Para dançar e pensar: o samba do Criolo

Criolo já conta mais de 10 anos de carreira, contados desde a época em que ainda assinava Criolo Doido e era eminentemente rapper. De lá para cá lançou verdadeiros petardos da música popular brasileira contemporânea, extrapolando os limites do rap, sempre flertando com o samba, mas não só.

Neste meio tempo agradou medalhões como Chico Buarque (que devolveu homenagem em show), Milton Nascimento (com quem já dividiu o palco), Tom Zé (com quem gravou Banca de jornal em Vira-lata na via láctea, disco do baiano), Ney Matogrosso (que gravou sua Freguês da meia noite em Atento aos sinais) e Ivete Sangalo (com quem dividiu disco e show tributando Tim Maia).

Criolo já garantiu, pois, sua vaga entre os grandes. Artista oriundo da periferia e consciente de seu lugar e papel, não é de se acomodar em zona de conforto em geral ilusória. Depois de Nó na orelha (2011) e Convoque seu Buda (2013), discos em que seu rap dialogava com o samba e outros gêneros musicais, brasileiros ou não, ele lançou ano passado Ainda há tempo, que marcava um retorno ao rap puro, mas nunca simples.

Espiral de ilusão. Capa. Reprodução

Espiral de ilusão [Oloko, 2017; todos os seus discos podem ser ouvidos e baixados em seu site] talvez seja sua mais ousada guinada: um disco inteiramente dedicado ao samba. Tem de tudo, ingredientes consagrados desde sempre em rodas, discos e na obra de grandes bambas do gênero: amor, malandragem e denúncia social. Já nasce clássico, a começar pela capa, de Elifas Andreato, cujo talento já embalou Clara Nunes, João Nogueira, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Paulo Moura e Rolando Boldrin, para ficarmos em lista curta.

Se não, vejamos se a letra de Menino mimado não é metáfora perfeita para o triste momento político por que passa o Brasil, desde o golpe que tomou de assalto nossa democracia: “Então pare de correr na esteira e vá correr na rua/ veja a beleza da vida no ventre da mulher/ pois quem não vive em verdade, meu bem, flutua/ nas ilusões da mente de um louco qualquer/ e eu não aceito, não”, para arrematar, brilhantemente: “Eu não quero viver assim, mastigar desilusão/ este abismo social requer atenção/ foco, força e fé, já falou meu irmão/ meninos mimados não podem reger a nação”.

Filha do Maneco é crônica no melhor estilo Noel Rosa: um pai ciumento na favela, samba bem-humorado como o fino do poeta da Vila. Dolente, a faixa-título aborda uma desilusão amorosa, qual na ginga de Calçada: “Um belo dia, pensava que tava escrito/ era eu pra ela, ela pra mim, isso tá bonito/ esqueci de fechar uma porta e uma janela de uma outra casa/ toda verdade veio na minha calçada”.

Boca fofa emula a malandragem de Bezerra da Silva e o cagueta, personagem constante de sua obra – em tempos de delação premiada, faz todo sentido. Os temas – caguetagem e delação premiada, (quase) sinônimos –, voltam a aparecer em Cria de favela, que fecha o álbum: “Quem vai lucrar com essa patifaria/ é gente da alta na papelaria/ delação premiada jogo de poder/ e se for pra rua tentam me deter”.

Espiral de ilusão, o disco, é a prova de que é possível aliar a seriedade e a urgência de determinados temas caros e cruéis a alegria tipicamente brasileira, sambista. Artista com A maiúsculo, é também atestado de que Criolo pode enveredar por qualquer caminho mantendo-se coerente, instigante e interessante.

Ouça Espiral de ilusão na íntegra:

A mensagem de Criolo merece atenção independentemente de rótulos

Ainda há tempo. Capa. Reprodução
Ainda há tempo. Capa. Reprodução

Criolo Doido passou a assinar apenas Criolo, lançou o petardo Nó na orelha [2012] e angariou elogios de Caetano Veloso, Chico Buarque (que o homenageou em meio à sua Cálice, parceria com Gilberto Gil), Milton Nascimento (com quem chegou a dividir show), Emicida (com quem dividiu show e o disco Ao vivo, de 2013) e Ivete Sangalo (com quem dividiu o disco Viva Tim Maia, de 2015).

No rastro, Convoque seu Buda [2014] mantinha a pegada e o diálogo entre rap, samba e soul, principalmente. Criolo definitivamente havia saído do gueto e falava para multidões. No recém-lançado Ainda há tempo [Oloko Records, 2016, disponível para download no site do artista], Criolo volta às origens (que, de fato, nunca abandonou): depois do inegável sucesso, é seu disco mais acentuadamente “rhythm and poetry”, formado por composições datadas de entre 1996 e 2005.

São nove faixas e 11 produtores diferentes, sob direção musical de Daniel Ganjaman, que com Marcelo Cabral assina a produção da faixa-título, que fecha o disco, além de cantar e tocar contrabaixo, piano, sintetizadores e programação.

A verve de Criolo continua afiada e é uma constante no disco a mensagem positiva que predomina no rap, sobretudo destinada às juventudes das periferias, em sua maioria negros que perdem a vida para a polícia ou para o tráfico de drogas. “Eles querem que você desista/ mas jamais se dê por vencido/ rap nacional envolvidão até o pescoço/ se não fosse assim/ ai de mim/ só tava o osso”, diz a letra de No sapatinho (produzida por Renan Samam e Filiph Neo).

As vozes dos indígenas Shirley e Euclides Krenak, da tribo Krenak, são ouvidas na fortíssima Chuva ácida (produzida por Sala 70), em que Criolo critica, a partir da tragédia de Mariana/MG – até o lançamento do disco e a publicação desta resenha, nem Samarco nem Vale nem ninguém punido –, a política praticada a partir de conchavos e propinas, incluindo o Congresso nacional, departamentos de “responsabilidade social” de grandes empresas e organizações do terceiro setor.

Criolo não receia tocar feridas profundas em temas que lhe são caros. É freireano no sentido de aproximar a teoria da prática, a fala da ação ou, resumindo: o que canta do que vive. A juventude é uma preocupação constante e sobram críticas à violência, ao consumismo, ao capitalismo, ao preconceito, ao sexismo, ao consumo de drogas lícitas e ilícitas.

“Eu tenho fé nessa nova geração/ nesse povo maravilhoso/ a nossa juventude toda” e “as pessoas não são más/ elas só estão perdidas/ ainda há tempo/ eu não quero ver/ você triste assim, não/ que a minha música possa/ te levar amor”, têm esperanças Tô pra ver (produzida por Grou com participação especial de Rael) e a faixa-título, respectivamente.

Sonoramente Ainda há tempo talvez seja o disco mais hermético de Criolo. Ouvi-lo é necessário, pelo que discute, sobretudo no Brasil atual – espero que seja compreendido pelos fãs conquistados ao longo dos últimos anos, quando as lojas colocaram o artista nas prateleiras de MPB.

Ouça Chuva ácida (Criolo):

Uma homenagem honesta e inovadora

Romulo Fróes emula Nelson Cavaquinho em foto de Rodrigo Sommer. Reprodução do perfil do cantor no Facebook
Romulo Fróes emula Nelson Cavaquinho em foto de Rodrigo Sommer. Reprodução do perfil do cantor no Facebook

Nelson Cavaquinho (29/10/1911-18/2/1986) é dono de uma das líricas mais particulares da música popular brasileira. Sua obra é mórbida, permeada de morte e amores desfeitos – o que não deixa de ser uma espécie de morte.

Rei vadio. Capa. Reprodução
Rei vadio. Capa. Reprodução

Aos 30 anos de sua morte, o mangueirense recebe tributo à altura, de Romulo Fróes, admirador confesso: Rei vadio – As canções de Nelson Cavaquinho [Selo Sesc SP, 2016]. O cantor e compositor é um dos nomes mais festejados no cenário da música brasileira dos últimos 15 anos, como integrante do grupo Passo Torto ou em carreira solo, esta marcada, desde o início, pela reverência ao ídolo de cabelos prateados – em Cão [2006], seu segundo disco, já regravava Mulher sem alma [Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito], que volta a aparecer neste tributo.

Além da predileção por temas sombrios, outras características marcam a obra de Nelson Cavaquinho, quando interpretada por ele mesmo: seu jeito de tocar as cordas (de arame farpado) do violão, beliscando-as com dois dedos, como se usasse um alicate, sua voz fanha e rouca, forjada em álcool, tabaco e noites de sono perdidas, causam uma sensação incômoda em ouvintes desavisados ou neófitos. A “beleza difícil” que Romulo Fróes aborda em texto à guisa de introdução desta valorosa homenagem.

Certamente a mesma estranheza causada nele ao ouvir o ídolo pela primeira vez. Como acrescentar algo novo a obra tão singular? Um dos caminhos foi não se contentar com o óbvio: a homenagem de Romulo Fróes não é best of vulgar, mas um trabalho de pesquisa – marcado também pelo afeto – de quem conhece profundamente o terreno em que está pisando. Tanto que o disco traz o choro Caminhando, originalmente de Nelson Cavaquinho e Nourival Bahia, com letra de Nuno Ramos e voz de Ná Ozzetti – que já dividiu disco com o Passo Torto –: “Essa rua era minha/ eu cantava sozinho/ no meio da praça/ e vencia sozinho/ com a minha cachaça/ mais o meu cavaquinho”, diz trecho da letra.

Nuno Ramos, originário das artes plásticas, é compositor importante no universo de Fróes, de quem é parceiro, e assina um baita artigo sobre o homenageado no encarte do disco – originalmente publicado no número inaugural da revista serrote [março/2009], do Instituto Moreira Sales.

Outros convidados são Criolo (em Luz negra, de Nelson Cavaquinho e Amancio Cardoso) e Dona Inah (em Eu e as flores, de Nelson Cavaquinho e Jair do Cavaquinho), espécie de voz feminina de Nelson Cavaquinho, noutro sentido que não o atribuído se falássemos em Beth Carvalho e Clara Nunes, para citarmos duas de suas grandes intérpretes.

Outra opção estética de Fróes para evitar o óbvio foi adentrar o estúdio sem nenhuma ideia pré-concebida: os arranjos foram tomando forma no ato da gravação, o que garante às 14 faixas de Rei vadio o frescor do improviso, como se jazzificassem Nelson Cavaquinho, o que é fortemente percebido nas intervenções do saxofone de Thiago França.

Também comparecem ao excelente time de músicos nomes como Allan Abbadia (trombone), Curumin (bateria em Mulher sem alma), Guilherme Held (guitarra), Kiko Dinucci (guitarra), Marcelo Cabral (contrabaixo elétrico), Rodrigo Campos (violão, cavaquinho e guitarra), Wellington Moreira “Pimpa” (bateria e percussão) e a Velha Guarda Musical de Nenê de Vila Matilde (Clara, Irene e Laurinha, coro em Vou partir, de Nelson Cavaquinho e Jair do Cavaquinho), entre outros.

Como a obra do homenageado, Rei vadio é um disco de tons cinzas, como entrega o projeto gráfico, cujas imagens são frames do antológico curta-metragem Nelson Cavaquinho [1969] de Leon Hirszman. Não é um disco para ouvidos acostumados com música fácil e descartável, mas fundamental para quem deseja compreender dois momentos distintos e importantes da música popular brasileira: a obra de Nelson Cavaquinho, contemporâneo de Noel Rosa (citado na letra de História de um valente, de Nelson Cavaquinho e José Ribeiro) e Cartola, para citarmos dois gigantes do samba, e esta turma nova, que já vem movimentando a cena há algum tempo, tem também uma voz particular, mas não tem vergonha de dizer o nome de seus ídolos.

A geração Y (d)e Tom Zé

Vira lata na via láctea. Capa. Reprodução

 

 

Desde o disco manifesto do movimento tropicalista, em 1968, Tom Zé mostrou-se um dos mais férteis compositores daquela geração. Relegado ao ostracismo na década de 1980, foi redescoberto graças à garimpagem de David Byrne, que o devolveu a prateleiras de lojas de discos e a palcos, no Brasil e no exterior. Os episódios são bastante conhecidos.

Também o descobriram e redescobriram-no novas gerações de músicos brasileiros, seja através de regravações ou da influência confessa. De Com defeito de fabricação (1998) para cá, o iraraense tem mantido um intenso diálogo criativo com artistas mais jovens – Tom Zé conta 78 anos, com fôlego de adolescente.

Vira lata na via láctea [2014], seu disco mais recente, é recheado de exemplos, entre parcerias e participações especiais. A zombeteira Geração Y (GY), faixa de abertura, tira onda com o amor, as manifestações de rua e a tecnologia: “oh, oh, yes!/ wireless/ um ET/ dentro do HD/ mas, além disso/ o ambiente é compromisso/ porque já somos o pós-humano/ a nova turma antropomórfica do bando”, diz a letra da parceria com Henrique Marcusso.

Entre os destaques, Pour Elis, homenagem à Elis Regina, em que Tom Zé musica um texto de Fernando Faro – um dos homens de tevê mais importantes para a música brasileira –, cantada em dueto com Milton Nascimento. A pequena suburbana, que fecha o disco, é um marco: trata-se da primeira parceria do baiano com o conterrâneo Caetano Veloso, cantada em dueto com o próprio.

Parceria com Criolo, Banca de jornal, um “samba-editorialista”, como o classifica o próprio Tom Zé, em que divide os vocais com o rapper, é, de longe, a mais radiofônica, com a letra inspirada citando diversos jornais e revistas brasileiros: “Veja! Isto É – poca/ lenha/ no grande bate-boca/ e ainda escrevo/ uma Carta Capital/ para os Caros Amigos/ desta banca de jornal”.

Entre parcerias, composições e participações especiais, ainda comparecem ao disco Tiago Araripe (autor de A quantas anda você?), Elifas Andreato (parceiro em Salva humanidade), Marcelo Segreto (Filarmônica de Pasárgada, parceiro em Guga na lavagem; violão), Tim Bernardes (O Terno, parceiro em Papa perdoa Tom Zé; voz, guitarra, órgão, percussão), Kiko Dinucci (guitarra, violão, percussão), Rodrigo Campos (cavaco), Silva (programação), Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico; apitos, brinquedos, coro) e Trupe Chá de Boldo (vocais e arranjos).

A depender dessas trocas, fusões e ousadias, no auge das juventudes – a própria e as alheias –, o garoto Tom Zé ainda vai (cada vez mais) longe.

Confiram Tom Zé e Criolo em Banca de jornal:

Ney Matogrosso: um jeito de ser

Atento aos sinais. Capa. Reprodução
Atento aos sinais. Capa. Reprodução

Mais que o título de um disco, Atento aos sinais [2013] poderia ser uma espécie de slogan do cantor Ney Matogrosso, reconhecidamente um dos mais talentosos artistas da música brasileira, sempre aberto a novidades, apontando caminhos.

O artista pode ter suas paixões antigas entre os criadores a quem empresta sua voz, mas não deixa de dar voz a novos nomes e a outros que estão entre o primeiro e o segundo time. Prova disso é a presença, neste novo disco, de nomes como Lenine, Arnaldo Antunes, Vitor Ramil, Itamar Assumpção, Paulinho da Viola e Criolo, entre outros, nos créditos de letra e música.

O disco foi ensaiado nos palcos: lançado no finzinho do ano passado, foi testado antes em turnê do cantor. Incêndio, de Pedro Luís, pode soar óbvia, se lembrarmos das recentes manifestações de rua que tomaram conta do Brasil, mas a música, da extinta Ruge, já conta mais de 20 anos de idade. É par perfeito para a regravação de Rua da Passagem (Trânsito), parceria de Lenine e Arnaldo Antunes, lançada pelo primeiro há 15 anos.

O título do disco vem de verso de Oração (Dani Black) e há espaço para o bom humor em Samba do blackberry (Rafael Rocha e Alberto Continentino). A ilusão da casa (Vitor Ramil) é lírica exceção em repertório mais “quente” e mesmo a recriação do samba Roendo as unhas (Paulinho da Viola) ganha ares que fogem à tradição.

Como Maria Bethânia, Ney Matogrosso grava o que lhe dá na telha, sem que o resultado seja um monstrengo sem molho, liga ou alma. A unidade de seu disco é ele próprio quem dá. Mais que o título de um disco, Atento aos sinais é um jeito Ney de ser.

Com respeito, reconhecimento e admiração

Gosto de Gilberto Mineiro. E gosto de algumas produções de Gilberto Mineiro. O apresentador do Companhia da Música, às quintas-feiras, 20h, na Rádio Universidade FM, foi o responsável por vindas à Ilha de Ceumar, Tiê e, agora, no próximo dia 14 de agosto, de Tulipa Ruiz, que lançará no palco do Arthur Azevedo seu segundo disco, Tudo tanto.

Numa capital em que ou as coisas nunca chegam ou chegam com bastante atraso é digno de elogios o trabalho de Gilberto Mineiro, ao incluir a capital quatrocentona (há controvérsias) no roteiro de lançamentos de uma artista independente, isto é, com penetração não patrocinada no mundo jabaculezado das rádios brasileiras. O radialista certamente é um dos que não pedem mais que discos em troca de executar bons nomes, daqui e de fora, em seu programa.

“IMPERDÌVEL! Mais uma vez os produtores de música ruim, a exemplo do show da Tiê, comentam que não existe público na ilha para música inteligente. Galera, vamos lotar o T.A.A. e mostrar para esse [sic] bucéfalos que existe vida além do curral deles. IMPERDÌVEL!”

Juro que não entendi o despropositado entre aspas acima, que catei no perfil do elogiado produtor no Facebook. Algumas perguntas que me ocorrem imediatamente: Tiê faz música ruim? O show dela é/foi ruim? (não assisti: liso, na ocasião, não fui, como nunca sou, agraciado com cortesias pela Musikália. Ou é Musicália?) É o próprio Gilberto Mineiro quem comenta que “não existe público na ilha para música inteligente”?

A postagem do produtor é confusa e o deita em contradição, ele que vez ou outra tira a carapuça de “blindador de cabeças” tão alardeada em seu programa de rádio para produzir shows de qualidade duvidosa à guisa de levantar uns trocados.

“Raiva é energia”, como aprendi com o rock’n roll e com meu amigo irmão Reuben da Cunha Rocha. Mas como aprendi com o dito popular, “tudo o que é demais é sobra”. É claro que uma porrada de coisa ruim me incomoda na música produzida no Brasil hoje em dia (a trilha sonora da novela Avenida Brasil, da Rede Globo, é um exemplo; os babacas com seus porta-malas abertos em cada bar, em cada praia, em cada esquina, outros); prefiro, em vez de perder tempo falando mal de Michel Teló e quetais, elogiar (e tentar conquistar fãs e ouvintes para) Tulipa, Tiê, Ceumar, Renato Braz, Curumin, Criolo, Rômulo Fróes, Rodrigo Campos e tantos outros que merecem ser ouvidos por cada vez muito mais gente.

Espero, sinceramente, ver o teatro lotado para prestigiar a produção de Gilberto Mineiro e o talento de Tulipa, que vem provando que Efêmera era mesmo apenas o título de seu disco de estreia. Espero não ter problemas de agenda (tenho viajado um bocado a trabalho) e de grana e poder estar lá, cantando junto, reafirmando postulados poéticos, “a ordem das árvores não altera o passarinho”.