Grandes temas em debate em São Luís

 

Coordenado pelas professoras Joana A. Coutinho e Josefa Batista Lopes, o Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFMA, realizará, este mês, em São Luís, o seminário Orçamento, dívida pública e crise capitalista, e o colóquio Desenvolvimento e revolução na América Latina. O primeiro acontece dias 17 e 18, às 17h, no auditório A do CCH/UFMA; o segundo, que será ministrado por Michel Löwy, dias 23 e 24, às 17h30min, no auditório setorial do CCH.

Inscrições, programações e maiores informações na página do Observatório.

Outro viés da notícia no contexto da imprensa maranhense

“Atualmente, o governo do Estado está sob a direção de Roseana Sarney Murad, filha de José Sarney, que assumiu a gestão em abril de 2009, após a cassação do mandato do então governador Jackson Lago (2007-2009) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Roseana concluiu o mandato de Jackson e foi reeleita governadora em 2010. O processo eleitoral que a reelegeu tem sua legitimidade e lisura questionados enfrentando três processos de cassação impetrados por seus opositores. As análises feitas pelos grupos de oposição, pelos cientistas políticos, pesquisadores e movimentos sociais e legitimadas pelos dados oficiais revelam um estado cada vez mais empobrecido, em relação assimétrica e inversa com os discursos do “progresso e do desenvolvimento” alardeado nas propagandas oficiais e no impresso oficial da família, O Estado do Maranhão”.

Quarta irmã Cajazeiras, o presidente do Senado sempre soube utilizar a mídia

“Para além da meteórica atividade jornalística, antes de ingressar na Academia Maranhense de Letras e de iniciar sua carreira política, Sarney desde o começo da vida pública, relaciona-se e utiliza-se estrategicamente dos meios de comunicação. A aproximação com a linguagem do cinema, à época um importante instrumento de transmissão da informação em se tratando da realidade maranhense onde a televisão ainda estava se afirmando e muitas cidades interioranas dispunham de salas de projeção, a utilização de jingles de campanha com direito a produção de disco com artistas de renome no rádio brasileiro, a utilização da Rádio Timbira, estatal onde eram veiculados spots e informações do governo, foram passos iniciais na direção do que viria a se constituir mais tarde”.

“Com tal histórico de concentração dos meios de comunicação nas mãos de um grupo político dominante e/ou de grupos políticos e empresariais (que estão ou já foram) vinculados ao primeiro, onde a maioria das concessões, no caso das mídias eletrônicas, e as estruturas, no caso da mídia impressa, foram implementadas a partir de práticas patrimonialistas, o discurso que prevalece nos noticiários é um discurso hegemônico e bipolar, ora com o predomínio de fatos que se banalizam com o passar do tempo: os buracos no período chuvoso, os engarrafamentos, os assassinatos, os assaltos a bancos; notícias em torno de pautas sazonais/comemorativas, ora a exaltar as “singularidades” da cultura e da natureza do Maranhão. São raríssimas as inserções de temas considerados importantes e estratégicos para a sociedade maranhense em trabalhos jornalísticos que possam revelar investigação e análise, motivando assim um debate público e que possibilite aos leitores capacidade de interpretação, de discernimento, de criação de sentidos para a compreensão da realidade do estado. E quando temas mais complexos aparecem, são externados como fatos contados de forma recortada, incompleta, a esconder a sua verdadeira natureza, implicações, causas e personagens.

Nessa perspectiva, o campo da comunicação que deveria ser instrumento de fortalecimento da pluralidade de vozes, do contraditório, da liberdade de expressão, o espaço democrático das diversas versões e olhares, torna-se, majoritariamente, apenas um campo das repetições dos padrões de manipulação dos discursos, das verdades parcialmente construídas ou ocultadas no processo de reconstrução da realidade através das narrativas”.

“José Sarney funda O Estado do Maranhão enquanto um “instrumento político”: o instrumento é um objeto inanimado, algo a ser manipulado. Emílio Azevedo, refere-se ao Vias de Fato como uma “iniciativa política”: iniciativa refere-se a ação, movimento, e sendo político, a algo que está intrínseco ao elemento humano que constrói um espaço e debate públicos. A análise, que não é simplesmente uma questão semântica, repercute nas formas de operacionalização das experiências. No primeiro caso, o jornal é instrumento político, objeto empresarial de obtenção de lucro e também de manutenção do poder político. No segundo caso, abre espaço para setores e tema sociais obscurecidos, negados, e favorece a democratização não tão somente do acesso à informação, mas também às formas de construção dessa informação.

A apresentação da notícia no Vias de Fato, além do predomínio do gênero opinativo, adquire características do formato de revista dado que a experiência não tem compromisso com o “furo de reportagem”, mas com o aprofundamento e a investigação dos temas que lhes são caros e complexos”.

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Trechos da monografia Vias de Fato: outro viés da notícia no contexto da imprensa maranhense, que a cantoramiga Lena Machado apresentou ontem ao curso de Comunicação Social, habilitação em jornalismo, da Faculdade São Luís, sob orientação de meu orientador Francisco Colombo. O trabalho foi aprovado pela banca examinadora com nota 10.

Ao publicar os trechos acima, do trabalho que teve revisão deste blogueiro, repetimos os parabéns já transmitidos à autora por telefone, ontem, logo após sua defesa. Íntima do palco, Lena Machado preferiu não ter amigos assistindo-a perante a banca e preferimos respeitar a vontade de sua timidez. Com o título, o jornalismo soma-se à música para fazer ecoar sua voz na defesa dos direitos humanos e justiça social no Maranhão e em qualquer lugar por onde ande, cante e escreva.

“Problemas causados pela Vale têm a conivência dos governos”

Entrevista que o sindicalista Novarck Oliveira concedeu a este blogueiro e a Emílio Azevedo para o Vias de Fato de fevereiro, a história vocês já conhecem: a edição do mês passado saiu apenas este mês etc., etc. etc., motivos de força maior que o “conselho” está buscando resolver.

A versão da cabeça abaixo é ligeiramente diferente da versão impressa do jornal. Lá alguma coisa se perdeu pelas idas e vindas de e-mails entre redação, edição e revisão. Nada, no entanto, que comprometa o resultado final.

No início deste ano de 2012, a Vale – antiga companhia Vale do Rio Doce – ganhou o prêmio de pior empresa do mundo. Esta anti-homenagem ocorre todos os anos, desde 2000 e é conhecida como o “Nobel da Vergonha”. A indicação foi feita por um grupo de ambientalistas e organizações sociais, formado pela Rede Justiça nos Trilhos, a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, o International Rivers e a Amazon Watch. O prêmio, anunciado durante o Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), é entregue por duas ONGs: Greenpeace e Declaração de Bernia. É a primeira vez que uma empresa brasileira passa por este desgosto.

Segundo as entidades as razões para a premiação da Vale foram “as repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do patrimônio público e pela exploração cruel da natureza”. A eleição é feita pelo voto direto e qualquer cidadão do mundo pode votar. Do Maranhão, muita gente votou e fez campanha. Ao todo foram mais de 25 mil votos para a Vale. A empresa japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, ficou em segundo lugar.

Diante deste fato importante e simbólico, o Vias de Fato resolveu ouvir Novarck Silva de Oliveira, diretor de Comunicação e Política Sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins (STEFEM), uma das instituições que apóia a Rede Justiça nos Trilhos. Novarck é funcionário da Vale há 28 anos e atualmente é também diretor de Formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Maranhão.

Leitor e ouvinte voraz, Novarck frequenta regularmente as reuniões do Narcóticos Anônimos (NA) – “limpo” há 12 anos, hoje, aos 47, fuma cerca de 40 cigarros por dia, “de filtro amarelo (são mais fortes)” – e já teve um bar, assuntos que ele também aborda na entrevista concedida aos jornalistas Emílio Azevedo e Zema Ribeiro, do Vias de Fato. O paraibano de Campina Grande, torcedor do Treze daquela cidade, destaca, entre seus autores prediletos, releituras e leituras atuais nomes como Aldous Huxley, Mia Couto, Victor Hugo e Máximo Górki. Na música, entre coisas novas e outras nem tanto, tem sempre no som nomes como Ceumar, Vander Lee, Chico Buarque, Pink Floyd, Smiths, Mônica Salmaso, Scorpions, Gênesis e Guns’n Roses, entre outros. Leia a seguir a entrevista. Continue Lendo ““Problemas causados pela Vale têm a conivência dos governos””

Vale da morte

(…) Não é preciso ser médico ou entendido em questões ambientais para perceber a situação em que vivem os moradores de Piquiá, literalmente cercados pelo polo siderúrgico: a poluição do ar é visível, e as más condições de saúde estão estampadas nos rostos das pessoas.

Em outubro, uma semana antes da visita da reportagem da Caros Amigos à comunidade, Antonia Avelino Gomes Souza, de 47 anos, faleceu de insufiência respiratória aguda, decorrentel de câncer de pulmão. Em 2007, seu marido Francisco da Silva Santos morreu vítima da mesma doença. Há inúmeros casos de queimaduras, a maioria delas por conta do contato com a munha, resíduo do carvão, altamente inflamável.

O pernambucano Anísio Pereira, de 70 anos de idade e há 20 morando em Açailândia, nos leva até o local onde fica a munha, do outro lado da BR-222, que divide o bairro. É uma enorme pilha de pó preto, a céu aberto, que tem em volta apenas um “muro” cheio de sacos de areia e onde há uma placa indicando: “perigo, afaste-se, risco de morte”.

Porém, como animais e crianças pequenas não sabem ler, há muitos casos de queimaduras. O filho de um vizinho de Luzinete, por exemplo, teve as duas pernas queimadas. Há também o caso de Gilcivaldo Oliveira de Souza, de sete anos, que, ao procurar pedaços de carvão, subiu no monte de munha, que amoleceu e o queimou até a cintura. O menino morreu após 20 dias de sofrimento, em novembro de 1999.

(…) A comunidade existe desde a década de 1970, e, em 1980, com a implantação do Projeto Grande Carajás, construiu-se o polo siderúrgico. Em 1985, foi inaugurada a EFC. Hoje, cerca de 1.100 pessoas vivem no local, e há vários anos a Associação de Moradores de Piquiá de Baixo tem encaminhado denúncias dos impactos da siderurgia a distintos órgãos.

Como resposta, na maioria das vezes obteve o silêncio. O apoio tem vindo da Paróquia São João Batista de Açailândia, da organização Justiça nos Trilhos e do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia. A população reivindica a saída das famílias do bairro e o reassentamento em uma nova área. Embora os problemas de saúde da população sejam visíveis, as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e Meio Ambiente nunca foram à região para medir o grau de poluição da água, do solo e do ar.

(…) No levantamento [relatório da Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH), feito em conjunto com as organizações Justiça Global e Justiça nos Trilhos e divulgado em maio de 2011], avalia-se que “o município de Açailândia se beneficia pouco da existência das gusarias. Em particular, o bairro do Piquiá de Baixo constitui uma ‘Zona de Sacrifício’ [nome que se dá a áreas escolhidas para a instalação de grandes empreendimentos causadores de impactos socioambientais, quase sempre localizadas nas periferias urbanas]. Na frente das casas dos moradores de Açailândia, o trem transporta, todos os dias, o correspondente bruto, em minério de ferro, a cerca de R$ 50 milhões [observação do blogue: em mais ou menos 67 dias a Vale transporta o equivalente a seu valor de venda: a então Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) foi privat(ar)izada por aproximadamente R$ 3,3 bilhões no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso num dos maiores crimes de lesa-pátria de que este blogueiro recorda]. O trem da Vale pode ser considerado o maior trem do mundo, com 330 vagões, cerca de 3.500 metros de extensão e a capacidade para transportar 40 mil toneladas, mas as condições de vida dos habitantes não refletem essa riqueza”.

(…) “Depois de tantos anos de luta, nossa nova terra e nosso futuro estão nas mãos de três juízes de São Luís. Um julgamento está por acontecer e decidirá se a terra fica para 50 vacas, cujos donos têm muitas outras terras, ou se fica para nós, que somos mais de 1.100 pessoas e não temos opção. Há sete anos nossos 21 processos de indenização aguardam julgamento do Poder Judiciário. Por que os pobres têm sempre que esperar tanto? As siderúrgicas continuam poluindo nosso ar, nossa água e solo. O barulho não nos deixa dormir. Nossos processos se bloqueiam pela burocracia e os recursos. Mas nem o Ministério Público nem os órgãos ambientais nunca mandaram parar um forno por respeito à nossa vida. A mineradora Vale fica observando tudo isso e se acha limpa. Mas foi ela que trouxe essas siderúrgicas pra cá e é ela que as alimenta de ferro e escoa sua produção. Se ela tivesse realmente interessada em uma solução, já teria exigido isso das siderúrgicas. Mas não: ela quer duplicar, construir um novo Carajás, passando por aqui”, diz um trecho da carta [entregue por moradores de Piquiá à governadora Roseana Sarney em dezembro passado, quando ela inaugurava 14km de asfalto no município].

O desembargador Paulo Velten, que acatou o pedido de liminar em 27 de setembro, está de férias, e quem assume suas funções até o retorno do colega é o desembargador Raimundo Nonato de Souza. Ele recebeu um pedido de revogação da liminar por parte do advogado da Associação de Moradores de Piquiá, Danilo Chammas. “A situação é gravíssima e demanda uma solução urgente”. Procurado pela reportagem, o desembargador Raimundo Nonato disse, por meio de sua assessoria, que não poderia atender, “pois estava muito ocupado”.

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Acima, trechos da ótima reportagem Os invisíveis da cadeia de ferro, assinada em cinco páginas pela jornalista Tatiana Merlino, na edição 178 da revista Caros Amigos (janeiro de 2012), cuja capa anuncia: Polo siderúrgico, o inferno de Piquiá – Onde o povo respira fuligem de ferro. Os problemas aí expostos não são os únicos causados pela mineradora, transformada em um problema mundial com a privat(ar)ização FHCista. A matéria de Merlino aponta ainda problemas com Os meninos clandestinos do trem da Vale, que dá conta, inclusive, de ameaças de morte recebidas por crianças e adolescentes que embarcam clandestinamente nas composições da empresa.

Não é a primeira vez que a jornalista da Caros Amigos, aponta problemas da mineradora: em dezembro passado (nº. 177) ela assinou a matéria Vale duplica ferrovia e multiplica violações no Maranhão e Pará, em seis páginas. Na ocasião percorreu municípios paraenses e maranhenses ameaçados pelo novo empreendimento minerador da Vale, identificando ocorrências de prostituição, exploração sexual infantil, trabalho infantil e em condições análogas a de escravo, atropelamento de animais e pessoas (uma por mês, em média), entre outros problemas. Trecho da reportagem aponta também que “a empresa prevê a remoção, ao longo da via férrea, de 1.168 “pontos de interferência”: cercas, casas, quintais, plantações e povoados inteiros”.

“Pontos de interferência”: assim a Vale vê o que ou quem ousa impedir ou atrasar o aumento de seus já estratosféricos lucros. A Rede Justiça nos Trilhos vem fazendo sistematicamente denúncias sobre os impactos da mineradora, e estes não se restingem a Maranhão e Pará. Para citar apenas os mais recentes, o bloqueio de um trem em Moçambique e a interdição das obras de duplicação da ferrovia em Açailândia.

Maior corporação de minério do mundo, a brasileira Vale está presente hoje em 38 países. Tamanha grandeza a coloca entre as “seis finalistas do prêmio Public Eye Award, que todos os anos escolhe a pior empresa do planeta por voto popular e anuncia a vencedora durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. É a primeira vez que uma empresa brasileira concorre ao prêmio”, de acordo com informações do site da Justiça nos Trilhos. Clique aqui para votar na Vale.

Comunidades da zona rural de Açailândia interditam obra de duplicação de trilhos da Vale

Desde o começo da manhã cerca de 700 funcionários da empresa estão cercados impedidos de circular pela região

AÇAILÂNDIA – Aproximadamente dois mil moradores da zona rural de Açailândia/MA, de Novo Oriente, Francisco Romão, Planalto I e II e acampamento João do Vale, ocupam desde a madrugada de hoje (19), a vicinal que dá acesso às obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás, sob concessão da mineradora Vale.

O motivo da interdição da via, onde cerca de 700 funcionários da empresa estão cercados pelos manifestantes, se dá pelo não cumprimento da mineradora às contrapartidas na região que foram acordadas com os moradores das comunidades, há dois meses junto à Prefeitura Municipal de Açailândia.

“Só encerraremos o protesto se representantes da empresa vierem negociar com a população, pois estamos solicitando à Vale várias compensações diante de seus projetos nas comunidades há muito tempo e agora foi o estopim, pois ela descumpriu prazos e o povo não aguenta mais e quer uma resposta”, esbraveja Ricardo Amaro de Sousa, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Açailândia, que habita na região.

Segundo documento entregue ao Ministério do Meio Ambiente e IBAMA pela Rede Justiça nos Trilhos, que monitora os problemas provocados pela Vale nas comunidades que margeiam a ferrovia no Maranhão, os impactos na zona rural de Açailândia são muitos.

“Atropelamento de pessoas e animais, trepidação e rachadura das casas, além do aterro de poços com a passagem do trem, poluição sonora, aumento do tráfego de carros, o envenenamento das terras da comunidade pelo veneno jogado nas plantações dos eucaliptos que cerceiam os assentamentos, devastação ambiental e constantes incêndios provocados pela locomotiva”, são alguns dos problemas que constam do documento.

Diante desse quadro, as contrapartidas requeridas pela comunidade e não cumpridas pela mineradora são: “melhorias na escola, construção de túneis para passagens de carros e passarelas para travessia de pedestres sob a estrada de ferro, valor justo de indenização para remoção das casas, recuperação dos reservatórios de água, trabalho de prevenção a incêndio, apoio às experiências ambientais, pesquisas para avaliar impacto dos agrotóxicos vindo do eucalipto na plantação dos assentamentos e um posto de saúde” (Márcio Zonta, da Rede Justiça nos Trilhos).