Você gosta d’O homem nu?

Anteontem revi O homem nu. O filme. Baseado na obra do genial Fernando Sabino. Com Cláudio Marzo e Daniel Dantas e Lúcia Veríssimo. Filmaço, muito engraçado. Com o Galo Preto fazendo uns choros na trilha sonora assinada pelo David Tygel. A primeira vez que vi O homem nu foi num dvd locado no Chico Discos, quando este ainda era um misto de bar e locadora. Ou era apenas locadora, provavelmente à época em que funcionou na Fonte do Ribeirão. Chico (ou Chiquinho, para os íntimos), o proprietário do estabelecimento, é um mestre na arte de indicar bons filmes, e nunca enganava o freguês vendendo gato por lebre: se o filme não prestava, ele dizia, mesmo ciente de que aquilo muito provavelmente lhe renderia menos uma locação. Sempre que eu estava correndo os olhos pelas prateleiras e reencontrava o filme, perguntava-lhe: “Você gosta d’O homem nu“? Ao que ele, sacando o duplo sentido da pergunta, respondia: “Do filme eu gosto”, e caíamos na gargalhada.

[Nota originalmente publicada ontem no facebook, da série #umfilmepordia; daqui pra frente, as notinhas caem acolá depois de publicadas acá no blogue]