Maranhão na Tela amplia alcance

Idealizadora e realizadora do festival, Mavi Simão conversou com exclusividade com Homem de vícios antigos

Um dos seis trabalhos em óleo sobre papel cartão do artista maranhense Walter Sá que compõem a identidade visual do festival. Reprodução

A 11ª. edição do festival Maranhão na Tela acontecerá entre os dias 15 a 24 de novembro, e acontecerá, entre sessões e rodadas de negócios, no Cine Praia Grande (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande), Centro Cultural Vale Maranhão (Praia Grande) e Kinoplex Golden (Golden Shopping, Calhau).

As inscrições para as mostras competitivas – gratuitas – e para as rodadas de negócios – entre R$ 70 e 100 – serão abertas amanhã (10), no site do festival.

A realização de mostras em uma sala de uma grande rede de cinemas é uma das novidades do Maranhão na Tela, cuja origem remonta a 2006, idealizado pela cineasta Mavi Simão e realizado pela Mil Ciclos Filmes.

Com a atriz Áurea Maranhão (E), a diretora Mavi Simão no set de Terminal Praia Grande, seu primeiro longa, em fase de finalização. Foto: divulgação

“Sobre a exibição nas salas Kinoplex, o que mais pesou para decidirmos foi a questão da qualidade de exibição, essa é uma enorme prioridade para qualquer festival. Infelizmente, o Cine Praia Grande, espaço pelo qual tenho imenso carinho, não possui a estrutura exigida para a projeção de muitos dos filmes que queremos exibir, mas ainda teremos boa parte da programação nesse espaço tão importante para o cinema maranhense e para o Maranhão na Tela. Também acho importante exibir os filmes locais, agora regionais, com o que se tem de melhor em termos de qualidade. Para os realizadores isso faz toda a diferença. A rede Kinoplex também foi muito aberta a essa parceria, que é inédita até pra eles, já que conseguiremos manter a entrada gratuita. Estou louca para ver a reação dos estudantes da rede de ensino público, assistindo filmes deitados em poltronas reclináveis da sala Platinum.  Grande parte dessas crianças e jovens  estão indo ao cinema pela primeira vez, imagina que experiência inesquecível”, comenta Mavi.

Sobre as rodadas de negócios, ela afirma: “esse é um sonho muito antigo e de grande importância para o fomento à produção maranhense. Trata-se de uma iniciativa com foco na geração de negócios, ou seja, uma ação que vai contribuir de fato para que projetos saiam do papel e, consequentemente, para que o nosso mercado se desenvolva. Serão dezenas de convidados entre executivos de canais de TV, grandes produtores, distribuidoras, entre outros profissionais, além de representantes da Ancine [Agência Nacional do Cinema], do Sicav [Sindicato da Indústria do Audiovisual] e da Bravi [Brasil Audiovisual Independente, associação que congrega mais de 600 produtoras no país]. Outra novidade importante é a ampliação do projeto para as regiões Norte e Meio Norte. A partir de 2018, o Maranhão na Tela estende suas ações para mais oito estados. Seremos uma janela de visibilidade e fomento desse mercado que hoje é o que menos produz no Brasil”.

Mavi não antecipou títulos ou cineastas que participarão desta edição do festival, nem homenageados. “Já estamos trabalhando para fechar os homenageados, mas ainda não temos os nomes confirmados. A curadoria dos filmes convidados está começando a ser feita agora. Nessa fase ainda não temos o detalhamento da programação”, declarou.

Ela é otimista quanto ao atual momento do cinema produzido no Maranhão. “O cinema maranhense vive seu melhor momento. Parte disso é fruto da seleção de realizadores maranhenses em chamadas do Fundo Setorial do Audiovisual [FSA], mas também da Escola de Cinema do Maranhão [vinculada ao Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, IEMA] e do edital lançado pelo Governo do Estado em 2015, em parceria com o FSA. Esse edital injetou 3 milhões de reais na economia da cultura do audiovisual maranhense, por isso, é fundamental que essa seja uma política pública continuada. Naquela ocasião o FSA entrava com recursos na proporção de 2/1, hoje eles entram com 5/1. É um recurso muito significativo! Se esse edital for realizado anualmente, nosso cinema vai para o alto e além”, finaliza.

10º. Maranhão na Tela já está com inscrições abertas

Em entrevista ao blogue, Mavi Simão fez um breve balanço da trajetória do festival, comentou a homenagem a Joaquim Haickel e destacou a participação feminina

Tudo para ti, de Naldo Saori. Reprodução
Tudo para ti, de Naldo Saori. Reprodução

“Uma produtora independente se propor a fomentar um segmento é uma grande pretensão. Mas sempre pensei que se fizesse o máximo que estivesse ao meu alcance, isso já seria alguma coisa. Quando o Maranhão na Tela surgiu com esse objetivo, em 2007, quase nada era feito para fomentar o cinema local”, relembra Mavi Simão, a idealizadora e produtora do festival, em entrevista exclusiva a Homem de vícios antigos.

“O grande plano por trás do Maranhão na Tela sempre foi “picar as pessoas com o bichinho do cinema” e, aos pouquinhos, vamos “picando” cada vez mais pessoas. Em 2007 praticamente não se produzia no Maranhão e hoje estamos no melhor momento do cinema maranhense. Acredito que uma parte disso se deva ao forte investimento do festival na realização de cursos e na produção de curtas”, continua.

A 10ª. edição do Maranhão na Tela acontecerá de 16 a 26 de agosto, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande) e promete ser histórica. Entre as mostras tradicionais, como a Panorama Brasil, que exibe longas-metragens nacionais inéditos, e a Animarte!, que exibe anualmente mais de 350 animações de diversos países, haverá mostras retrospectivas dedicadas aos melhores filmes já apresentados pelo festival e uma de clássicos do cinema nacional.

A Mostra Maranhão de Cinema, competitiva dedicada exclusivamente à produção local, já está com inscrições abertas – podem ser feitas até 31 de maio no site do Maranhão na Tela.

Cada edição do festival tem dois homenageados, um nacional e um local. O martelo quanto àquele ainda não foi batido, mas o maranhense a receber as homenagens em 2017 é o cineasta Joaquim Haickel. “Ele tem uma trajetória no cinema maranhense que por si só já o coloca no lugar de um dos maiores cineastas do estado. São quase 40 anos de carreira, dezenas de filmes e prêmios conquistados nacional e internacionalmente. E, para além da sua produção autoral, ele também é um grande produtor e, consequentemente um fomentador da produção local. Quantos profissionais trabalham nas obras que o Joaquim produz? Quantos diretores já tiveram a oportunidade de realizar através da sua produtora? Isso sem falar do Mavam [o Museu da Memória Audiovisual do Maranhão] e do apoio que ele sempre deu a outros diretores, inclusive os iniciantes. Estava mais do que na hora dele ser nosso homenageado”, reconhece Mavi.

O festival acontece em agosto, mas suas atividades têm início em junho, quando a jornalista e roteirista Angélica Coutinho ministrará um curso avançado de Roteiro de Ficção, de 40 horas, que será certificado pelo Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), vinculado à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti), parceira do Maranhão na Tela. Junto com o curso serão anunciadas a lista dos selecionados na competitiva, bem como todo o restante da programação de filmes, cursos e debates, além do nome do homenageado nacional.

Além da idealizadora do Maranhão na Tela, o primeiro nome confirmado na programação é de uma mulher. Lembro a pesquisa da Ancine [a Agência Nacional do Cinema, vinculada ao Ministério da Cultura], que confirmou pequena presença feminina no audiovisual e pergunto à Mavi Simão: em um festival idealizado e produzido por uma mulher há uma preocupação quanto a esses índices? De que modo o festival tem buscado superá-los?

“Não existe propriamente uma preocupação. No festival a presença das mulheres sempre foi intensa. Nossa equipe é quase toda formada por mulheres, nosso público tem grande participação de mulheres, acredito até que em maior proporção do que de homens, e o intercâmbio com professoras e representantes de filmes também é grande”, enumera.

“É importante destacar que eu não escolho minha equipe ou convido profissionais baseada na questão de gênero e sim na qualidade do trabalho dessas profissionais. Ou seja, a participação de um grande número de mulheres acontece naturalmente, o que acredito ser bem significativo”, elogia.

“Com relação aos longas-metragens, ainda não é possível exibir uma maioria de obras dirigidas por mulheres, até por que, como exibimos um panorama da produção mais recente do cinema brasileiro, a programação de filmes do festival acaba sendo um espelho do cenário nacional da produção audiovisual”, finaliza.

O Maranhão na Tela é uma realização Mil Ciclos Filmes, patrocinado pela Oi e TVN, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e pelo Banco do Nordeste, por meio da Lei Rouanet, e conta ainda com o apoio cultural do Instituto Oi Futuro e das secretarias de Estado de Educação (Seduc) e Ciência e Tecnologia. A identidade visual desta edição comemorativa foi desenvolvida a partir do óleo sobre tela Tudo para ti, do artista visual maranhense Naldo Saori, que ilustra este texto.

Roberto Farias e Murilo Santos serão homenageados no 8º. Maranhão na Tela

Festival acontece de 21 a 26 de março no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho e Teatro João do Vale, com programação gratuita

A oitava edição do Maranhão na Tela acontece entre os próximos 21 a 26 de março, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho e Teatro João do Vale, na Praia Grande. Já consolidado nos calendários cinematográfico e cultural da capital maranhense, o festival homenageia os diretores Murilo Santos e Roberto Farias, este às vésperas dos 83 anos que ele completa dia 27 de março.

Cena de Roberto Carlos em ritmo de aventura. Frame. Reprodução
Cena de Roberto Carlos em ritmo de aventura. Frame. Reprodução

Meia dúzia de filmes de Farias serão exibidos em cópias digitalizadas durante o festival, incluindo a “trilogia do Rei”: Roberto Carlos em ritmo de aventura [1968], Roberto Carlos e o diamante cor de rosa [1970] e Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora [1971]. O clássico Pra frente, Brasil [1982] será exibido na sessão de abertura do festival. Os outros títulos de Farias que serão exibidos na mostra que o homenageia são Assalto ao trem pagador [1962] e o documentário O fabuloso Fittipaldi [1974].

A idealizadora e produtora do Maranhão na Tela em cerimônia de edição anterior do festival. Foto: divulgação
A idealizadora e produtora do Maranhão na Tela em cerimônia de edição anterior do festival. Foto: divulgação

Novidade nesta edição, o que faz o festival se aproximar ainda mais do nome Maranhão na Tela, é a homenagem a cineastas maranhenses, começando, este ano, por Murilo Santos. “O nome do Murilo foi, desde sempre, o único que cogitamos para ser o primeiro homenageado maranhense. Ano que vem teremos uma lista, chegaremos a um consenso, mas esse ano é só dele”, declarou a idealizadora e produtora do Maranhão na Tela Mavi Simão, revelando ter sido consenso o nome do homenageado. “O Murilo tem uma importância histórica pro cinema maranhense que não tem similar. A forma como ele atuou e atua é única!”, continuou.

Desenho de Joaquim Santos para Quem matou Elias Zi? Frame. Reprodução
Desenho de Joaquim Santos para Quem matou Elias Zi? Frame. Reprodução

Murilo também terá seis títulos exibidos no oitavo Maranhão na Tela: Um boêmio no céu [1974], Tambor de crioula [1979], Quem matou Elias Zi? [1982], com trilha sonora e desenhos do irmão Joaquim Santos, Na terra de Caboré [1986], Marisa vai ao cinema [1995] e Fronteira de imagens [2009].

Mavi Simão avalia a evolução do festival ao longo das edições e o investimento constante em formação, uma característica do evento anual. “O Maranhão na Tela sempre teve um foco, um objetivo claro, que é o de contribuir para fomentar a produção local, e esse direcionamento acredito que dê uma solidez pro festival. Outro compromisso que me move é o de sempre tentar superar a edição anterior e assim vamos caminhando. O compromisso do festival sempre foi com o fomento e, dentro do meu parco raio de alcance, a melhor forma de fazer isso é investindo em formação. O conhecimento inquieta as pessoas”, afirmou.

Sobre o atual momento vivido pelo cinema no Maranhão, particularmente no que tange a notícias recentes como os anúncios do governo estadual de uma escola de cinema e um edital para o audiovisual maranhense, ela comemora: “Estamos vivendo um momento ímpar, um antes e depois da produção audiovisual maranhense. Agora sim, vislumbro mais concretamente a inserção da produção local na cena nacional. E a escola vai ter um impacto enorme nesse processo! Finalmente temos um governo que reconhece a importância estratégica do audiovisual”.

Cartaz de Quase memória. Reprodução
Cartaz de Quase memória. Reprodução

Além das homenagens, o Maranhão na Tela terá uma vasta programação com aproximadamente 350 títulos, entre pré-estreias, estreias, retrospectivas e animações. Na primeira categoria estão Quase memória, de Ruy Guerra, baseado no livro de Carlos Heitor Cony, Um filme de cinema, de Walter Carvalho, Para minha amada morta, de Aly Muritiba, e Prova de coragem, de Roberto Gervitz, com atuação de Áurea Maranhão.

A mostra Maranhão de Cinema, uma das que compõem a programação do Maranhão na Tela, tem 36 filmes, divididos em duas categorias: uma competitiva, com títulos inéditos, e uma retrospectiva, com obras que marcaram a produção audiovisual no estado nos últimos 40 anos – destaque para a filmografia de Murilo Santos. A curadoria é assinada por Mavi Simão com o diretor Josh Baconi e Raffaele Petrini, diretor do Cine Praia Grande, que abrigará a maior parte da programação desta oitava edição do festival, realização da Mil Ciclos Filmes, com patrocínio da Oi e da Rede de Óticas Diniz, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e apoio cultural da Oi Futuro.

Sobre destaques da programação, Mavi preferiu não se comprometer, tamanho o envolvimento e o cuidado com cada detalhe da produção. “Cada filme, cada curso, cada convidado, cada espectador faz o festival ser como é. Tô aqui pensando e não consigo destacar algo ou alguém em especial. Tenho uma relação passional com o Maranhão na Tela, tudo o que acontece a cada edição é especial pra mim”, finalizou.

Projeto CineraMA anuncia vencedores de concurso de argumentos em festa

[release]

Segunda edição da festa CineraMA acontece sexta-feira (20), no Chico Discos, com entrada franca

Divulgação
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A curadoria do projeto CineraMA já selecionou os cinco argumentos que serão trabalhados pela equipe, junto dos autores, transformando-os em roteiros ao longo de 2015.

A lista será conhecida nesta sexta-feira (20), às 20h, no Chico Discos (Rua Treze de Maio, 289-A, altos, esquina com Afogados, Centro), onde acontece a segunda edição da festa CineraMA.

Conforme o regulamento que regeu o concurso, cada autor receberá um prêmio em dinheiro de R$ 1.000,00 e participará do processo de transformação de seu argumento em roteiro – os curtas-metragens serão rodados ainda este ano.

A festa CineraMA terá exibição dos premiados Acalanto, de Arturo Saboia, e Carlos e Zelinda – A estrela e o vagalume, de Beto Matuck e Celso Borges. O primeiro é baseado em um conto do escritor moçambicano Mia Couto; o segundo, na vida do casal de folcloristas Carlos e Zelinda Lima. A animação fica por conta da discotecagem de Raffaele Petrini, com o melhor das trilhas sonoras de cinema direto do vinil.

O projeto CineraMA tem patrocínio da Vivo, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Serviço

O quê: festa CineraMA.
Onde: Chico Discos (Rua Treze de Maio, 289-A, altos, esquina com Afogados, Centro).
Quando: dia 20 (sexta-feira), às 20h.
Quanto: entrada franca.
Maiores informações: (98) 999663333 (Mavi Simão, produtora).

Maranhão na Tela e CineraMA fomentam realização cinematográfica no estado

[Essa saiu no Vias de Fato de fevereiro, já nas bancas. O Maranhão na Tela já acabou e as inscrições para o CineraMA, idem; segue até amanhã, na Sala Impar, dO Imparcial, a mostra Anim!arte]

Vias de Fato conversou com Mavi Simão, idealizadora e produtora das duas iniciativas

Divulgação

Idealizado e realizado desde 2007 pela cineasta Mavi Simão (foto), através de sua produtora, a Mil Ciclos, o festival Maranhão na Tela acontece entre os próximos dias 22 e 31 de janeiro. Além de sessões de exibição e mostras temáticas, a programação inclui oficinas e cursos e pode ser conferida no site do festival.

Incansável, Mavi se vê às voltas também com a realização do projeto CineraMA, que está com um concurso de argumentos aberto até o próximo dia 30 de janeiro – 10 argumentos serão selecionados, os cinco melhores recebem premiação em dinheiro e todos serão trabalhados para virar roteiro e, posteriormente, ainda em 2015, filmes curtas-metragens.

Mavi Simão formou-se em Cinema após abandonar os cursos de Educação Artística e Jornalismo, embora tenha atuado no último, bem como em publicidade e televisão. Em mais de 20 anos de carreira foi apresentadora, roteirista, produtora, editora, locutora e o que mais pintasse. Seu único emprego formal foi como Coordenadora de Núcleo no Canal Futura (RJ), onde era responsável pela gestão criativa e executiva de programas de TV em diversos formatos. Desde 2006 trabalha exclusivamente com cinema.

Idealizadora e produtora das duas empreitadas, ela conversou com o Vias de Fato sobre o Maranhão na Tela e o projeto CineraMA, iniciativas, que movimentam o cenário cinematográfico do Maranhão.

Vias de Fato – Em sua sétima edição, como você avalia, hoje, a importância do Maranhão na Tela?

Mavi Simão – O Maranhão na Tela tem foco no fomento a produção e é isso que diferencia o festival, que tem se consolidado mais a cada edição. Como não temos uma faculdade de cinema em São Luís, ou escolas que ofereçam cursos de extensão, a maratona de capacitação que realizamos é sempre muito aguardada e acredito que seja nessa atividade de capacitação que resida a importância do festival.

Que destaques você aponta nesta edição do Festival? Esse ano reestruturamos a curadoria, antes quase toda composta por filmes convidados. Com a criação de uma mostra competitiva exclusiva para filmes maranhenses, a produção local passar a ser nosso grande destaque. Esse ano também passamos a convidar somente longas-metragens inéditos e com excelente carreira nos festivais de 2014. Completando o “museu de grandes novidades”, estamos trazendo o Festival Anim!arte (Festival Internacional de Animação Estudantil) na íntegra. São 330 animações do mundo inteiro!

O Maranhão na Tela sempre se preocupou, para além das sessões de exibição, em mostras competitivas ou não, com a questão da formação. Que avanços podem ser percebidos ao longo dos anos? Ou ainda estamos engatinhando? Na capacitação em cinema ainda somos muito carentes, daí a grande procura quando são oferecidos cursos na área, não só no Maranhão na Tela, como nos demais festivais realizados em São Luís.

Outro projeto desenvolvido por você atualmente é o CineraMA, cujas inscrições estão abertas até o fim de janeiro. O que é o projeto e quais os seus objetivos? O CineraMA é um projeto de realização de curtas-metragens que visa fomentar o surgimentos de novos roteiristas.

O CineraMA, além de um concurso de argumentos, a transformação dos argumentos selecionados em roteiros e a realização de 10 curtas-metragens ao longo de 2015, também trará diversas festas temáticas ao longo do processo, a primeira realizada em dezembro passado, no Chico Discos. Comente um pouco mais a ideia. As festas são uma forma de envolver as pessoas no projeto, mesmo que não diretamente. Como todo processo de realização dos filmes levará quase um ano, a ideia é poder socializar o que está acontecendo ao final de cada grande etapa.

De que modo CineraMA e Maranhão na tela dialogam entre si, além de ter a mesma produção/idealização? Os dois projetos dialogam na questão do fomento, mesmo que cada um tenha um foco, os dois visam contribuir para o desenvolvimento do cinema maranhense.

Você acredita que ter cursado Cinema fora do Maranhão te dá algum diferencial? Se sim, quais? Sim acredito. Pra mim fez toda diferença, me deu uma visão do todo, me permitiu ver como a prática e a teoria cinematográfica se relacionam. Isso sem falar do contato com os professores e profissionais que me deram aula. Já trouxe vários deles pra cá e sei que são bons professores. Eu tenho a possibilidade de pensar meus projetos com muito mais consistência, graças e essa formação em Cinema.

Quais as maiores dificuldades, hoje, a quem quer realizar cinema no Maranhão? E em que medida projetos como estes, idealizados e desenvolvidos por você, têm ajudado a superar estas dificuldades? A grande dificuldade, não só daqui, é viabilizar os projetos. E aqui ainda existe a dificuldade de formatar o projeto e enquadrar em leis de incentivo. É muito difícil fazer cinema sem ser através das políticas públicas de incentivo. Nesse sentido, colaboramos através dos cursos que oferecemos nessa área.

Cine Baile Coletiva lança CineraMA

[release]

Festa embalada por trilhas de cinema acontece 11 de dezembro no Chico Discos

Com patrocínio da Vivo, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e realização da Mil Ciclos Filmes, acontece no próximo dia 11 de dezembro (quinta-feira), às 20h, no Chico Discos (Rua Treze de Maio, 289-A, esquina com Afogados), o Cine Baile Coletiva.

Para convidados, a festa apresentará o projeto CineraMA, que realizará 10 curtas-metragens de ficção ao longo de 2015 e contará ainda com outras três festas temáticas, além de uma mostra com os filmes realizados pelo projeto. Na ocasião, além da apresentação das ações que integrarão o CineraMA, também será lançado o regulamento do concurso de argumentos que dará origem ao roteiro dos curtas.

“Queremos que as pessoas ligadas ao audiovisual e à literatura, que têm boas ideias, participem, se inscrevam. Nesse primeiro momento serão selecionados 10 argumentos, que se transformarão em roteiros e serão filmados ano que vem”, explica a idealizadora do CineraMA Mavi Simão.

O Cine Baile Coletiva é também uma coletiva de imprensa, em que os profissionais dos meios de comunicação ficarão por dentro das ações previstas pelo projeto para o ano que vem. “É uma forma diferente, original, de divulgarmos as ações, misturando trabalho e diversão. Como dizemos no slogan da CineraMA, é o Maranhão fazendo cinema como nunca e festejando como sempre”, comenta Mavi.

A animação será garantida pela discotecagem de Raffaele Petrini, amante de cinema e colecionador de discos de vinil. Suas agulhas reescreverão as trilhas das vidas dos presentes: soundtracks antológicas serão lembradas. A festa promete. Sem hora para subirem os créditos.

Serviço

O quê: Festa Cine Baile Coletiva. Lançamento do projeto CineraMA.
Quando: 11 de dezembro (quinta-feira), às 20h.
Onde: Chico Discos (Rua Treze de Maio, 289-A, esquina com Afogados, Centro).
Quanto: Grátis. Para convidados.
Assessoria de imprensa: Zema Ribeiro | (98) 981220009 | zemaribeiro@gmail.com
Idealizadora do projeto: Mavi Simão | (98) 999663333 | mavisimao@globo.com