Maranhense lança livro sobre cinema(s) de Júlio Bressane

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Fruto de sua tese de doutorado na PUC/SP, livro de Adriano Sousa será lançado em duas noites de autógrafos em São Luís

Poética de Júlio Bressane: Cinema(s) da Transcriação. Capa. Reprodução
Poética de Júlio Bressane: Cinema(s) da Transcriação. Capa. Reprodução

Em Poética de Júlio Bressane: Cinema(s) da Transcriação [Educ/Fapesp, 2015, 234 p.], sua tese de doutorado, Adriano Sousa aprofunda o mergulho na obra do cineasta, já abordada em sua dissertação de mestrado, Devir-deserto no São Jerônimo de Júlio Bressane: poética tradutória e cartografias da cultura (2005), ambos os trabalhos defendidos na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

O autor perpassa a filmografia de Bressane observando-lhe aspectos sem isolá-los, fugindo do que tem sido mais óbvio à crítica e à própria academia, lançando novos olhares sobre o conjunto bressaniano. Observa, na obra do cineasta, o intercambiar incessante entre linguagens distintas, sobretudo a literatura a música e a pintura.

Não à toa sobressaem-se títulos como Brás Cubas (1985), O mandarim (1995), Miramar (1997), Dias de Nietzsche em Turim (2001) e Filme de amor (2003), entre outros.

Adriano Sousa está escoltado por nomes importantes da comunicação e semiótica no Brasil, como Jerusa Pires Ferreira, diretora do Centro de Estudos da Oralidade da PUC/SP, que avaliza na quarta capa: “Tendo em Haroldo de Campos um intercessor, penetrou no âmago de muitas questões”. E continua: “Cercado de competências, da presença tutelar e mágica do cineasta, do diálogo com seus pares, para quem a arte em si se impõe e confirma, Adriano Sousa conquista um lugar apropriado para falar de tudo isso. Tenho, portanto, muitas razões para celebrar a presença do livro […], mais do que uma tese de doutorado”.

“Vivenciamos os filmes de Bressane e a escrita de Adriano como um corte que irrompe no automatismo do cotidiano, provocando estranhamento em meio a encantos mil”, anota a documentarista e psicanalista Miriam Chnaiderman no texto que apresenta a obra. Antes ela indaga: “Como escrever sobre Júlio Bressane e ser fiel à ruptura que o cineasta propõe?”. “Propor um trabalho que seja a poética da poética bressaniana, mas que continue bressaniana. É o desafio que surge. Que a escrita seja também transcriação, como o cinema de Júlio Bressane”, continua.

Segundo Adriano, o próprio “termo transcriação no lugar de tradução intersemiótica […] remete diretamente à complexidade de “traduzir o intraduzível””. Respondendo à pergunta inaugural de Chnaiderman, o que o autor faz é justamente deslocar as rupturas cinematográficas de Bressane para a literatura – para além da academia.

Adriano Sousa lança Poética de Júlio Bressane: Cinema(s) da Transcriação em duas noites de autógrafos em São Luís. Hoje (19), às 19h, no Chico Discos (Rua Treze de Maio, 289-A, Altos, esquina com Afogados, Centro); e dia 22 (segunda-feira), às 17h, no Auditório A do Centro de Ciências Humanas (CCH) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Na ocasião haverá um bate-papo do autor com as presenças dos professores Luís Inácio (Filosofia), Junerlei Dias (Comunicação) e Flávio Reis (Sociologia e Antropologia). Ambos os eventos têm entrada gratuita.

Ponto de Vista mostrará e discutirá produção teatral universitária no Maranhão

Com um curso de licenciatura na área, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) realizará entre os próximos dias 10 a 14 de junho seu I Festival Universitário de Teatro. Batizado de Ponto de Vista, é o que o mesmo pretende apresentar, integrando as comunidades acadêmica e não acadêmica.

“O objetivo do Festival é a difusão das pesquisas da cena teatral na universidade, a fruição artística, o apuro estético e a prática extensiva entre alunos/as, professores/as e comunidade”, reza o release.

O Festival Universitário Ponto de Vista acontecerá no Centro de Ciências Humanas (CCH), no Campus Universitário do Bacanga, e no Teatro Alcione Nazaré, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande. No primeiro espaço ficará concentrada a programação mais, digamos, acadêmica (embora também aberta ao público em geral): mesas redondas, oficinas artísticas, palestras e lançamentos de livros; no segundo, a mostra artística do festival, com encenações com entrada franca.

A coordenação é da professora Michelle Cabral e a programação completa e maiores informações podem ser acessadas na página do festival.