Show Elas cantam Vieira celebrará 94 anos que compositor faria 9 de maio

Falecido em 7 de abril de 2009, obra de Antonio Vieira será lembrada na data em que compositor completaria 94 anos

O compositor em ação no também saudoso Clube do Choro Recebe. Foto: Pedro Araújo

No próximo 9 de maio, o compositor Antonio Vieira completaria 94 anos. “Se vivo fosse não cabe dizer, pois ele está vivo entre nós, através de sua lembrança e principalmente de sua obra”, afirma o percussionista Arlindo Carvalho, músico que privou da amizade do “velho moleque”, um dos organizadores do tributo que celebrará a data em São Luís.

Elas cantam Vieira: conosco não tem mosquito! é o nome do show que será apresentado sexta-feira, 9, às 20h, em frente ao Memorial Maria Aragão, na praça homônima (Av. Beira Mar, Centro). Subirão ao palco Alexandra Nicolas, Anna Cláudia, Camila Reis, Cecília Leite, Célia Maria, Lena Machado, Rosa Reis e Tássia Campos para festejar a obra do autor de clássicos do quilate de Cocada, Banho cheiroso e Tem quem queira, entre mais de 300 outras.

A banda que as acompanhará é formada pelos músicos Arlindo Carvalho (percussão), Caio Carvalho (percussão), Celson Mendes (violão), Danilo Miranda (sax alto e clarinete), Fleming (bateria), Mauro Travincas (contrabaixo), Osmar do Trombone e Paulo Trabulsi (cavaquinho). O espetáculo contará ainda com as participações especiais de Adelino Valente (piano) e Zezé Alves (flauta)

Com apoio da Fundação Municipal de Cultura (Func) e Museu da Memória Audiovisual do Maranhão/ Fundação Nagib Haickel (Mavam), o espetáculo é gratuito, mas recomenda-se a quem for, doar um quilo de alimento não perecível: a arrecadação será destinada a uma instituição de caridade da capital maranhense.

“Celebrar o legado de Vieira é também celebrar suas convicções, ele cuja obra e posturas traduziam diversas preocupações sociais”, finalizou Arlindo Carvalho.

[Este post sofreu correções às 9h15min de 6/5/2014]

Ato-show Filhos da Liberdade marca 50 anos do golpe militar em São Luís

O Memorial Maria Aragão, na praça homônima projetada por Oscar Niemeyer, tem forma de pássaro, um dos maiores símbolos de liberdade, pelo fato de voarem.

Hoje os homens até voam, mas precisam de imensas carcaças de metal, nem sempre seguras, nada singelas. E que não cantam, apesar dos muitos fonezinhos de ouvidos distribuídos.

Lembro que, reza a lenda, Santos Dumont teria morrido triste por ver sua invenção usada para a guerra.

Generais, com o apoio de civis, sobretudo empresários, implantaram a ditadura militar para evitar a “ditadura comunista”. Por aí, pelo começo, percebemos o quão foi ridículo este período de nossa história.

Quase 30 anos após a redemocratização permanecemos ridículos: até hoje ninguém foi punido por crimes cometidos durante a ditadura militar. Os maiores avanços da Comissão Nacional da Verdade foram o esclarecimento da morte do ex-deputado Rubens Paiva e a mudança do atestado de óbito de Vladimir Herzog, restabelecendo a verdade: o jornalista foi morto, não suicidou-se, como rezavam os documentos oficiais há até bem pouco tempo.

Não se trata de revanchismo ou rancor, mas de memória. Somente com a punição exemplar dos envolvidos nos crimes atrozes cometidos nos 21 anos da ditadura brasileira poderemos ter a certeza de que não seremos vitimados por um novo período de chumbo. Por esse lado, ainda bem que as murchas, ops, marchas da família foram pífias, ridículas, insignificantes.

Dito isto, deixo o recado e o convite: hoje (31), quando o golpe militar (que só mesmo idiotas podem chamar “revolução”) completa 50 anos, às 19h, o ato-show Filhos da Liberdade tomará o espaço do pássaro do comunista, na Praça Maria Aragão (não por acaso outra comunista), para marcar a efeméride. Não para comemorar os 50 anos do golpe, mas justamente para lembrar, para evitar que outro ocorra.

“Com as bandeiras nas ruas ninguém pode nos calar”, o ato-show acontecerá mesmo com as greves que paralisam a capital. “Ninguém vai ser torturado com vontade de lutar”.

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