Festival BR 135 será lançado quinta-feira (20) no MHAM

Divulgação

 

Nesta quinta-feira (20), às 19h, no Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro), o duo Criolina, em evento para convidados, lança o Festival BR 135 e o Conecta Música, que ocorrerão em paralelo, em dezembro, na capital maranhense, e prometem sacudir a Ilha.

Já estão anunciados nomes como Céu, Dona Onete, Felipe Cordeiro e Mombojó, além dos selecionados pelo festival (lista completa na imagem acima).

Idealizador do Festival ao lado de Luciana Simões, Alê Muniz afirma que a intenção é mapear os vários Brasis existentes unindo-os através da música. Para ela é preciso “repensar o Centro Histórico, reconhecido patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, mas abandonado pelo poder público”. “Nosso maior patrimônio não é o conjunto arquitetônico, mas sua relação com as pessoas da cidade”, provoca Luciana.

Shows – Céu abre o Festival BR 135 dia 18 de dezembro, no Teatro Arthur Azevedo. Os demais shows acontecem na Praça Nauro Machado (Praia Grande), dias 19 e 20. A programação do Conecta Música inclui palestras, oficinas e workshops. O blogue voltará ao assunto.

Confiram Céu em Retrovisor:

Contradição e vacilos: Pelé e nossos meios de comunicação

“Pelé calado é um poeta”, afirmou há algum tempo o hoje deputado estadual carioca Romário sobre o rei do futebol. Tem razão! O talento que sobrava aos pés do mineiro de Três Corações falta-lhe ao usar a boca. A cabeça só não é de todo desprezada pelos muitos gols que fez usando-a.

“Pelé pede que brasileiros deixem rivalidades de lado e torçam pelo Corinthians”, diz a manchete do ESPN/MSN Esportes. Trecho da matéria, mais à frente: “Para justificar o seu ‘pedido’, Pelé ressaltou a rivalidade entre Brasil e Argentina”.

O “poeta” caiu em contradição.

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PUXANDO A BRASA PRA SEU JACARÉ

O projeto Música e Memória terá mais uma edição realizada amanhã no Teatro Apolônia Pinto, no Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro), a partir das 19h30min, com entrada franca. Quem se apresenta por lá é o Instrumental Pixinguinha.

O release da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado correu redações e a blogosfera. Ontem mesmo este blogue recebeu e-mail da direção do MHAM e quase imediatamente respondeu, perguntando se se trataria de uma apresentação do Instrumental Pixinguinha, único grupo de choro da Ilha com disco gravado, ou uma homenagem coletiva a um dos pais da música brasileira. O texto recebido não deixava clara coisa ou outra e não obtivemos resposta até agora.

Diversos veículos, como de praxe, copiaram e colaram o texto sem se preocupar com nada. Na página da Elo, catei dois vacilos, se é que podemos dizer assim. Vejamos: “Atualmente, músicos como Paulinho da Viola, Paulo Moura e Turíbio Santos, e grupos de música instrumental preservam o choro, renovando constantemente este estilo musical”. Quase nenhum problema, não fosse o “Paulo Moura”: o exímio clarinetista faleceu em 12 de julho de 2010.

E Abraçando Jacaré, homenagem de Pixinguinha ao cavaquinista pernambucano Antônio da Silva Torres (o Jacaré abraçado pelo mestre, que inspirou ainda o nome do grupo carioca homônimo à música); no release copied and pasted, a música virou Abrasando Jacaré. Eu nem vou botar o sic entre parênteses.

Cinemuseu

Entre os próximos dias 16 a 20 de maio acontece simultaneamente em todo o Brasil a 10ª. Semana Nacional de Museus. Em todo o Brasil é modo de falar: só acontece, obviamente, onde tem museu. E museu, a exemplo de biblioteca, teatro e cinema, tem em pouco lugar.

Esta 10ª. edição da semana tem como tema Museus em um mundo em transformação: novos desafios, novas inspirações. Na capital maranhense tem como subtema São Luís 400 anos: História, memória e cultura.

Por aqui a programação é de responsabilidade do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (Rua do Sol, 302, Centro), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão, acéfala há algum tempo, desde a saída de Bulcão, chefe da pasta. Quer dizer…

A programação completa tá aqui. Completa é modo de dizer. Francisco Colombo assina a curadoria da mostra de curtas e médias metragens maranhenses. Como pela programação disponibilizada no site do MHAM não se sabe que filmes o diretor de No fiel da balança irá exibir, este blogue avisa:

dia 18 > A solidão de Dom Quixote (direção: Vinícius Vasconcelos e Márcio Vasconcelos, 15 min.), Athenas Brasileira (direção: João Paulo Furtado, 18 min.), O destruidor de ilhas (direção: Denis Carlos, 15 min.) e Infernos (direção: Frederico Machado, 13 min.).

19 > Fronteiras de imagens (direção: Murilo Santos, 22 min.) e Aperreio (direção: Doty Luz e Humberto Capucci, 20 min.).

20 > Tambor de crioula (direção: Murilo Santos, 16 min.) e Em busca da imagem perdida (direção: Beto Matuck, 26 min.).

Toda a programação da semana é gratuita.