Turíbio Santos toma posse e faz concerto na AML

Foto: Rivanio Almeida Santos
Foto: Rivanio Almeida Santos

 

Turíbio Santos está de volta à sua Ilha natal: veio para tomar posse na Academia Maranhense de Letras (AML), para a qual foi eleito em outubro passado. Ocupará a cadeira nº. 28, que pertencia ao poeta José Chagas, falecido em maio de 2014. A solenidade de posse, para convidados, acontece amanhã (17), às 19h30, na Casa de Antonio Lobo (Rua da Paz, 84, Centro). No dia seguinte (quinta-feira, 18), no mesmo local e horário, o violonista dará um concerto beneficente – a renda será revertida em favor da AML. Os ingressos custam R$ 50,00 e podem ser adquiridos pelo telefone (98) 99909-0653. A iniciativa foi do próprio músico.

Aos 72 anos, Turíbio Santos é um dos mais conhecidos e respeitados violonistas no mundo – radicado no Rio de Janeiro, já morou na França e é dono de discografia monumental, com destaque à divulgação da obra de Heitor Villa-Lobos. À beira da piscina do hotel em que está hospedado, acompanhado da esposa Marta e do amigo João Pedro Borges, o músico conversou com o blogue.

Titular da cadeira 38 da Academia Brasileira de Música (AMB) desde 1992, recentemente presidiu a instituição. Ele declarou-se emocionado com a eleição para a AML. “É muito emocionante, é minha terra, sou muito ligado a São Luís. Mudei daqui com três anos de idade, mas meu pai vinha praticamente todo ano para cá e o felizardo que vinha com ele era eu, menino ainda. Íamos para a Rua das Hortas [no Centro], um casarão daqueles maravilhosos, com o quintal enorme. O que isso faz com a cabeça de uma criança é espetacular. Eu tenho lembranças assim, de ficar esperando o bonde, botando bolinha de gude no trilho para fazer cerol depois, pra empinar pipa. Era um sonho total. São Luís representava liberdade pra valer”, lembra, emocionado.

Para ele, assumir uma cadeira da AML é um processo natural. “Eu já era sócio correspondente, essa iniciativa foi do Jomar Moraes [escritor, membro da AML], que me ligou. Aí veio essa questão de assumir uma cadeira, novamente o Jomar. Eu fiquei um pouco preocupado com a questão do tempo. Depois entendi o que era. É uma homenagem a um filho da terra, o que achei muito justificado”.

Entre os livros publicados por Turíbio Santos destacam-se Heitor Villa-Lobos e o violão [1975], Segredos do violão [1992], Mentiras… ou não? Uma quase autobiografia [2002] e Álbum de retratos – Turíbio Santos (de Hermínio Bello de Carvalho) [2007], além da recém-lançada autobiografia Caminhos, encruzilhadas e mistérios [2014], cujo encarte traz um dvd com o músico executando peças de Villa-Lobos, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Chiquinha Gonzaga.

O músico lembrou também o início da carreira: um concerto em julho de 1962, num completamente lotado Teatro Arthur Azevedo (TAA), promovido pela Sociedade de Cultura Artística Maranhense (Scam). “Minha carreira começou em São Luís por acaso. Dona Lilah Lisboa [pianista que dá nome à Escola de Música do Estado do Maranhão] era presidente da Scam, e ela me viu tocar numa festinha, ficou encantada. Eu tinha 19 anos, nem sabia o que era ser profissional. Ela me disse: “você tem que vir”; retruquei: se a senhora pagar a passagem de meu pai, ele há muito tempo não vem aqui, vai ser uma grande alegria para a família”. Ela topou e eu fiz o meu primeiro concerto. Quatro dias depois eu fiz para o Sesc, no mesmo local, outro concerto”, conta.

Turíbio afirmou não conhecer profundamente a música produzida atualmente no Maranhão. Disse se atualizar através de presentes de amigos, quando de suas vindas à capital, geralmente cds de bumba meu boi e outras manifestações da cultura popular. “A música daqui é muito forte. Há uma espécie de clima geral nesse ambiente do planeta, onde todos os países viram caribenhos. São Luís tem uma coisa com o Caribe muito forte. Seja a brisa, a influência da cultura negra, as mulheres bonitas, as músicas muito sensuais, todas”, elogiou.

Semana passada o violonista realizou três concorridas apresentações no Clube do Choro de Brasília/DF. Sobre o concerto que fará um dia após a posse na AML adiantou que buscará lembrar parte do repertório do primeiro concerto, há mais de 50 anos. “Eu recapitulo permanentemente [a trajetória]. Aqui eu vou recapitular de propósito, nesse concerto na Academia Maranhense de Letras, um pouco do repertório do meu primeiro concerto no Teatro Arthur Azevedo. Eu fui ver detalhadamente o repertório, e vi que havia peças consistentes, peças difíceis, poderosas, do repertório do violão: Variações sobre um tema de Mozart, de Fernando Sor, A catedral, de Augustin Barrios, músicas de Villa-Lobos, inclusive o Choros nº. 1”, adiantou.

Indago-lhe se o discurso para a posse já está pronto. Bem humorado, abre um sorriso e responde: “Já!”. Volta a falar da posse, não sem um quê de poesia: “Esse ato coloca um selo definitivo na minha ligação com São Luís”.

Obituário: Ubiratan Teixeira

Ubiratan Teixeira perdeu ontem (15) a batalha que travou nos últimos meses contra um câncer no estômago. Nome fundamental para a literatura, o jornalismo e o teatro maranhenses, Bira, como era conhecido entre os íntimos e os nem tanto, deixa importante legado nas áreas em que atuou.

As áreas, em sua obra, aliás, não raro se confundiam. Transitava com desenvoltura por elas, às vezes mesclando-as. Suas crônicas em O Estado do Maranhão, jornal em que trabalhou desde a fundação, não raro deixavam o leitor na dúvida: o que ali havia acontecido de verdade e o que era pura invenção da cabeça mágica de Bira? A pulga na orelha do leitor que só os melhores cronistas conseguem plantar.

No teatro era autor e crítico. Seu grande Pequeno Dicionário de Teatro é obra que o torna merecedor de respeito em qualquer canto e se Bira não foi mais famoso ou conhecido (respeitado era e continuará sendo), certamente é por ter optado pela província. Seu conto Vela ao crucificado rendeu festejadas adaptações ao teatro, por Wilson Martins, e ao cinema, por Frederico Machado.

Encontros – Em 2007 sua novela Labirintos venceu uma das categorias do último edital para literatura lançado pela Secretaria de Estado da Cultura. Vez por outra, à época, ele ia à sede do órgão, na Praia Grande, saber do desenrolar das coisas para a publicação, prevista no regulamento do certame. Os poucos encontros que tivemos sempre foram muito agradáveis: Bira era muito educado, simpático e engraçado. Adorava ouvir suas lembranças de episódios hilários somadas às de José Maria Nascimento, Nauro Machado e Wilson Martins, gargalhadas às quais por vezes somei as minhas, quando eles se reuniam, para água, cafezinho e prosa, na sala que eu ocupava (naqueles idos eu chefiava a Assessoria de Comunicação da Secma). A burocracia emperrou e as obras vencedoras do edital lançado pelo governo Jackson Lago só foram publicadas no governo Roseana Sarney, quando o golpe judiciário tirou aquele do poder.

Ubiratan merece mais respeito. Foto: Murilo Santos

 

O Estado da lambança – Se por um lado a oficialidade, em notas de pesar e fotografias aos pés do féretro, parece lamentar realmente a perda de Ubiratan Teixeira, por outro sua memória parece já ameaçada: qual Tião Carvalho apontado como João do Vale, no Parque Folclórico da Vila Palmeira, órgão público estadual, o velho e saudoso Bira aparece, no mesmo “palco”, como Odylo Costa, filho, entre gente – inclusive o com quem lhe confundem – de sua mesma envergadura: Ferreira Gullar e Josué Montello. Nem comentarei a grafia do nome do jornalista que batiza outro importante órgão público estadual.

Homenagem – Ubiratan Teixeira já havia sido escolhido pela Fundação Municipal de Cultura como um dos homenageados da 8ª. Feira do Livro de São Luís, que acontecerá em novembro.

Outra grande perda – Em pouco mais de um mês, é a segunda grande perda para as letras maranhenses: seu confrade na Academia Maranhense de Letras (AML) José Chagas faleceu em 13 de maio passado.

Encontro lembra 10 anos do falecimento de Caldeira

Tem início hoje, às 16h, no Auditório Mário Meireles (CCH/UFMA) o encontro Pensando na fronteira: leituras cruzadas de Ribamar Caldeira, organizado por amigos, ex-alunos, admiradores, gente enfim que, de uma forma ou outra, foi por ele influenciado.

“Ele está completando 10 anos [de falecimento] e um grupo de amigos, ex-alunos, gente que gostava de Caldeira, que tiveram nele uma força propulsora, provocadora, de áreas diferentes, resolveu lembrar seu pensamento, sua influência, neste encontro. De dentro da UFMA tem gente de uns quatro ou cinco departamentos, gente de fora da UFMA e gente que não tem muito a ver com a Universidade. Ali são vários tentáculos. O encontro tenta abordar algumas das áreas por onde ele transitou, com ênfase nas Ciências Sociais, na História, Economia Regional, já que no momento da tese dele ele está muito voltado pra isso, é sobre a formação do parque fabril aqui [Origens das indústrias no sistema agroexportador maranhense (1875-1895). Estudo micro-sociológico da instalação de um parque fabril em região do nordeste brasileiro no final do século XIX, orientado pela Dra. Maria Isaura Pereira de Queiroz. USP, 1989], e a Política, que foram os primeiros escritos dele, ainda da década de 70, analisando eleições locais. O Mestrado foi em Ciência Política falando das interventorias aqui após a revolução de 30″, explica, em depoimento exclusivo a este blogue, o professor Flávio Reis (do departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA), um de seus ex-alunos, que coordena a mesa de abertura, “Ciência e provocação: lembranças de Caldeira”, cujo expositor será o professor Flávio Soares (História/UFMA).

José de Ribamar Chaves Caldeira nasceu em Pedreiras/MA em 21 de julho de 1940. “Foi um pioneiro dos estudos de Sociologia e Ciência Política no Maranhão, desenvolvendo, ao longo de décadas, trabalhos variados, enfocando problemas de nossa formação histórica. Professor sui generis, seu conhecimento vasto e diversificado, avesso às especializações estéreis, levou a um estímulo constante ao trabalho interdisciplinar, na contracorrente dos inúmeros nichos de saber que começavam a dar o tom da produção intelectual da universidade brasileira, a partir dos anos 1980”, conforme material de divulgação do encontro.

À “caldeira” sempre fervilhante de ideias que já trazia no nome, Flávio Reis chama de vulcão: “Um cara que era imbatível na conversa. Era um vulcão ambulante ali pela UFMA naquele tempo. Encontrá-lo era uma tremedeira: “éguas, Caldeira! O quê que pode vir?” Invariavelmente, se estivesse rolando uma discussão ele ia logo discordar. O papo de Caldeira era provocar o raciocínio, ainda no final do regime militar. Você tava dizendo uma coisa que parecia óbvia e ele dizia “não, isso aqui não é assim”, e dali gerava toda uma discussão. Isso, pra ele, é que era o exercício do magistério. Ao mesmo tempo ele era o cara que não tinha nada a ver com esse negócio de aula, compromisso burocrático, programação, nota. Ele era de uma irresponsabilidade absurda! Não faltava aula. Era quase o único que vivia exclusivamente para a atividade intelectual. Ao mesmo tempo o sujeito que era o protótipo do camarada que não tinha muito compromisso com a burocracia institucional tinha tudo a ver com a alma da atividade. O que orgulhava Caldeira era, além da família, a biblioteca [particular]”, lembra.

“Caldeira é um professor que exerceu o magistério de uma forma extremamente original e que teve uma influência em muita gente aqui, em gerações. Era um cara que tava no início dessa tentativa de formar um raciocínio daqui que fosse pautado nas ciências sociais tal qual ela estava se desenvolvendo principalmente por São Paulo, que era por onde ele tinha muita atração e por onde o pensamento dele muito caminhou. Ele tem uma referência forte inicial de Sociologia, Formação Econômica do Brasil, da Política. Mas conhecia também muita etnologia. Transitava por áreas. Foi uma das primeiras coisas diferenciais aqui. Imagina, início da década de 1980, encontrar um sujeito que tinha mais de cinco mil livros. Hoje até não é uma coisa de espantar, mas no final da década de 70? O encontro com Caldeira, pra muitos de nós ali na universidade, no início da década de 80, significava sair da infância, de um tipo de estudo que ainda tinha no ensino médio uma referência forte. Ele era quem jogava [o conteúdo] de uma maneira a aproximar dos autores, ele falava como se os autores estivessem próximos, e com o tempo a gente ia pegando também. Então era [os sociólogos] Florestan [Fernandes], Fernando Henrique [Cardoso], Otávio Ianni, Maria Isaura [Pereira de Queiroz], Celso Furtado. Era uma salada de doido”, continua, entusiasmado.

O professor Caldeira chegou a ocupar a cadeira nº. 8 da Academia Maranhense de Letras, cujo patrono é Gomes de Sousa, o que a muitos pode parecer uma contradição “Infamado, muitas vezes tomado pela chama que a paixão do saber é capaz de proporcionar, defendia hoje com ardor o que recusaria com veemência amanhã”, voltamos ao material de divulgação. “Foi num momento em que já não estávamos mais tão próximos. Nunca tivemos nenhum tipo de briga, mas meu tempo de maior proximidade com Caldeira foi até o início dos anos 90. De qualquer maneira nos causou uma estranheza, pois nós fomos formados ali, e um dos alvos era o tipo de reflexão sobre o Maranhão que saía de dentro da Academia”, conta Flávio Reis.

Pergunto se visionário era uma palavra que bem traduziria o saudoso professor. “Até certo ponto. Um cara como Caldeira conseguia perceber na frente uma pasmaceira como a que aconteceu na universidade. Isso ele dizia com todas as letras, que a universidade tava caminhando pra um tipo de exaltação dessa formação burocrática, e que a jogada não era essa. A jogada era, como ele dizia, viver na fronteira, misturando coisas de um lugar, de outro. Não foi esse tipo de pensamento que vigorou aí”.

Confira a programação do encontro.

PENSANDO NA FRONTEIRA: LEITURAS CRUZADAS DE RIBAMAR CALDEIRA

Auditório Mário Meireles (CCH/UFMA), 17 a 19 de junho de 2013

17, 16h: Ciência e provocação: lembranças de Caldeira
Expositor: Flávio Soares (departamento de história/ UFMA)
Coordenador: Flávio Reis (departamento de sociologia e antropologia/ UFMA)

18, 16h: Ciências Sociais e História: duas paixões
Expositores: Claudio Zannoni (departamento de sociologia e antropologia/ UFMA), Mirtes Santos Barros (departamento de artes visuais/ UFMA) e Manoel Barros Martins (departamento de história/ UFMA)
Coordenadora: Sandra Nascimento (departamento de sociologia e antropologia/ UFMA)

18, 18h: Oligarquias e sistemas políticos
Expositores: Flávio Reis (departamento de sociologia e antropologia/ UFMA) e Paulo Rios (Faculdade São Luís)
Coordenadora: Ilse Gomes (departamento de sociologia e antropologia/ UFMA)

19, 16h: Economia regional e mudança social
Expositores: Saturnino Moreira (economista, professor aposentado da UEMA) e Moacir Feitosa (departamento de economia/ UFMA)
Coordenador: Marcelo Carneiro (departamento de sociologia e antropologia/ UFMA)

19, 18h: O professor e o acadêmico
Expositores: José Ferreira (departamento de comunicação social/ UFMA) e Benedito Buzar (jornalista e historiador, presidente da Academia Maranhense de Letras)
Coordenador: José Reinaldo Ribeiro Barros Júnior (economista, IBGE)

Pseudo-concurso público, jornalismo (?), mentira, reitoria, opinião, papado e egolatria

“Confirmado concurso público para o HU”, afirma a manchete de capa de O Estado do Maranhão de hoje (17). No interior do jornal o que se lê é um mega-release (link para assinantes do jornal, com senha), embora o texto não seja tão longo, isto é, nada que justificasse uma manchete de capa, propaganda descarada da gestão do magnífico reitor Natalino Salgado.

Se não se trata disso, o que justifica um jornal anunciar com tamanho destaque um “concurso público” cujo edital só será lançado mês que vem?

Não se iludam a população em geral e em especial os concurseiros de plantão: os aprovados no “concurso público” não serão os novos servidores públicos federais; serão terceirizados, celetistas, com contrato temporário e consequente prazo de validade pré-determinado.

O jornal pode até chamar o “processo seletivo simplificado” de “concurso público”, já que qualquer pessoa que venha a atender os requisitos especificados no edital, quando este for publicado, poderá concorrer ao mesmo; mas não devia criar a falsa ilusão de que tudo corre às mil maravilhas e os problemas que restam serão sanados com “o maior concurso público já realizado na história do Maranhão”, conforme afirmou o megalômano reitor em matéria (link para assinantes do jornal, com senha) do mesmO Estado do Maranhão em 19 de janeiro passado, sobre o mesmo assunto.

Pasmem, poucos mas fieis leitores: a seleção de 3.500 novos servidores do Hospital Universitário, cujo edital somente será lançado em março próximo, já é notícia no jornal da família Sarney há um mês.

A quem interessa toda essa propaganda enganosa? É capaz de o jornal, mês que vem, publicar outra matéria, adiando o lançamento do edital: a adesão do HUUFMA à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) é questionada pelo Ministério Público Federal; isto é, o processo seletivo simplificado pode sofrer adiamento. Ou nem acontecer. É à EBSERH que os novos servidores selecionados no “concurso” estarão vinculados. Serão terceirizados por uma empresa pública de direito privado, isto sim a realização da privatização da saúde usando recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto não foca no processo seletivo, assunto que talvez se resolvesse num parágrafo ou nota, jamais justificando manchete de capa. Alardeia “18 obras (…) em execução no HUUFMA” entre “reformas, ampliações e construção de novas alas” e lembra estar “entre as melhores organizações de saúde do mundo que se destacam na divulgação da produção científica”, conforme ranking do Webometrics Ranking of World Hospitals. Um trecho do texto chega a informar (?) até mesmo quantos acessos teve o site do HU de agosto para cá e o número de profissionais que compõe sua assessoria de comunicação. Estes, certamente empenhados: só assim para conseguir uma dominical manchete de capa com exercícios de futurologia.

O pseudo-concurso público do Hospital Universitário é encoberto por fumaça, não a da inocente diamba desde sempre fumada pelos blocos da UFMA, mas talvez também a do conclave que escolherá o próximo papa com a renúncia de Bento XVI: longe do assunto da capa dO Estado do Maranhão, na página de Opinião do jornal, o sumo pontífice, digo, o magnífico reitor escreve sobre a renúncia papal e a igreja (que frequenta assiduamente). Sob o título Exemplo de abnegação e altruísmo (link para assinantes do jornal, com senha), o texto de Natalino Salgado, imortal da Academia Maranhense de Letras, é só elogios a Ratzinger, cuja renúncia é por ele classificada de “atitude imprevisível e, ao mesmo tempo, corajosa”.

“Estranho ato, muitos disseram, mas que se coaduna com esta época em que a velocidade é o substantivo primordial. Ou, como lembra o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, vivemos tempos líquidos, em que nada é feito para durar. Mal nos acostumamos com o teólogo Joseph Ratzinger a levar sobre si a missão petrina, deparamo-nos com seu perfil sereno a explicar que este seu radical ato é antecedido de demorada meditação e exame de consciência diante de Deus”, prossegue o reitor, parecendo esquecer-se da “solidez” de seus mandatos e dos de outro imortal, o dono do jornal em que escreve, mesmo sustentados por eleições ilegítimas. A última do reitor registrou “uma abstenção gigante, solenemente ignorada pela ASCOM, cada vez mais transformada em assessoria de comunicação do reitor e não da universidade, que alardeou uma vitória esmagadora”, conforme resgatou Flávio Reis em O dono da UFMA.

“As questões em jogo, na Itália e no mundo todo, transcendem a fé, sincera ou não. Vivemos uma época intelectualmente e moralmente pobre, instigada pelos avanços tecnológicos e arrepiada por demandas inovadoras em choque com a doutrina eclesiástica. De aborto a casamento gay. Enquanto isso, a Igreja de Pedro tenta em desespero impor seus vetos e se agarra aos dogmas, cada vez mais inviáveis à luz da razão”, bem lembra Mino Carta no editorial da CartaCapital desta semana, assuntos em que o reitor não toca em seu artigo, mantendo a média do costume bem maranhense de transformar em santo qualquer um que morra ou renuncie.

Voltando aO Estado do Maranhão: a Coluna do Sarney (link para assinantes do jornal, com senha) sobre os 43 anos da ponte do São Francisco é uma imodesta aberração em que ele se põe, por conta da efeméride, a evocar bravatas do tempo em que era governador. Mas Sarney sempre escreveu com o ego, e tão mal, que se seu artigo não fosse, cúmulo da egolatria, publicado na capa do jornal, muita gente sequer o leria ou saberia que existe.

Fernando Pessoas

“O poeta é um fingidor”, disse Fernando Pessoa, o poeta português. Ele que foi vários, por isso o título trazendo seu sobrenome no plural.

O poeta também pode ser um teimoso, obstinado. Por boas causas. Assim é, do lado de cá do Atlântico, o também jornalista Paulo Melo Sousa, que há um tempo articula o Papoético, debate-papo semanal sobre temas de arte e cultura os mais diversos.

É ele quem está articulando, via Papoético, a vinda à São Luís da professora Teresa Rita Lopes, da Universidade de Lisboa e do Instituto de Estudos Modernistas (IEMO), uma das maiores autoridades em se tratando da obra de Pessoa. Ou dos Pessoas.

A professora doutora e escritora ministrará a oficina Fernando Hiper Pessoa, para a qual as inscrições já estão abertas e podem ser feitas na Livraria Poeme-se (Rua João Gualberto, 52, Praia Grande, (98) 3232-4068) e/ou na Academia Maranhense de Letras (Rua da Paz, 84, Centro, (98) 3231-3242, ao custo de R$ 60,00 (profissionais) e R$ 30,00 (estudantes).

Fernando Hiper Pessoa acontece de 25 a 28 de setembro, das 18h às 21h, no Auditório do Palácio Cristo Rei (Praça Gonçalves Dias, Centro). O evento tem apoio do Serviço Social do Comércio (SESC), AML, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Restaurante Dom Francisco, Gabinete do Deputado Estadual Bira do Pindaré, Restaurante e Buffet Cantinho da Estrela, Livraria Poeme-se e Banca de Revistas da Praia Grande (Dacio Melo).

Maiores informações sobre a oficina podem ser obtidas com o próprio Paulo Melo Sousa, vulgo Paulão, pelo telefone (98) 8824-5662 e/ou e-mail paulomelosousa@gmail.com

Outro viés da notícia no contexto da imprensa maranhense

“Atualmente, o governo do Estado está sob a direção de Roseana Sarney Murad, filha de José Sarney, que assumiu a gestão em abril de 2009, após a cassação do mandato do então governador Jackson Lago (2007-2009) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Roseana concluiu o mandato de Jackson e foi reeleita governadora em 2010. O processo eleitoral que a reelegeu tem sua legitimidade e lisura questionados enfrentando três processos de cassação impetrados por seus opositores. As análises feitas pelos grupos de oposição, pelos cientistas políticos, pesquisadores e movimentos sociais e legitimadas pelos dados oficiais revelam um estado cada vez mais empobrecido, em relação assimétrica e inversa com os discursos do “progresso e do desenvolvimento” alardeado nas propagandas oficiais e no impresso oficial da família, O Estado do Maranhão”.

Quarta irmã Cajazeiras, o presidente do Senado sempre soube utilizar a mídia

“Para além da meteórica atividade jornalística, antes de ingressar na Academia Maranhense de Letras e de iniciar sua carreira política, Sarney desde o começo da vida pública, relaciona-se e utiliza-se estrategicamente dos meios de comunicação. A aproximação com a linguagem do cinema, à época um importante instrumento de transmissão da informação em se tratando da realidade maranhense onde a televisão ainda estava se afirmando e muitas cidades interioranas dispunham de salas de projeção, a utilização de jingles de campanha com direito a produção de disco com artistas de renome no rádio brasileiro, a utilização da Rádio Timbira, estatal onde eram veiculados spots e informações do governo, foram passos iniciais na direção do que viria a se constituir mais tarde”.

“Com tal histórico de concentração dos meios de comunicação nas mãos de um grupo político dominante e/ou de grupos políticos e empresariais (que estão ou já foram) vinculados ao primeiro, onde a maioria das concessões, no caso das mídias eletrônicas, e as estruturas, no caso da mídia impressa, foram implementadas a partir de práticas patrimonialistas, o discurso que prevalece nos noticiários é um discurso hegemônico e bipolar, ora com o predomínio de fatos que se banalizam com o passar do tempo: os buracos no período chuvoso, os engarrafamentos, os assassinatos, os assaltos a bancos; notícias em torno de pautas sazonais/comemorativas, ora a exaltar as “singularidades” da cultura e da natureza do Maranhão. São raríssimas as inserções de temas considerados importantes e estratégicos para a sociedade maranhense em trabalhos jornalísticos que possam revelar investigação e análise, motivando assim um debate público e que possibilite aos leitores capacidade de interpretação, de discernimento, de criação de sentidos para a compreensão da realidade do estado. E quando temas mais complexos aparecem, são externados como fatos contados de forma recortada, incompleta, a esconder a sua verdadeira natureza, implicações, causas e personagens.

Nessa perspectiva, o campo da comunicação que deveria ser instrumento de fortalecimento da pluralidade de vozes, do contraditório, da liberdade de expressão, o espaço democrático das diversas versões e olhares, torna-se, majoritariamente, apenas um campo das repetições dos padrões de manipulação dos discursos, das verdades parcialmente construídas ou ocultadas no processo de reconstrução da realidade através das narrativas”.

“José Sarney funda O Estado do Maranhão enquanto um “instrumento político”: o instrumento é um objeto inanimado, algo a ser manipulado. Emílio Azevedo, refere-se ao Vias de Fato como uma “iniciativa política”: iniciativa refere-se a ação, movimento, e sendo político, a algo que está intrínseco ao elemento humano que constrói um espaço e debate públicos. A análise, que não é simplesmente uma questão semântica, repercute nas formas de operacionalização das experiências. No primeiro caso, o jornal é instrumento político, objeto empresarial de obtenção de lucro e também de manutenção do poder político. No segundo caso, abre espaço para setores e tema sociais obscurecidos, negados, e favorece a democratização não tão somente do acesso à informação, mas também às formas de construção dessa informação.

A apresentação da notícia no Vias de Fato, além do predomínio do gênero opinativo, adquire características do formato de revista dado que a experiência não tem compromisso com o “furo de reportagem”, mas com o aprofundamento e a investigação dos temas que lhes são caros e complexos”.

&

Trechos da monografia Vias de Fato: outro viés da notícia no contexto da imprensa maranhense, que a cantoramiga Lena Machado apresentou ontem ao curso de Comunicação Social, habilitação em jornalismo, da Faculdade São Luís, sob orientação de meu orientador Francisco Colombo. O trabalho foi aprovado pela banca examinadora com nota 10.

Ao publicar os trechos acima, do trabalho que teve revisão deste blogueiro, repetimos os parabéns já transmitidos à autora por telefone, ontem, logo após sua defesa. Íntima do palco, Lena Machado preferiu não ter amigos assistindo-a perante a banca e preferimos respeitar a vontade de sua timidez. Com o título, o jornalismo soma-se à música para fazer ecoar sua voz na defesa dos direitos humanos e justiça social no Maranhão e em qualquer lugar por onde ande, cante e escreva.

Metendo o bedelho…

… onde não sou chamado.

Matéria de Annyere Pereira publicada em O Imparcial de 10 de março (sábado), reproduzida aqui com pequeníssimas correções. Passei uns contatos, respondi umas questões sobre o Papoético e seu I Festival de Poesia, cujo regulamento e ficha de inscrição estão abrigados neste humilde blogue. Acabei na matéria, leiam abaixo, boxes inclusos.

PROCURAM-SE POETAS

O I Festival de Poesia do Papoético abre inscrições até 30 de abril. Serão selecionadas duas categorias: Melhores Poesias e Melhores Intérpretes

POR ANNYERE PEREIRA

Para estimular e socializar a produção poética inédita estão abertas as inscrições para o I Festival de Poesia do Papoético, que tem como patrono o poeta maranhense Maranhão Sobrinho. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de abril, Os melhores poemas serão selecionados pela Comissão Julgadora de Mérito Literário.

Autores de poesias em lígua portuguesa e inéditas poderão participar do evento. Dia 7 de maio serão divulgados os nomes dos escolhidos que irão para a grande fi nal. De acordo com o regulamento, participarão da sessão os autores que tiverem seus textos selecionados pela Comissão Julgadora de Mérito Literário. A audição dos poemas acontecerá no dia 31 de maio de 2012 e será acompanhada por duas comissões julgadoras (Comissão de Mérito Literário e Comissão Julgadora de Interpretação) que indicarão os autores e intérpretes premiados após a apresentação dos textos. Os vencedores serão revelados nesse mesmo dia e em seguida irão à premiação.

A Comissão Julgadora de Mérito Literário deverá ser formada por poetas atuantes no meio literário, onde escolherão os três melhores poemas concorrentes. A Comissão Julgadora de Interpretação será formada por três atores atuantes no meio teatral que escolherão as três melhores interpretações dos poemas finalistas. Cada concorrente poderá inscrever um poema inédito, com tema livre, até o limite de duas laudas.

Regulamento e ficha de inscrição podem ser baixados no blogue do jornalista Zema Ribeiro. A segunda, preenchida, deve ser enviada para o endereço papoetico@gmail.com até 30 de abril. Os candidatos deverão preencher a ficha de inscrição, o poema tem que estar digitado na fonte Times New Roman com o tamanho 12, possuindo os dados biográficos do autor em no máximo sete linhas. É solicitado ainda que o candidato apresente dados pessoais como, nome do autor, endereço, RG, CPF, telefone e também o nome do poema.

Papo sério – O Projeto Papoético surgiu em novembro de 2010 e foi idealizado pelo jornalista Paulo Melo Sousa. É um evento aberto, com debates sobre arte em geral e, qualquer pessoa poderá participar, sugerir temas e discutir. “A arte é pensada de modo amplo, seja música, literatura, cinema, teatro, mas a cultura pensada enquanto política pública, enquanto direito, dialogando com outras áreas do conhecimento humano”, ressalta Zema Ribeiro, um de seus simpatizantes, presente sempre que pode.

O Papoético acontece semanalmente às quintas-feiras no bar Chico Discos, na Rua de São João, 389A, no Centro Histórico, em um sebo, no qual comercializa livros antigos e usados, revistas, jornais, CDs e discos de vinil. No Papoético facilmente se encontra recitais de poesia, lançamentos de livros, cantorias musicais, exibição de filmes, discussões filosóficas, exposição de ideias, entre outras atividades culturais do próprio estado e do Brasil. A ideia é que para este ano seja realizado um concurso de fotografia e outro de contos, ampliando dessa forma a ação cultural do Projeto Papoético. Assim o Papoético lançará o I Festival de Poesia.

“A importância do festival é grande, pois deve preencher a ausência de espaços deixados pelo poder público. O festival da UFMA já não acontece e os governos estadual e municipal não preenchem a lacuna. Paulo faz as coisas apaixonadamente, busca suprir essa lacuna, tem se esforçado para conseguir recursos e garantir uma premiação decente e remuneração às comissões julgadoras que serão formadas por ocasião do prêmio Maranhão Sobrinho”, explica Zema sobre a importância da realização do festival.

TRÊS PERGUNTAS// ZEMA RIBEIRO

O Festival de Poesia do Papoético pode passar a ser realizado anualmente? “Acho que é cedo para falar. Vamos ver os resultados deste festival, o volume de inscrições, a reação do público, a repercussão no cenário cultural da cidade. Paulo tem ralado muito e um tanto sozinho, na busca de recursos para que o festival aconteça. Se for anual, que seja, ótimo para a cidade, se não, com certeza será realizado num espaço de tempo que der para que as coisas possam se recompor novamente”.

Por qual motivo escolheram Maranhão Sobrinho como patrono? “O poeta Maranhão Sobrinho é de grande importância nacional, é um nome que não se restringe ao Maranhão, e Paulo é seu fã, além de carregar o Maranhão no nome, achei a escolha justa”.

Como você avalia os resultados iniciais das inscrições? “Desde que criei a página do Papoético no meu blogue, lugar em que está disponível o regulamento e a ficha de inscrição, é a página mais acessada”.

O homenageado – José Américo Augusto Olímpio Cavalcanti dos Albuquerques Maranhão Sobrinho nasceu em Barra do Corda, interior do Estado. Foi um grande escritor e jornalista brasileiro, além de fundador da Academia Maranhense de Letras. É considerado por críticos e estudiosos da literatura como um dos três melhores poetas simbolistas brasileiros, ao lado de Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimarães.

Inscrição – Qualquer pessoa sem livro publicado poderá participar do I Festival de Poesia do Papoético – Prêmio Maranhão Sobrinho. Basta preencher a ficha de inscrição com os dados pessoais: nome do autor, endereço, RG, CPF, telefone, e-mail e com o nome do poema.

PREMIAÇÃO

Melhor Poema
1º. Lugar: R$ 1 mil
2º. Lugar: Livros, revistas literárias, CDs e filmes, no valor de R$ 500
3º. Lugar: Livros, revistas literárias, CDs e filmes, no valor de R$ 300

Melhor Intérprete
1º. Lugar: R$ 500
2º. Lugar: Livros, revistas literárias, CDs e filmes, no valor de R$ 300
3º. Lugar: Livros, revistas literárias, CDs e filmes, no valor de R$ 200

José Sarney e sua síndrome biográfica

José Sarney continua obcecado com a ideia de fraudar a história e reinventar sua biografia. A ladainha do mitômano já é conhecida. O livro de Regina Echeverria, por exemplo, lançado há um ano, foi uma evidente compilação de patranhas.

O último ato decorrente desta síndrome, veio à tona no último dia 27 de março. Nesta data, foi anunciado na TV Guará (repetidora da Record News, no Maranhão), a estreia do programa Avesso, trazendo “uma entrevista com José Sarney”, cuidadosamente divulgada (e depois repercutida) no sempre governista O Imparcial. O entrevistador, propagado com relativo estardalhaço, foi o escritor, cronista e teatrólogo Américo Azevedo Neto, confrade do entrevistado na Academia Maranhense de Letras (AML).

No discurso de Sarney, no lugar do ex-presidente da ARENA, aparece de súbito “um democrata”; em vez do afilhado e ex-correligionário de Vitorino Freire, surge um “oposicionista firme e corajoso”; o notório corrupto torna-se o intelectual de “prestígio internacional”; um inescrupuloso e burlesco Odorico Paraguaçu posa de “estadista”; o aliciador odiento e vingativo se disfarça numa figura “generosa” e “sem ressentimentos”; o aliado visceral de torturadores é “quase um comunista” e o protetor de latifundiários assassinos, quer se passar por um “cristão radical”, a “nossa” Madre Teresa de Curupu…

Quanto à tertúlia na TV Guará, a emissora do opulento Roberto Albuquerque (agora, bem cevado pelo governo Roseana e por “generosas” empresas), ninguém falou da famosa “universidade da fraude”, nas urnas de “Zé meu filho”, nas diabruras do desembargador Sarney Costa, nas velhas chicanas jurídicas, no golpe de 64, no AI-5, na construtora Mendes Junior, nos ilícitos junto ao Diário Oficial, no processo contra Ribamar Bogéa e Freitas Diniz, na Lei de Terras, nas baixarias do Jornal de Bolso, na brutal grilagem ocorrida no Maranhão, nos inúmeros assassinatos no campo, na Fazenda Maguari, na tortura, no atentado contra Manoel da Conceição, na inflação de quase 100% ao mês, no desastre da Nova República, na CPI da Corrupção, na distribuição de concessões de TV, no Caso Reis Pacheco, do Convento das Mercês, etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc. etc.

A entrevista foi apenas uma sequência das velhas e surradas mentiras do entrevistado, que a TV Guará “esqueceu” ser hoje uma das figuras mais desmoralizadas do Brasil (uma chacota, de cabo a rabo do país). Ao final, não podia ser diferente, ficou tudo muito ruim… Num programa batizado como Avesso (o oposto, o outro lado), o que se viu nesta edição de estreia foi mais do mesmo: a velha propaganda sarneyista que não convence rigorosamente a ninguém.  Como disse o ex-senador Artur da Távola, sobre o discurso de Sarney no “Caso Lunus”: “A montanha pariu um rato…” E acreditem!: hoje, é bem possível que até Dona Marly tenha vergonha deste tipo de presepada do filho do desembargador…

E roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda peão…

[Editorial publicado no site do Vias de Fato. Detalhe curioso pra quem não tiver se ligado: Américo Azevedo Neto é pai de Emílio Azevedo, um dos editores do jornal, cuja edição de março já está nas melhores bancas da Ilha. Honra em colaborar com um jornal em que o departamento comercial não se sobrepõe à redação, em que laços políticos e/ou familiares não interferem na informação e na verdade; a charge de Nani eu já havia publicado aqui]