Assinaturas da luz será aberta hoje

Com o óbvio título Assinaturas da luz, quase a origem etimológica da palavra fotografia, a Galeria Trapiche Santo Ângelo (em frente ao Circo da Cidade) inaugura hoje, mais uma exposição, desta vez reunindo trabalhos de mais de 30 artistas do escrever com a luz.

Adson Carvalho, Alexandre Sopas, Ana Beatriz Maia, André Meireles, Antonio José, Beto Martuck, Christian Knepper, Dardo Dagfal, Débora Santalucia, Edgar Rocha, Fernando Sah, Fonseca Maranhão, Marcelo Cunha, Márcio Vasconcelos, Marília de Laroche, Murilo Santos, Paulo Socha, Ribamar Nascimento e Val Barros são alguns dos representantes da fotografia contemporânea do Maranhão que participam da coletiva, com cliques os mais variados.

“A Galeria Trapiche abriga a expressão artística com o uso de várias linguagens visuais, como é o caso desta exposição que privilegia a fotografia”, declarou Paulo Melo Sousa, diretor do espaço, que já realizou outras exposições em 2013.

Assinaturas da luz pode ser visitada até 8 de maio, das 14h às 18h, com entrada franca.

Inscritos em concurso do PaPoÉtico devem aguardar mais um pouco

A exemplo do I Festival de Poesia do PaPoÉtico, este blogue abrigou o regulamento de seu Concurso de FotoPoesia, cujas inscrições foram prorrogadas e já se encerraram.

Alguns inscritos têm procurado o blogue, por e-mail e redes virtuais, para saber de informações em geral e do resultado do certame.

Consultado, o poeta e jornalista Paulo Melo Sousa, organizador do PaPoÉtico e de seus festivais e concursos, disse que foi obrigado a adiar os resultados do mesmo, tendo em vista não ter encontrado ainda o patrocínio para a aquisição da máquina fotográfica, prêmio previsto no edital. Cabe lembrar que as inscrições no referido concurso foram gratuitas.

Paulão, como é mais conhecido, alegou ainda estar se recuperando de uma hérnia de disco e concluindo uma dissertação. “Se não tiver uma resposta até sexta [de dois órgãos contatados para arcar com o prêmio] faremos nova rifa”, disse.

O blogue continuará mantendo informados os interessados no assunto. Os debate-papos semanais do PaPoÉtico não acontecem desde outubro passado.

Fernando Pessoas

“O poeta é um fingidor”, disse Fernando Pessoa, o poeta português. Ele que foi vários, por isso o título trazendo seu sobrenome no plural.

O poeta também pode ser um teimoso, obstinado. Por boas causas. Assim é, do lado de cá do Atlântico, o também jornalista Paulo Melo Sousa, que há um tempo articula o Papoético, debate-papo semanal sobre temas de arte e cultura os mais diversos.

É ele quem está articulando, via Papoético, a vinda à São Luís da professora Teresa Rita Lopes, da Universidade de Lisboa e do Instituto de Estudos Modernistas (IEMO), uma das maiores autoridades em se tratando da obra de Pessoa. Ou dos Pessoas.

A professora doutora e escritora ministrará a oficina Fernando Hiper Pessoa, para a qual as inscrições já estão abertas e podem ser feitas na Livraria Poeme-se (Rua João Gualberto, 52, Praia Grande, (98) 3232-4068) e/ou na Academia Maranhense de Letras (Rua da Paz, 84, Centro, (98) 3231-3242, ao custo de R$ 60,00 (profissionais) e R$ 30,00 (estudantes).

Fernando Hiper Pessoa acontece de 25 a 28 de setembro, das 18h às 21h, no Auditório do Palácio Cristo Rei (Praça Gonçalves Dias, Centro). O evento tem apoio do Serviço Social do Comércio (SESC), AML, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Restaurante Dom Francisco, Gabinete do Deputado Estadual Bira do Pindaré, Restaurante e Buffet Cantinho da Estrela, Livraria Poeme-se e Banca de Revistas da Praia Grande (Dacio Melo).

Maiores informações sobre a oficina podem ser obtidas com o próprio Paulo Melo Sousa, vulgo Paulão, pelo telefone (98) 8824-5662 e/ou e-mail paulomelosousa@gmail.com

Adler São Luís no Papoético hoje (26)

Logo mais às 19h quem participa do Papoético é o compositor Adler São Luís. Ele lança o livro Substância rara (poemas, Linear B Gráfica e Editora, São Paulo, 2012) e faz show na ocasião, com participações especiais de  Ângela Gullar, Chico Saldanha,  Daffé, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho, Smith Junior e Uimar Cavalcante.

A apresentação será uma grande jam, um reencontro de amigos, aproveitando a passagem do artista pela cidade que lhe dá nome artístico — atualmente São Luís mora em São Paulo, onde está gravando disco novo, provisoriamente intitulado Repente de repente.

Debate-papo semanal articulado pelo poeta e jornalista Paulo Melo Sousa, o Papoético tem como palco o Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, Praia Grande, em frente à Praça Valdelino Cécio). O couvert artístico para o show de Adler São Luís custa apenas R$ 5,00. A produção não informou o valor do livro.

Concurso – O Papoético está com inscrições abertas para seu concurso de fotopoesia. Mais informações na aba homônima neste blogue.

Tião Carvalho faz show no Papoético

Depois do sucesso de Chico Saldanha e Josias Sobrinho, que se apresentaram quando o Papoético ainda tinha como palco o Chico Discos, o projeto idealizado pelo poeta e jornalista Paulo Melo Sousa leva ao palco do Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175, Praia Grande), o compositor Tião Carvalho.

É uma segunda empreitada mais arrojada de produção de um acontecimento semanal que já soma mais de 70 encontros, desde sua primeira edição, em novembro de 2010. Maranhense de Cururupu, o cidadão paulistano – vive em SP há mais de 25 anos – Tião Carvalho mostrará em Tiãozinho e sua gente, título do espetáculo, músicas autorais e sucessos de nomes do Maranhão, a exemplo de João do Vale, cujo repertório gravou em seu mais recente disco, Tião canta João, inteiramente dedicado à obra do mestre pedreirense.

O show acontece dia 5 de julho (quinta-feira), às 21h. Os ingressos custam apenas R$ 15,00. O evento tem apoio cultural da Livraria Poeme-se e da Banca de Revistas da Praia Grande. Na ocasião Tião Carvalho (voz) será acompanhado de Ana Flor (voz), Noel Carvalho (percussão), Ariel Coelho (percussão), Netinho (violão e guitarra), Tiago Lindoso (bateria) e Renata Amaral (contrabaixo, do grupo A Barca).

A abertura fica por conta da discotecagem de Victor Hugo, tocando música maranhense direto do vinil, num primoroso trabalho de pesquisa.

Nossa miséria cultural (ou: acorda, serpente!)

[Do Vias de Fato de maio]

Pode haver luz no fim do túnel, será um trem vindo na direção oposta?, Nossa Senhora da Vitória, rogai por nós!

POR ZEMA RIBEIRO

Um texto revoltado da cantora Nathália Ferro, publicado primeiro em sua conta no Facebook e depois repercutido por alguns periódicos locais, ganhou certa repercussão, apontando diversos problemas por que passa nossa produção cultural, digo, da Ilha de São Luís do Maranhão e do estado como um todo.

Criticava o marasmo a que está relegada a cena artística na capital maranhense, cujo aniversário de 400 anos se avizinha e sobre o que nada foi feito – aquele relógio ridículo na cabeceira da ponte do São Francisco, não conta.

A cantora criticava a tudo e a todos – e suas críticas, claro, eram merecidas, tendo sido repercutidas e comentadas também pelo poeta e compositor Joãozinho Ribeiro, ex-secretário de cultura do Estado do Maranhão, em sua coluna semanal no Jornal Pequeno.

Keyla Santana, atriz, também colocou a boca no trombone. Ela buscou o financiamento de uma peça em que atuava pela internet, num sistema de crowdfunding, financiamento coletivo já bastante utilizado no centro-sul do país, que aqui sequer engatinha, com razão: a iniciativa estatal aposta em mais do mesmo, a privada faz jus ao trocadilho. Como incentivar pessoas comuns, como este que escreve, o caro leitor, a cara leitora, a enfiar a mão no bolso e bancar o que quer que seja?

Diversos agentes culturais envolvidos com a feitura do projeto BR-135, capitaneado pelo casal Criolina, Alê Muniz e Luciana Simões, têm discutido propostas e possibilidades para que se avance no rumo da implementação de efetivas políticas públicas de cultura por estas plagas. Além de reuniões e debates, a galera está fazendo, se movimentando, mostrando nomes e coisas interessantes, misturando, experimentando. É daí e assim que pode surgir o novo.

Foi justamente o mote para o texto de Nathália Ferro: o pouco público presente às edições do BR-135, realizadas no Circo Cultural da Cidade, fruto inclusive, segundo ela, da desunião da classe artística local – alguns certamente mais preocupados com “meus projetos” e a procura por financiamentos (quase sempre estatais) para “meu próximo disco”, “meu próximo livro”, “minha próxima peça de teatro” ou mesmo para a inclusão de “meu show” no circuito junino.

O BR-135 tem a ideia de mostrar o que de novo a cena ilhéu tem produzido, numa demonstração de altruísmo digna de louvor: com o reconhecimento nacional que têm hoje, Alê Muniz e Luciana Simões sequer precisariam morar em São Luís. No entanto, preferem ficar, tentar fazer algo diferente e mostrar que é possível conquistar o país a partir da Ilha (sem qualquer daqueles adjetivos cuja maioria perdeu completamente o sentido).

Keyla Santana, pela internet, conseguiu algo próximo da metade dos três mil reais de que necessitava para botar seu bloco na rua, isto é, sua peça no palco de um teatro da capital, uma pequena temporada de dois dias. Para não perder o que alguns haviam investido, seu marido completou, do próprio bolso, a outra metade do valor restante.

Experiência bem sucedida de crowdfunding, fora da rede mundial de computadores, foi a realização do I Festival de Poesia do Papoético – Prêmio Maranhão Sobrinho, organizado pelo poeta e jornalista Paulo Melo Sousa. O Papoético, tertúlia semanal realizada no Bar Chico Discos, no centro da capital maranhense, é um espaço privilegiado para a discussão de assuntos relativos à arte e cultura, tendo aberto uma trincheira para os insatisfeitos com o status quo.

Paulão, como é mais conhecido seu mentor, levantou os fundos necessários à realização do festival principalmente entre os frequentadores habituais do debate-papo semanal, além de entre amigos, professores universitários e artistas em geral. O festival, cuja final será realizada dia 31 de maio no Teatro Alcione Nazaré, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, na Praia Grande, premiará em dinheiro os primeiros lugares em poema e interpretação e os segundos e terceiros lugares em cada categoria com livros, discos, revistas e outros produtos culturais, tudo arrecadado entre aqueles citados doadores e com a realização de rifas.

A organização solicitou ao Comitê Gestor dos 400 anos de São Luís, integrado por secretarias e órgãos públicos municipais e estaduais, apoio para a realização do festival, de orçamento modestíssimo. Sequer recebeu resposta, mostrando o desinteresse generalizado dos poderes públicos para qualquer iniciativa criativa que não parta de sua burocracia interna. O problema é que nada criativo parece vir dali. O festival recebeu mais de 100 inscrições de diversas cidades do Brasil e custou menos de 3 mil reais, com cortes em gorduras como material de divulgação (folders e cartazes), importantes em qualquer empreitada cultural.

Teimosos, os organizadores do Papoético já anunciam sua próxima invenção: um concurso de fotografia terá regulamento anunciado já em junho, com base no mesmo esquema. Dia 7, Chico Saldanha e Josias Sobrinho apresentam, no Chico Discos, o show DoBrado ResSonante, que estreou em Brasília/DF. Os ingressos custam R$ 20,00 e podem ser adquiridos antecipadamente no local. Toda a renda será revertida para a realização do concurso de fotografia.

O Estado – tanto faz ler prefeitura e/ou governo – é tímido e continua apostando apenas em grandes festas populares, quais sejam, os períodos carnavalesco e junino, salvo raríssimas exceções. É o que dá mídia, é, em tese, o que dá voto – sobretudo, embora pareça óbvio, em ano eleitoral.

Faltam cerca de 100 dias para o aniversário da cidade. Não se ouve falar ainda em programação ou, antes, em planejamento de quaisquer ações comemorativas. Mas não é por isso, ou não só por isso, que clamam os artistas revoltados, aqueles que não se satisfazem com o tilintar de umas poucas moedas nos pires, um tapinha nas costas, a logomarca de um órgão público em seu disco, livro ou programa, e, no fundo, um grande “cala a boca” em qualquer vírgula que se oponha às péssimas gestões que hoje têm o Maranhão e sua capital São Luís. E aqui o comentário não se restringe ao aspecto cultural.

O que estes artistas requerem, com propriedade, é a pulsação constante da Capital Americana da Cultura, é que ela faça jus ao título. Mais que um troféu, um papel, um certificado, um evento, São Luís e o Maranhão precisam deixar o passado e a teoria de lado. É preciso viver o presente e vivê-lo na prática: já não somos Athenas Brasileira – se é que um dia fomos – e mais que bumba meu boi e/ou tambor de crioula para turista ver, é preciso que nossos logradouros sejam ocupados por arte permanentemente. É capital da cultura ou não é?

São Luís e o Maranhão não estão as maravilhas anunciadas na televisão pelas gestões municipal e estadual. Na propaganda, tudo parece correr às mil maravilhas, de propaganda nossos gestores são bons – pudera, é preciso descarregar toneladas de maquiagem para ludibriar o povo e garantir a perpetuação dos grupos no poder. A realidade é outra e é esta que precisa ser enfrentada para que algo mude. Que não emudeçam os artistas que estão corajosamente tocando as feridas para curá-las. E que ao coro dos descontentes somem-se cada vez mais artistas. Ou não, que cultura é coisa de todos nós.

A nossa miséria cultural está exposta, fratura que carece de urgente cura. Só não sente nem vê quem não quer. Já é mais que hora dessa serpente acordar!

Arte pela arte

Longe do descompromisso: Chico Saldanha e Josias Sobrinho fazem show hoje, no Chico Discos, em prol da próxima empreitada do Papoético.

 

Chico Saldanha e Josias Sobrinho voltam a subir juntos em um palco hoje (7), acompanhados de Marcão (violão e cavaquinho), Mauro Travincas (contrabaixo) e Jeca Jecowisky (percussão). Depois de pouco mais de mês da estreia do show DoBrado ResSonante em Brasília/DF, o espetáculo poderá finalmente ser conferido pelos ludovicenses. Os artistas já haviam se apresentado juntos em São três léguas, outros bois e muito mais, de 1999, e Noel, Rosa secular, que teve edições em 2010 e 2011, ocasião em que homenagearam o Poeta da Vila ao lado de Cesar Teixeira e Joãozinho Ribeiro.

Na capital federal foram duas apresentações. Aqui não há anúncio, ao menos por enquanto, de um bis, embora o Chico Discos, bar que abrigará o show de hoje, comporte confortavelmente apenas cerca de 60 pessoas, plateia certamente menor do que merecem os autores de clássicos como Terra de Noel e Linha puída, Josias e Chico, respectivamente.

Mas a causa é boa: a ideia inicial era angariar fundos para o I Festival de Poesia do Papoético, que após muita ralação de Paulo Melo Sousa, o Paulão, seu idealizador, e do envolvimento de mais alguns teimosos e de doações de amigos e simpatizantes, conseguiu se pagar. DoBrado ResSonante, no entanto, continua sendo um show beneficente, em prol da arte: o valor arrecadado com os ingressos vendidos para a noite de hoje será revertido para a premiação do I Concurso de Fotopoesia do Papoético, cujo regulamento será publicado em breve (aqui neste blogue). A premiação deve acontecer em setembro, mês de comemoração dos controversos 400 anos de São Luís.

Sobrinho e Saldanha estão no cenário musical desde a década de 1970. O primeiro integrou a trupe do Laborarte, o segundo correu por fora, tendo ambos participado de festivais de música desde então. Ambos estrearam em disco na década seguinte, o primeiro no rastro do reconhecimento proporcionado pela gravação de Papete para quatro músicas suas no antológico Bandeira de aço [Discos Marcus Pereira, 1978] – De Cajari p’ra capital, Dente de ouro, Engenho de flores e Catirina –, o segundo fazendo de sua Itamirim clássico imediato e retumbante, na interpretação arrebatadora de Tião Carvalho em seu disco de estreia [Chico Saldanha, 1988].

Seus discos mais recentes são Dente de ouro (2005), de Josias, e Emaranhado (2007), de Saldanha. Ambos completamente autorais, o primeiro uma mescla de grandes sucessos e músicas inéditas, com participações especiais de César Nascimento, Papete, Lenita Pinheiro (sua esposa) e Zeca Baleiro; o segundo, quase completamente inédito, a exceção é Linha puída, gravada num arranjo diverso do bumba meu boi que é originalmente, com a participação de Lenita Pinheiro. Josias, ao lado de Gerude e Inaldo Bartolomeu, canta com Saldanha em É tudo verdade, onde este conta em versos a história de seu Mário Mentira, como era conhecido um morador da Rua de São Pantaleão de sua infância e adolescência. Zeca Baleiro, diretor musical em algumas faixas, canta na faixa-título, moderno boi de zabumba.

Algumas músicas de Dente de ouro e Emaranhado estão no repertório de DoBrado ResSonante, que se completa com músicas inéditas de Josias Sobrinho e Chico Saldanha, além de releituras de conterrâneos como Cesar Teixeira [Botequim] e Zeca Baleiro [Babylon], entre outros.

Resultado do I Festival de Poesia do Papoético

Este blogue já foi procurado por sua caixa de comentários, e-mail e telefone, acerca do assunto que intitula o post. Na condição de porta-voz do citado festival, desde o lançamento de seu regulamento, não podemos nos furtar de pendurar aqui seu resultado.

Infelizmente não pude comparecer ao Teatro Alcione Nazaré anteontem (31/5), ocasião em que aconteceu a final. No e-mail em que me enviou o resultado, o poeta Paulo Melo Sousa, organizador da iniciativa, agradeceu “a presença de todos ao evento que lotou o teatro e aos amigos e parceiros que acreditaram na
ideia e colaboraram com o festival, comprando pontos das rifas ou realizando doações em dinheiro”.

A partir de 8 de junho, os 21 poemas finalistas serão publicados, um por semana, na coluna Alça de Mira, que Paulão edita desde 2006 no suplemento JP Turismo, do Jornal Pequeno, às sextas-feiras. Saiba quem foram os vencedores.

Melhores Poemas: Ante o espelho, de Rodrigo Pereira (1º. lugar, R$ 1.000,00 em dinheiro); Poética, de Kissyan Castro (2º. lugar, R$ 500,00 em livros); e Desencontro, de João Cobelo Foti (3º. lugar, R$ 300,00 em livros).

Melhores intérpretes: Keyla Santana, interpretando o poema Alfama, de César Borralho (1º. lugar, R$ 500,00 em dinheiro); Nuno Lilah Lisboa, interpretando o poema Eu comi Oswald de Andrade, de Kátia Dias (2º. lugar, R$ 300,00 em livros); e Roberto Froes, interpretando o poema Flor caída, de Sílvio Rayol (3º. lugar, R$ 200,00 em livros).

A Comissão Julgadora de Melhores Poemas conferiu ainda menção de
destaque para quatro textos concorrentes: Alfama, de César Borralho;
Uma faca só lâmina, de André Rios; Bagagem, de Rafael de Oliveira; e Paisagem Vertigem, de Elias Ricardo de Souza.

Em breve a aba [PAPOÉTICO], que abrigou regulamento, ficha de inscrições e notícias sobre o I Festival de Poesia do Papoético – Prêmio Maranhão Sobrinho, dará lugar à em que se publicará tudo sobre o concurso de fotopoesia, com lançamento previsto para muito em breve.

Papoético premiará hoje vencedores de seu I Festival de Poesia

Dos 110 inscritos, 21 poemas concorrem hoje na final do I Festival de Poesia do Papoético – Prêmio Maranhão Sobrinho, organizado pelo poeta e jornalista Paulo Melo Sousa. Os poetas Celso Borges e Josoaldo Rego compuseram a comissão julgadora da categoria, que terá ainda Mariano Costa e Gilson César julgando as interpretações, na noite de hoje. O evento, com entrada franca, terá início às 19h, no Teatro Alcione Nazaré, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande).

Doações, em dinheiro e produtos culturais, e rifas garantiram os quase 3 mil reais necessários à realização do festival, fruto da necessidade de expansão dos encontros semanais do Papoético, onde se discute cultura e arte de modo geral, embora o espaço não se furte a debater temas outros, qual quando abrigou o lançamento da Campanha Estadual de Combate à Tortura, organizada pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) e outras entidades da sociedade civil, em 22 de março, data em que o bárbaro assassinato do artista popular Jeremias Pereira da Sivla, o Gerô, completou cinco anos.

Cato da matéria Noite de premiação para a literatura (acesso exclusivo para assinantes do jornal, com senha), capa do caderno Alternativo no jornal O Estado do Maranhão de hoje (31), o seguinte depoimento de Paulão, como é mais conhecido o organizador do Papoético, de seu festival de poesia e de um concurso de fotografia que será lançado hoje, com inscrições abertas a partir de amanhã (1º.): “Infelizmente o que temos é uma omissão dos poderes públicos, dos quais não conseguimos nenhum apoio. No entanto, recebemos apoio de pessoas que acreditam na proposta, na literatura, na arte como instrumento transformador”.

Este blogue acompanhou o processo de perto: cedeu seu espaço ao abrigar em uma aba regulamento e ficha de inscrição para o festival, esteve presente a algumas edições do Papoético, acompanhou por e-mail cada agradecimento que Paulão enviava a cada um que doou livros, revistas, discos, dinheiro, aos que, como o blogueiro, compraram pontos de duas rifas realizadas e por aí vai. Além de um gesto de educação e gratidão, a garantia da transparência e lisura do processo.

Tardios e recalcados ufanistas ainda se orgulham de dizer que moram na Athenas Brasileira, embora já quase não se encontrem livrarias e lojas de discos por aqui. Gestores públicos ainda se orgulham de adjetivos que talvez já não façam sentido (se é que um dia o fizeram), à guisa de propagandear aos quatro(centos) ventos a beleza exclusividade televisiva da cidade quatrocentona. Um festival como o que se encerra hoje, que busca descobrir novos talentos, valorizar a tão propagada “terra de poetas”, é solenemente ignorado pelos poderes públicos: ao pedido de apoio do comitê organizador ao Comitê Gestor dos 400 anos de São Luís sequer (h)ouve resposta.

Este blogue continua aliado a iniciativas desta natureza: amanhã a aba [PAPOÉTICO], onde você encontra, por exemplo, a lista dos 21 poemas classificados para a final de logo mais à noite, será trocada por outra que trará regulamento, ficha de inscrição e notícias acerca do concurso de fotografia que será lançado hoje. Para 2012 está previsto ainda um concurso de contos, que este blogue também divulgará em momento oportuno. “Após a premiação, haverá comemoração no Chico Discos”, avisa Paulão.

Poetas sem intérpretes

Trago da caixa de comentários deste blogue para a página principal a lista de poemas classificados para a finalíssima do I Festival de Poesia do Papoético – Prêmio Maranhão Sobrinho. Quem já conhece a lista abaixo (poeta/ poema), já viu se foi classificado ou não etc., pode ir direto pro fim da notícia.

Kissyan Castro/ Poética
Glenda Almeida Matos Moreira/ Arrudêia
Darlan Rodrigo Sbrana/ O lagarto e a serpente
Luciano Leite da Silva/ Spleen (ou Ossuário das coisas sonhadas)
Kátia Dias/ Eu comi Oswald de Andrade
Kaique Leonnes de Sousa Oliveira/ O gavião
Danyllo Santos Araújo/ Sumidouros
Plynio Thalison Alves Nava/ As lesmas
Johnny Sorato Martins Fernandes/ Gota d’água
Sílvio Henrique dos Santos Rayol/ Flor caída
José Rafael de Oliveira/ Bagagem
Joana Golin Alves/ Copo de chuva
Andréia do Nascimento Cavalcante/ Tarde de sábado
Wilka Sales de Barros/ A fome no jardim das delícias
Antonio José de Souza/ Sombra e luz
Elias Ricardo de Souza/ Paisagem vertigem
Patricia Brito Soares/ Ah quem me dera!
João Cobelo Foti/ Desencontro
César Borralho/ Alfama
Rodrigo Pereira/ Ante o espelho
André Rios/ Uma faca só lâmina

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De shows, festival e cinema

SHOW DA CANELAS PRETA ADIADO

O show de Beto Ehongue e Canelas Preta, anunciado por este blogue, foi adiado, por motivo de força maior, para o próximo dia 25 de maio. Ficam válidas, portanto, todas as outras informações contidas no cartaz: local, horário, valor dos ingressos e participações especiais.

Enquanto o show não acontece é possível ouvir o som da banda no soundcloud e/ou no myspace.

PRETO NANDO ELETROACÚSTICO EM JUNHO NO ODEON

Dia 6 de junho, véspera de feriado, quem sobe ao palco do Odeon é Preto Nando (ao centro, na foto), homem de frente da ClãNorDestino. O apresentador do programa Movimento 94, alusão à frequência da rádio que o abriga, terá convidados surpresa para fazerem ao vivo, o som que ele toca em suas duas horas semanais de Difusora FM: rap, hip-hop, soul e outras vertentes da black music.

SOBRE DÚVIDAS ACERCA DA LISTA DE CLASSIFICADOS DO PAPOÉTICO

Paulo Melo Sousa, organizador do Papoético e de seu I Festival de Poesia, viajou: está no Rio de Janeiro, onde integra o júri de outro festival do gênero. Tenho relatado a ele os diversos contatos, dúvidas, carinho e o que mais me chega por aqui, via caixa de comentários.

Tairo Lisboa, fiel escudeiro de Paulão, em nome da Comissão Organizadora do Festival, pede só mais um pouco de paciência: até a próxima terça-feira (15), todos/as aqueles/as que têm dúvidas, terão respostas em seus e-mails. Para tanto, basta deixar recado nas caixas de comentários deste blogue ou escrever e-mail direto para Paulão e/ou Tairo.

Ao blogue só resta agradecer a paciência e a compreensão de todos/as.

O BATEDOR DE CARTEIRAS NO CHICO DISCOS

Não levem o título da nota tão ao pé da letra, nem se assustem: O batedor de carteiras [Pickpocket, drama, França, 1959, 75min., classificação indicativa: 14 anos] é apenas o título do filme que será exibido amanhã (12), na programação semanal do Encontro com Cinema, organizado pelo cineasta Beto Matuck.

Dirigido e escrito por Robert Bresson, baseado em romance de Fiódor Dostoiévski, conta a história de Marcel, “um homem amargurado e depressivo que tenta sua sorte nas ruas de Paris, roubando bolsas e carteiras. Filmada de uma forma inteiramente impessoal e controlada, como um teatro de marionetes, toda a tensão do filme não está no que ocorre durante as cenas, mas no que não ocorre”, de acordo com a sinopse que o blogue recebeu por e-mail.

A sessão, gratuita, tem início às 19h, no Chico Discos (Rua de São João, 389-A, esquina com Afogados, sobre o Banco Bonsucesso, Centro).

Trapixixita

É certeira a afirmação do músico Chico Nô em e-mail recebido pelo blogue, ao classificar a Tribo do Pixixita, que completa nove edições hoje, como “uma mostra da música maranhense contemporânea”, ele um dos discípulos do homenageado, o evento já cravado no calendário musicultural da Ilha.

Tribo é corruptela de tributo a este “artista quase sem obra”, conforme me confidenciou Nelsinho Martins, filho de José Carlos Martins, o Pixixita. “Ele era sobretudo um cara que gostava de brincar, de música e de ser amigo. Gostava de tocar sem compromisso, tipo, no teu quintal, numa farra; se tu chamasse ele pro palco, pra tocar no teu show, aí ele já ficava envergonhado, era muito tímido”, lembra o professor de capoeira do Laborarte.

Um time de bambas de primeira linha da música produzida hoje no Maranhão ocupará o Trapiche Bar, na Ponta d’Areia, mesmo em caso de chuva, a partir das 21h: Ângela Gullar, Célia Leite, Chico Maranhão, Criolina, Dicy Rocha, Erivaldo Gomes, Gerude, Instrumental Pixinguinha, João Madson, Nosly, Rosa Reis, Tutuca e Zé Maria Medeiros, além do citado Chico Nô e dos poetas Celso Borges, Moisés Nobre e Paulo Melo Sousa. Direto de São Paulo, o maranhense de Cururupu Tião Carvalho fará o show de encerramento da noite. Mas certamente muitos artistas não anunciados devem dar o ar da graça e arte nesta noite que promete.

Engenheiro civil de formação, Pixixita teve na música sua grande paixão: figura querida por quantos o conheceram, foi professor da Escola de Música do Maranhão. Falecido em 2002, tem sido lembrado anualmente por esta festa que cresce a cada edição. Os ingressos custam apenas R$ 20,00 e podem ser adquiridos no local. Abaixo, alguns momentos da edição de 2009, pra você entrar no clima, sacar qual é e ter desperto o desejo de pintar por lá mais tarde:

Metendo o bedelho…

… onde não sou chamado.

Matéria de Annyere Pereira publicada em O Imparcial de 10 de março (sábado), reproduzida aqui com pequeníssimas correções. Passei uns contatos, respondi umas questões sobre o Papoético e seu I Festival de Poesia, cujo regulamento e ficha de inscrição estão abrigados neste humilde blogue. Acabei na matéria, leiam abaixo, boxes inclusos.

PROCURAM-SE POETAS

O I Festival de Poesia do Papoético abre inscrições até 30 de abril. Serão selecionadas duas categorias: Melhores Poesias e Melhores Intérpretes

POR ANNYERE PEREIRA

Para estimular e socializar a produção poética inédita estão abertas as inscrições para o I Festival de Poesia do Papoético, que tem como patrono o poeta maranhense Maranhão Sobrinho. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de abril, Os melhores poemas serão selecionados pela Comissão Julgadora de Mérito Literário.

Autores de poesias em lígua portuguesa e inéditas poderão participar do evento. Dia 7 de maio serão divulgados os nomes dos escolhidos que irão para a grande fi nal. De acordo com o regulamento, participarão da sessão os autores que tiverem seus textos selecionados pela Comissão Julgadora de Mérito Literário. A audição dos poemas acontecerá no dia 31 de maio de 2012 e será acompanhada por duas comissões julgadoras (Comissão de Mérito Literário e Comissão Julgadora de Interpretação) que indicarão os autores e intérpretes premiados após a apresentação dos textos. Os vencedores serão revelados nesse mesmo dia e em seguida irão à premiação.

A Comissão Julgadora de Mérito Literário deverá ser formada por poetas atuantes no meio literário, onde escolherão os três melhores poemas concorrentes. A Comissão Julgadora de Interpretação será formada por três atores atuantes no meio teatral que escolherão as três melhores interpretações dos poemas finalistas. Cada concorrente poderá inscrever um poema inédito, com tema livre, até o limite de duas laudas.

Regulamento e ficha de inscrição podem ser baixados no blogue do jornalista Zema Ribeiro. A segunda, preenchida, deve ser enviada para o endereço papoetico@gmail.com até 30 de abril. Os candidatos deverão preencher a ficha de inscrição, o poema tem que estar digitado na fonte Times New Roman com o tamanho 12, possuindo os dados biográficos do autor em no máximo sete linhas. É solicitado ainda que o candidato apresente dados pessoais como, nome do autor, endereço, RG, CPF, telefone e também o nome do poema.

Papo sério – O Projeto Papoético surgiu em novembro de 2010 e foi idealizado pelo jornalista Paulo Melo Sousa. É um evento aberto, com debates sobre arte em geral e, qualquer pessoa poderá participar, sugerir temas e discutir. “A arte é pensada de modo amplo, seja música, literatura, cinema, teatro, mas a cultura pensada enquanto política pública, enquanto direito, dialogando com outras áreas do conhecimento humano”, ressalta Zema Ribeiro, um de seus simpatizantes, presente sempre que pode.

O Papoético acontece semanalmente às quintas-feiras no bar Chico Discos, na Rua de São João, 389A, no Centro Histórico, em um sebo, no qual comercializa livros antigos e usados, revistas, jornais, CDs e discos de vinil. No Papoético facilmente se encontra recitais de poesia, lançamentos de livros, cantorias musicais, exibição de filmes, discussões filosóficas, exposição de ideias, entre outras atividades culturais do próprio estado e do Brasil. A ideia é que para este ano seja realizado um concurso de fotografia e outro de contos, ampliando dessa forma a ação cultural do Projeto Papoético. Assim o Papoético lançará o I Festival de Poesia.

“A importância do festival é grande, pois deve preencher a ausência de espaços deixados pelo poder público. O festival da UFMA já não acontece e os governos estadual e municipal não preenchem a lacuna. Paulo faz as coisas apaixonadamente, busca suprir essa lacuna, tem se esforçado para conseguir recursos e garantir uma premiação decente e remuneração às comissões julgadoras que serão formadas por ocasião do prêmio Maranhão Sobrinho”, explica Zema sobre a importância da realização do festival.

TRÊS PERGUNTAS// ZEMA RIBEIRO

O Festival de Poesia do Papoético pode passar a ser realizado anualmente? “Acho que é cedo para falar. Vamos ver os resultados deste festival, o volume de inscrições, a reação do público, a repercussão no cenário cultural da cidade. Paulo tem ralado muito e um tanto sozinho, na busca de recursos para que o festival aconteça. Se for anual, que seja, ótimo para a cidade, se não, com certeza será realizado num espaço de tempo que der para que as coisas possam se recompor novamente”.

Por qual motivo escolheram Maranhão Sobrinho como patrono? “O poeta Maranhão Sobrinho é de grande importância nacional, é um nome que não se restringe ao Maranhão, e Paulo é seu fã, além de carregar o Maranhão no nome, achei a escolha justa”.

Como você avalia os resultados iniciais das inscrições? “Desde que criei a página do Papoético no meu blogue, lugar em que está disponível o regulamento e a ficha de inscrição, é a página mais acessada”.

O homenageado – José Américo Augusto Olímpio Cavalcanti dos Albuquerques Maranhão Sobrinho nasceu em Barra do Corda, interior do Estado. Foi um grande escritor e jornalista brasileiro, além de fundador da Academia Maranhense de Letras. É considerado por críticos e estudiosos da literatura como um dos três melhores poetas simbolistas brasileiros, ao lado de Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimarães.

Inscrição – Qualquer pessoa sem livro publicado poderá participar do I Festival de Poesia do Papoético – Prêmio Maranhão Sobrinho. Basta preencher a ficha de inscrição com os dados pessoais: nome do autor, endereço, RG, CPF, telefone, e-mail e com o nome do poema.

PREMIAÇÃO

Melhor Poema
1º. Lugar: R$ 1 mil
2º. Lugar: Livros, revistas literárias, CDs e filmes, no valor de R$ 500
3º. Lugar: Livros, revistas literárias, CDs e filmes, no valor de R$ 300

Melhor Intérprete
1º. Lugar: R$ 500
2º. Lugar: Livros, revistas literárias, CDs e filmes, no valor de R$ 300
3º. Lugar: Livros, revistas literárias, CDs e filmes, no valor de R$ 200

Cinema grátis e de qualidade

O cineasta Beto Matuck conversou rapidamente com este blogue sobre o Encontro com Cinema, que ele promove aos sábados, no Chico Discos

Há cerca de um mês outra atividade semanal começou a tomar conta do espaço do Chico Discos. Às quintas-feiras, desde novembro de 2010, sob coordenação do poeta e jornalista Paulo Melo Sousa, o Papoético tem realizado debates sobre os mais variados temas ligados à arte e cultura; desde o início deste março que finda amanhã, o cineasta Beto Matuck tem promovido o Encontro com Cinema, sempre aos sábados, às 19h.

Ambos os eventos têm entrada franca e mostram, por um lado, a carência ludovicense por estes acontecimentos, e por outro o fazer na raça de pessoas que, por quererem ver as coisas acontecendo, não esperam bons ventos: promovem, com chuva, sol ou lua, sem grana (por vezes tirando do próprio bolso – sem contar “no da cachaça”, que já sai quase naturalmente), sem esperar pelo apoio do poder público e/ou iniciativa privada.

“A gente faz as coisas do jeito que pode. É da doação de um aqui, de outro acolá. O Beto [Matuck], por exemplo, doou este telão”, Paulo Melo Sousa aponta o espaço de projeção do bar, usado aos sábados e, vez por outra, às quintas. Paulão, como é conhecido, e Chiquinho, proprietário do bar, lançaram, também na raça, o I Festival de Poesia do Papoético – Prêmio Maranhão Sobrinho, que distribuirá prêmios em dinheiro e literatura a novos poetas, daqui e/ou de fora.

Neste sábado (31), o Encontro com Cinema exibirá O espelho [Zerkalo, Rússia, 1975. Drama, 101min.], de Andrei Tarkovski, cuja sinopse resume: “Um homem em seus últimos dias de vida relembra o passado. Entre as memórias pessoais da infância e adolescência, da mãe, da Segunda Guerra Mundial e de um doloroso divórcio, estão também momentos que contam a história da Rússia numa mistura de flashbacks, tomadas históricas e poesia original”. O diretor usa poemas de seu pai, Arseni Tarkovski, no fechamento das cenas.

Autor do documentário Mané Rabo, que retrata a vida de um cantador do boi de costa de mão de Cururupu, Beto Matuck respondeu as perguntas abaixo, que lhe foram enviadas por e-mail.

O cineasta Beto Matuck em ação
ZEMA RIBEIRO – De onde surgiu a ideia do Encontro com Cinema? Podemos dizer que se trata de um cineclube?
BETO MATUCK
– Não se trata de um cineclube. A ideia surgiu da necessidade de podermos assistir e discutir cinema e outras artes de maneira descontraída. Além de realizar filmes, eu sempre tive muito interesse pela exibição. Chico, o proprietário do espaço, como todos os amigos sabem, é um apaixonado por cinema e abriu o seu espaço para as nossas ideias.

A seleção dos filmes é tua? Está aberta a sugestões? A programação dos filmes é de minha responsabilidade, foi feita uma lista para o ano todo, mas nada impede de exibirmos contribuições de amigos, considerando a importância estética dos filmes.

Quem assume as pick-ups e faz rolar a música do mundo após as sessões? O som é responsabilidade do [poeta e jornalista] Eduardo Júlio, que faz uma pesquisa e apresenta música fora do circuito comercial – música do mundo. Não queremos personificar o encontro, queremos juntar forças para que muito mais aconteça em São Luís, tão carente de cultura mundial.

A coisa acontece nos moldes do Papoético, isto é, há debates sobre os filmes exibidos, ou a proposta é outra? Não há debates após as exibições, é filme e muita conversa enriquecedora.