A palavra voando nos CCBNBs

“Leve um boi e um homem a um matadouro. Aquele que berrar mais é o homem, mesmo que seja o boi”.

O autor da frase acima, o piauiense Torquato Neto, é um dos letristas revisitados pelo poeta Celso Borges no espetáculo A palavra voando, em que divide o palco com o músico, compositor e DJ Beto Ehongue, vocalista e letrista das bandas Negoka’apor e Canelas Preta (sic).

Além do jornalista de Geleia Geral, Borges e Ehongue revisitam nomes como Caetano Veloso, Capinam, Chico Buarque, Alceu Valença, Raul Seixas, Ronaldo Bastos, Josias Sobrinho, Vitor Ramil e Gilberto Gil, entre outros. 20 letras de música compõem o show, onde as letras ficam entre o lido e o cantado por Borges, renovadas por loops criados por Ehongue, autor da trilha nervosa de Reverso, premiado curta de Francisco Colombo.

As releituras vão além da discussão “letra de música é poesia?”: Celso Borges privilegia o discurso poético, seja qual for o suporte, seus livros, livros-discos, shows, vídeos, rádio, internet etc.

A palavra voando terá três apresentações, uma em cada Centro Cultural Banco do Nordeste, conforme arte abaixo. De graça!