O espírito de Itamar

Isca – Volume 1. Capa. Reprodução

“Caiu no samba é pra sambar”, anuncia e “arrisca” Arisca (Péricles Cavalcanti), faixa que abre Isca – Volume 1 [Elo Music/ Boitatá, 2017], disco da Isca de Polícia – reafirmo: melhor nome de banda do Brasil em todos os tempos –, banda do mitológico Itamar Assumpção, em título que abre as esperanças do fã clube: vem um segundo volume por aí? Tomara!

Nome da linha de frente da vanguarda paulista, Itamar Assumpção nunca hesitou ousar, guinadas como se fossem dribles, menos conhecido do que merecia em vida e mesmo agora quando é saudade, o alto preço de ser gênio e independente por não admitir concessões. Em suma: um artista livre.

O Nego Dito, o Beleléu, no entanto, deixou marcas e este Isca – Volume 1 é uma prova. Uma constelação de pares e discípulos se reúne em merecida homenagem ao mestre. Um tributo à altura.

Paulo Lepetit (contrabaixo e vocais), Marco da Costa (bateria e vocais), Jean Trad (guitarra e vocais), Luiz Chagas (guitarra e vocais), Vange Milliet (voz e vocais) e Suzana Salles (voz e vocais) formam a Isca de Polícia, contando ainda com os luxuosos auxílios de Hugo Hori (saxofones em É o que temos, é o melhor e Eu é uma coisa), Tiquinho (trombone em É o que temos, é o melhor e Eu é uma coisa) e Adriano Magoo (teclado em Eu é uma coisa), além das participações especiais de Bocato (trombones em Meus erros) e dos compositores Arnaldo Antunes (Xis, parceria com Paulo Lepetit), Zeca Baleiro (É o que temos, é o melhor, parceria com Paulo Lepetit) e Tom Zé (Itamargou), cujas vozes se ouvem, respectivamente, nas faixas de suas autorias.

Mais ou menos conhecidos, são grandes mestres da música brasileira, nas mais diferentes searas. Ainda assim, é como se fosse o resultado de uma turma aplicada em uma oficina de poesia e música ministrada por Itamar Assumpção: cantores/as, compositores/as e instrumentistas encarnaram o espírito do saudoso tieteense. Ao ouvir o álbum, não raro nos surpreendemos pensando que suas faixas bem poderiam ter sido compostas pelo autor de Pretobrás.

“Este trabalho é dedicado a Itamar Assumpção”, avisa o encarte numa redundância intencional: o espírito do homenageado está presente, melódica e poeticamente, e no reencontro de parceiros das antigas, por exemplo Alice Ruiz (Eu é uma coisa, parceria com Paulo Lepetit) e Arrigo Barnabé (Meus erros, parceria com Paulo Lepetit).

As chuteiras do Itamar (Paulo Lepetit/ Vange Milliet/ Ortinho) é permeada de metáforas futebolísticas e do jeito de ser de Itamar Assumpção, citando-lhe apelido e bandas. “Mas o que eu queria era ter feito uma canção/ que amarrasse as chuteiras do Itamar Assumpção”, a letra encerra. Fizeram um disco inteiro. De craques para craque, o mestre certamente se sentiria lisonjeado com o respeitável tributo.

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Confiram trecho da participação da Isca de Polícia no Cultura Livre, de Roberta Martinelli, em As chuteiras do Itamar (Paulo Lepetit/ Vange Milliet/ Ortinho):

Para ouvidos, mentes e corações abertos

[Sobre Hein?, show de Bruno Batista e Claudio Lima, Teatro da Cidade de São Luís (antigo Cine Roxy), 27/11]

Foto: Aparecida Batista
Foto: Djalma Raposo

 

Hein? não é para surdos. É para ouvidos atentos, ávidos. Não é para quem está acostumado a mesmice. Ou é, se se quiser sair desta zona de conforto.

É um show em que Bruno Batista e Claudio Lima divertem-se no palco e nós nos embevecemos na plateia. Em determinada altura, ao agradecer carinhosamente a presença de todo mundo, o segundo comenta a importância do público: “sem vocês nós não estaríamos aqui cantando, fazendo música. Estaríamos em casa, estudando”.

Parece simples a ideia de reunir um amontoado de canções, subir no palco e cantar. Pode até parecer, mas está longe disso. Há uma preocupação em reinventar, em recriar, em recompor.

Claudio Lima está cantando cada vez melhor, no palco sua entrega é total, seus elegantes suspensórios não contêm o talento que lhe cabe. Bruno Batista, a despeito de ainda bastante jovem, já é um senhor compositor, sua boina deve ser a primeira a saber das ideias musicais originais que estão sempre a fervilhar sua cabeça.

A poesia forte de Gonzaguinha é recitada ao final de Comportamento geral, que abre o show. Uma música forte, que parece dizer que, apesar de estarem se/nos divertindo e deliciando, a dupla não está para brincadeira.

Noturno (Graco/ Caio Silvio), sucesso de Fagner, ganha clima jazzy na interpretação límpida de Claudio Lima. Sozinho, acompanhando-se com um maracá, canta Kaô (Gilberto Gil/ Rodolfo Stroeter), o risco e a experimentação marcas deste inspirado artista.

Zanza (Carlinhos Brown) ganha grand finale de boi de zabumba, no arranjo inspirado acompanhado pela banda, enxuta e competente: Rui Mário (teclado e sanfona), Luiz Jr. (violões de seis e sete cordas e viola) e João Simas (guitarras).

Antes de cantarem Guaraná Jesus (versão de Carlos Careqa para Chocolate Jesus, de Tom Waits) Bruno Batista contou a história de como chegou à música, de como chapou com À espera de Tom, o disco em que Carlos Careqa canta apenas versões de Tom Waits, ele “fãzaço” declarado de ambos.

Claudio Lima brinca com a voz e torna sublime o fecho de Menina amanhã de manhã (Tom Zé), cantada por ambos e acompanhada por Bruno Batista ao violão – o que ele faz em boa parte do show.

Vê se me esquece (Itamar Assumpção/ Alice Ruiz) é uma música que Bruno Batista escolheu para chamar de sua. Ciranda para Janaína (Kiko Dinucci/ Jonathan Silva) demonstra sua inserção na cena paulistana, onde reside.

“A culpa é dele”, Claudio Lima acusa Bruno Batista ao interpretar Teu corpo (parceria de Bruno com Paulo Monarco e Dandara Modesto), uma das inéditas da ótima safra recente do compositor. Também foram reveladas Madrigal (também parceria de Bruno com Monarco e Dandara) Senhora da alegria – cantada como se rezassem, linda oração que a música é –, O queixo, um tango engraçado, e Caixa preta. Coisas lindas que eu espero que eles gravem logo nos discos prometidos em entrevista, pois não é justo ficarmos reféns de apresentações que não acontecem com tanta regularidade – infelizmente.

O show foi fechado com Hein? (Tom Zé/ Vicente Barreto), que batiza o show. Bruno Batista e Claudio Lima apresentaram a banda e agradeceram novamente aos patrocinadores e apoiadores e a presença do público. Voltaram para o bis: Rosa dos ventos, com que venceram um festival há dois anos, em São Luís, se juntou a Tarantino, meu amor, únicas autorais já gravadas pelo compositor.

Esqueceram-se de comentar o belo cenário, assinado por Claudio Lima: formado por espelhos, um ponto de interrogação em forma de orelha – ou vice-versa –, espécie de logomarca de Hein?, usada também na divulgação do espetáculo desde sua primeira edição, em 2008.

Que venham temporada e turnê, como também prometido em entrevista. Mais gente precisa ouvir e conhecer Bruno Batista e Claudio Lima, dentro e fora do Maranhão.

p.s. (como na música de Itamar e Alice): houve certo exagero no uso de gelo seco, às vezes mais de um jato por música. A máquina faz muito barulho.

Ney Matogrosso: um jeito de ser

Atento aos sinais. Capa. Reprodução
Atento aos sinais. Capa. Reprodução

Mais que o título de um disco, Atento aos sinais [2013] poderia ser uma espécie de slogan do cantor Ney Matogrosso, reconhecidamente um dos mais talentosos artistas da música brasileira, sempre aberto a novidades, apontando caminhos.

O artista pode ter suas paixões antigas entre os criadores a quem empresta sua voz, mas não deixa de dar voz a novos nomes e a outros que estão entre o primeiro e o segundo time. Prova disso é a presença, neste novo disco, de nomes como Lenine, Arnaldo Antunes, Vitor Ramil, Itamar Assumpção, Paulinho da Viola e Criolo, entre outros, nos créditos de letra e música.

O disco foi ensaiado nos palcos: lançado no finzinho do ano passado, foi testado antes em turnê do cantor. Incêndio, de Pedro Luís, pode soar óbvia, se lembrarmos das recentes manifestações de rua que tomaram conta do Brasil, mas a música, da extinta Ruge, já conta mais de 20 anos de idade. É par perfeito para a regravação de Rua da Passagem (Trânsito), parceria de Lenine e Arnaldo Antunes, lançada pelo primeiro há 15 anos.

O título do disco vem de verso de Oração (Dani Black) e há espaço para o bom humor em Samba do blackberry (Rafael Rocha e Alberto Continentino). A ilusão da casa (Vitor Ramil) é lírica exceção em repertório mais “quente” e mesmo a recriação do samba Roendo as unhas (Paulinho da Viola) ganha ares que fogem à tradição.

Como Maria Bethânia, Ney Matogrosso grava o que lhe dá na telha, sem que o resultado seja um monstrengo sem molho, liga ou alma. A unidade de seu disco é ele próprio quem dá. Mais que o título de um disco, Atento aos sinais é um jeito Ney de ser.

A entrega total de Tulipa Ruiz

[O Estado do Maranhão, Alternativo, hoje]

Cantora esbanjou talento e simpatia, em comunhão com público que lotou o Teatro Arthur Azevedo

Fotosca: Zema Ribeiro
Fotosca: Zema Ribeiro

ZEMA RIBEIRO*
ESPECIAL PARA O ALTERNATIVO

Tulipa Ruiz voltou à São Luís para um show no Teatro Arthur Azevedo, completamente lotado, terça-feira (13), pelo projeto MPB Petrobrás. A apresentação encerrava uma pequena turnê da cantora e compositora por diversas capitais do Nordeste.

A abertura ficou por conta da cantora Ticiana Valente, acompanhada pelo marido, Rodrigo Valente, ao teclado. Desfilou um repertório mais que óbvio: Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), Gente Humilde (Chico Buarque, Garoto e Vinicius de Moraes), Proposta (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Olha (Roberto Carlos), Gostoso demais (Dominguinhos e Nando Cordel), Brincar de viver (John Lucien e Guilherme Arantes) e Sá Marina (Tibério Gaspar e Antonio Adolfo) – as seis primeiras do repertório de Maria Bethânia.

No quinto número convidou a plateia – “quem sabe canta comigo essa música” –, na sexta dançou, dedicou sua apresentação a um sobrinho que estava nascendo – “quero que ele já venha ouvindo música boa” – e agradeceu a dedicação do marido – “meu companheiro de todas as horas”. Faltou pesquisa para garantir alguma liga com o show principal.

Tulipa subiu ao palco escoltada por Márcio Arantes (contrabaixo), Caio Lopes (bateria), Gustavo Ruiz (guitarra) e Luiz Chagas (guitarra), seu pai, ex-Isca de Polícia, mítica banda que acompanhou Itamar Assumpção.

Com dois discos lançados, Efêmera (2010) e Tudo tanto (2012), Tulipa não demorou a conquistar um seleto e fiel público no Brasil. É artista “nova”, talentosa, completa: desenhou a capa de seu disco de estreia, é compositora e cantora afinada, rara, dramática, de recursos extraordinários. Feito aquele craque que faz o que quer com a bola, colocando-a onde quer, ela faz o que quer com a voz, chegando – e fazendo a plateia chegar – a lugares nunca imaginados.

Tulipa canta para se/nos divertir: no palco sua entrega é total, tornando-se o personagem-título de uma música sua do primeiro disco: “Pedrinho parece comigo/ mas bem resolvido com sua nudez”. No palco Tulipa é livre feito um passarinho ou qualquer mortal comum sob o chuveiro – não à toa, a determinada altura do show, enrolou a toalha com que enxugava o suor nos cabelos e continuou fazendo o que sabe.

Profunda conhecedora do repertório, a maioria absoluta da plateia vibrava a cada introdução, cantando junto e aplaudindo freneticamente os agudos de Tulipa. Artista e seu público estavam em perfeita comunhão, num repertório que mesclou músicas de seus dois discos à inédita Megalomania (disponível para download em seu site), pedida em coro por boa parte dos presentes, séria candidata a hit com os dois pés no Pará do carimbó.

Para delírio da plateia não faltaram É, Ok (parceria com Gustavo Ruiz), Quando eu achar (idem), Pedrinho, Like this (com Ilhan Ersahin), Víbora (com Criolo, Caio Lopes, Gustavo Ruiz e Luiz Chagas), A ordem das árvores, Sushi (parceria com Luiz Chagas), Às vezes (Luiz Chagas), a única música do set não assinada por ela, Só sei dançar com você e Cada voz, não necessariamente nessa ordem e certamente com algum lapso do repórter que não fez anotações. No bis, Tulipa mandou ver Efêmera e repetiu a É com que abriu o show.

Esbanjando simpatia, Tulipa revelou-se emocionada em estar ali, elogiou a beleza do Teatro Arthur Azevedo, e brincou dizendo que ensaiaria uma ária para cantar quando voltasse – e soltou um agudo, para diversão de todos, inclusive de si mesma. A depender da empolgação e satisfação das quase 700 almas que a prestigiaram anteontem, esta noite não demorará a chegar.

Temporada Paulo Leminski 7

UM KAMIQUASE NA IDADE MÍDIA

Seu primeiro livro, Catatau, já chegou provocando, dinamitando os limites. Não é conto, não é romance, não é poesia. Nele, o personagem central é ninguém menos que Descartes. E ele tem uma luneta em uma mão e um cachimbo de maconha na outra. São dois símbolos?

É, são dois símbolos elementares. Um de distanciamento crítico e outro de integração. A luneta é o distanciamento, e o cachimbo de maconha é a integração. A maconha gera uma integração. Numa roda de gente queimando fumo gera-se um tipo de comunicação diferente daquele gerado num simpósio, por exemplo, sobre a metafísica e a psicologia de Jung. É uma comunicação via substância, não via palavra.

Esse tipo de experiência, de alguma forma, tem a ver com a experiência poética?

É até um lugar-comum a tradição de que os poetas criam de madrugada, de que são alcoólatras. Baudelaire, por exemplo, escreveu muitos poemas numa mesa de bar, sob efeito do absinto. A ideia de que o discurso poético se produz em estados anômalos é uma coisa normal, que rima com a própria natureza anômala da linguagem poética. O normal da linguagem é a função referencial. E ela se voltar sobre si mesma, como no caso da poesia, é uma espécie de hipertrofia. Escrever um livro inteiro em que prevaleça a função poética é um exagero, um excesso. Essa linguagem ocorre com os exagerados e os excessivos. A ideia de que os poetas são loucos é até absolutamente correta. Isso se tornou quase mitológico do romantismo em diante.

Voltando um pouco à ideia do “inutensílio”. Você pode explicar melhor isso?

A ideia da arte como um inutensílio é muito recente. Ela aparece no século XIX, com os simbolistas, com Mallarmé, Baudelaire. No Renascimento, não passaria pela cabeça de ninguém, de Rafael, de Leonardo da Vinci, de Caravaggio, que a sua arte não servia pra nada. Um mural pintado numa igreja no período renascentista não é apenas um jogo de cores, como seria um quadro impressionista, de um Manet, de um Matisse. Só pode aparecer a ideia da arte pela arte no momento em que ela se transforma em mercadoria.

O inutensílio é a negação da arte como mercadoria?

É muito complexo. O negócio é o seguinte: a arte ou é tutelada pelo Estado ou é tutelada pelo mercado. Um dos dois mandará na arte – essas são as leis que o real quer pregar. No Ocidente, é o mercado que determina a obra de arte. O mesmo escritor que acha indecente que em Cuba o Estado financie a arte não acha indecente que seu trabalho seja tratado como mercadoria. A ideia do inutensílio é uma negação de ambos. Ela afirma que a arte não serve pra nada justamente porque só serve para o engrandecimento da experiência humana. Apenas isso.

Até mesmo os poetas engajados acabam se transformando em mercadoria, não é?

Claro. Thiago de Mello, Ferreira Gullar, Moacyr Félix, Affonso Romano de Sant’Anna vendem muito mais do que Augusto de Campos.

Você acredita que a arte pode causar revoluções?

Pode, claro. Mas revoluções não acontecem toda segunda-feira. As vanguardas do início do século surgiram quando a burguesia desabou, com a Primeira Guerra. A Europa passou para segundo plano como potência mundial, e a hegemonia foi assumida pelos Estados Unidos e pela União Soviética. Na Segunda Guerra isso se consagrou. O que é a Europa hoje? É um imenso museu. Então, as vanguardas europeias, surrealismo, cubismo, futurismo, dadá, surgiram num momento histórico irrepetível. Hoje nós estamos vivendo numa época retrô: neoexpressionismo, neodadá, neocubismo. Não está acontecendo nenhuma revolução. High-tech não é revolução. As revoluções Francesa e Russa, sim. A chamada Revolução Americana não é revolução nenhuma. George Washington era um dos homens mais ricos dos Estados Unidos quando liderou a chamada Revolução Americana. Ele não alterou as relações de poder nem de propriedade. Não redistribuiu nada. A Francesa e a Russa, sim, alteraram profundamente as relações entre as pessoas. High-tech não revoluciona nada. Pode ser apenas uma re-carga dentro do poderio de uma classe dominante. É uma revolução entre aspas.

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Trechos da entrevista que o polaco-loco-paca concedeu a Ademir Assunção, em 1986, publicada no mesmo ano no jornal O Estado de S. Paulo e, em 1999, numa versão ampliada, na revista Medusa. Extraí os trechos acima de Faróis no Caos (p. 32-34), que Ademir publicou ano passado pela Edições SESC/SP.

“Antes mesmo que o gravador fosse ligado, disparou a falar e não parou depois que a fita chegou ao fim”, revela o jornalista em um texto introdutório à entrevista, complementar à cabeça original, publicada na imprensa. “Aqui está a versão mais próxima da integral. Foi o que consegui salvar da fita, que naufragou em um copo de vodca”.

O livro dá uma panoramizada na cultura brasileira dos últimos 30 anos em entrevistas de Ademir com, além de Leminski, Alice Ruiz, Antonio Risério, Arnaldo Antunes, Arrigo Barnabé, Augusto de Campos, Caetano Veloso, Chacal, Claudio Daniel, Geraldo Carneiro, Glauco Mattoso, Grande Otelo, Haroldo de Campos, Heriberto Yépez, Hermeto Pascoal, Itamar Assumpção, Jorge Mautner, Kaká Werá Jecupé, Lenine, Luis Fernando Veríssimo, Luiz Melodia, Marcatti, Márcia Denser, Mário Bortolotto, Monge Daiju, Nelson de Oliveira, Néstor Perlongher, Roberto Piva e Sebastião Nunes.

Livro com inéditos de Itamar Assumpção será lançado em SP

Uma coletânea de textos, letras de música e poemas inéditos de Itamar Assumpção será lançada quinta-feira (1º./11) em São Paulo. Fruto de parceria do Instituto Itaú Cultural e Editora Terceiro Nome, Itamar Assumpção – Cadernos Inéditos reúne, em 240 páginas, extratos de 60 cadernos de anotações, de entre 1986 a 2003 (ano de seu falecimento), deixados pelo compositor.

A organização ficou a cargo das filhas Anelis e Serena Assumpção, da viúva Elizena Assumpção e de Marcelo del Rio, um vizinho que acompanhou os últimos anos do autor de PretoBrás. (Com informações do Itaú Cultural)

Nove anos sem Itamar Assumpção

Pra quem ainda não conhece, ótima chance. Pra quem já, bela lembrança: um show dele, acompanhado de sua banda Isca de Polícia (um dos mais criativos nomes de banda em toda a história da música), de 1983, transmitido pela TV Cultura. Abaixo, em cinco partes. Saudades!

Via @dafnesampaio.

Um show de Tássia Campos não é só um show de Tássia Campos

Seja pela pá de atrações, especialíssimas, além de Tássia Campos em si (o que já valeria o ingresso): participações de Dicy Rocha e Milla Camões e discotecagem do Dj Franklin e Rádio Zion e poesia de Lúcia Santos. Bem acompanhada a moça, uma das belas vozes com que o Maranhão tem nos presenteado ao longo dos últimos anos.

Seja pelo repertório, longe do óbvio, com nomes como Carlos Careqa, Kléber Albuquerque, Otto, José Miguel Wisnik e Itamar Assumpção, entre outros, alguns deles com nomes garantidos no disco de estreia, que Tássia Campos está gravando e, torço, logo deve chegar às nossas mãos e ouvidos, sempre ávidos de boa música.

Ou você ainda acha que um show de Tássia Campos é só um show de Tássia Campos?