessa musical: o blogue aposta suas fichas

[isto não é jornalismo!]

Grata surpresa ontem, no show dos Paralamas do Sucesso [Nova Batuque, Cohama, em comemoração ao Dia do Advogado, promoção da OAB/MA], foi a abertura da banda Pé de Ginja. Um palco menor reunia pequena parcela do público presente. Outros já enfrentavam a burocrática fila para adquirir bebidas. Dirigi-me a seco, para o palco dos fundos, cujo agradável barulho já tinha ouvido no trajeto entre o estacionamento e a casa de shows.

A banda é grande e tem formação sui generis, ao menos para o padrão pop – que eles extrapolam – a que nos acostumamos por estas plagas. Mil perdões, mas eu só lembro o nome de três integrantes: Sandoval Filho (bateria, nome familiar da banda de Djalma Lúcio), Jéssica (voz, não guardei o sobrenome) e Paulo Linhares (guitarra), que também faz backing vocal e intervenções poéticas, além de, ontem, preocupar-se com não bater a cabeça em uma viga no palco de pé direito baixo. Estudante de direito, lembro-me dele em um vídeo em que o futuro advogado sobe na boca faminta de um trator, enfrentando ordem de despejo em uma ocupação urbana, no interior da ilha. A Pé de Ginja se completa com um guitarrista, um baixista, outro vocalista e um trio de metais que se reveza entre saxofones, trompete e gaita. Nas horas de folga o naipe bate palmas e dança engraçado.

O repertório fica entre o autoral, a poesia de Paulo Linhares e releituras. Do afrossamba Canto de Ossanha de Baden e Vinicius, a Copacabana de Marcelo Camelo, A menina dança imortalizada pela Baby Consuelo dos Novos Baianos e já relida pela devota Marisa Monte, e até mesmo a marchinha carnavalesca Mamãe eu quero, nada soando óbvio.

É banda que promete, prestemos atenção!