Joca Reiners Terron ou a imaginação crítica: poéticas da leitura em Sonho interrompido por guilhotina

[…]

Esta não é senão a narrativa que devolve Raduan Nassar àquele tempo, personagem de Joca Reiners Terron em “Cem Mil Frangos Fantasmas”. Pródigo renitente sob o olhar de um narrador que tem diante de si uma entrevista concedida ao repórter Elvis Cesar Bonassa, da Folha de S. Paulo, em 1995, décadas à frente desse dia. As respostas de Nassar dão a liga para a malha movediça dessa história, a memória arrebatada da escrita de Um copo de cólera, a rotina dos dias gastos no fio vivo da navalha exposta na conversa em que o autor cavalga novamente o verbo, e quem sabe a ignição dessa lembrança possa atear clareza sobre seu abandono da literatura?

[…]

Um irredutível, profundo vitalismo, que se espraia noutras direções. Certamente na direção de testar espaços periféricos à literatura, esta senhora. Torquato Neto e sua fissura pelo Super-8; Paulo Leminski interessado em vídeo, música popular, publicidade, histórias em quadrinhos; Waly Salomão em trânsito sobretudo com Hélio Oiticica, Lygia Clark, Jards Macalé; Jorge Mautner com sua literatura bombástica, sua música e os roteiros de cinema – não raro, os espíritos inquietos do período se aproximam das linguagens mais velozes, aquelas que causam micoses na pele totalitária do país e facilitam que, à revelia, a informação circule.

[…]

Aqui e aqui trechos (donde catei os acima) do trabalho que batiza este post, a dissertação de meu amigo-irmão Reuben da Cunha Rocha, que ele defende logo mais na ECA/USP. A ele, todo o sucesso, mais que merecido. Força, bróder!

Joca Reiners Terron ou a imaginação crítica: poéticas da leitura em Sonho interrompido por guilhotina

[…]

Esta não é senão a narrativa que devolve Raduan Nassar àquele tempo, personagem de Joca Reiners Terron em “Cem Mil Frangos Fantasmas”. Pródigo renitente sob o olhar de um narrador que tem diante de si uma entrevista concedida ao repórter Elvis Cesar Bonassa, da Folha de S. Paulo, em 1995, décadas à frente desse dia. As respostas de Nassar dão a liga para a malha movediça dessa história, a memória arrebatada da escrita de Um copo de cólera, a rotina dos dias gastos no fio vivo da navalha exposta na conversa em que o autor cavalga novamente o verbo, e quem sabe a ignição dessa lembrança possa atear clareza sobre seu abandono da literatura?

[…]

Um irredutível, profundo vitalismo, que se espraia noutras direções. Certamente na direção de testar espaços periféricos à literatura, esta senhora. Torquato Neto e sua fissura pelo Super-8; Paulo Leminski interessado em vídeo, música popular, publicidade, histórias em quadrinhos; Waly Salomão em trânsito sobretudo com Hélio Oiticica, Lygia Clark, Jards Macalé; Jorge Mautner com sua literatura bombástica, sua música e os roteiros de cinema – não raro, os espíritos inquietos do período se aproximam das linguagens mais velozes, aquelas que causam micoses na pele totalitária do país e facilitam que, à revelia, a informação circule.

[…]

Aqui e aqui trechos (donde catei os acima) do trabalho que batiza este post, a dissertação de meu amigo-irmão Reuben da Cunha Rocha, que ele defende logo mais na ECA/USP. A ele, todo o sucesso, mais que merecido. Força, bróder!