OFICINAS

E as meninas d’As 3 Marias tão fazendo o Maranhão acontecer no Rio!

Com a produção de Alina Braga, as moças oferecem duas oficinas:

“A RODA DOS BRINCANTES FESTEIROS”

com Juliana Manhães

De 25/11 a 16/12 (toda quinta-feira)

Horário: 10h às 12h

“TAMBORES DO MARANHÃO”

com o Percussionista-menino Cacau Amaral

De 23/11 a 14/12 (toda terça-feira)

Horário: 11h às 13h



Local: Espaço Bomtempo – Rua Joaquim Silva, Lapa (início da rua, ao lado do Bar Semente)

Investimento: R$ 80,00 (como necessita-se de um mínimo de oito alunos para a realização de uma oficina, é importante a confirmação do pagamento o quanto antes, preferencialmente até o dia 22/11). Moças, levem suas saias rodadas!

RECAPITULANDO

Fim de semana prolongado pelo feriado de segunda: Proclamação da República e aniversário de minha irmã.

Acabei não indo ao show do Cordel do Fogo Encantado, no sábado. Pelo menos agora, ninguém vai dizer que eu “não pego nem gripe”.

Domingo perdi a choppada da Turma 308. Ano que vem, conforme prometido, pagarei uma grade para que o encontro aconteça.

SERENATA

Emocionante. Não tenho outras palavras: o cortejo chegando ao Largo da Igreja, cantando Carinhoso; no exato trecho que diz “e os meus olhos, ficam sorrindo/ e pelas ruas vão te seguindo”, recebo um abraço paterno de Cunha Santos, para quem, minutos depois, entreguei o Troféu Zé Pequeno. Antes declamei Balada para J. M. Cunha Santos, e ele retribuiu, feliz, para o público com Mamãe Máquina.

MODA

Dentre diversos poemas que cometi e não terminei ou perdi, lembro dum trecho que dizia que

“esse negócio de moda

é foda!

O tempo que ela dura é muito pouco

se eu quiser acompanhar, eu fico louco!”

Descobri que dá para estar na moda sem estar na moda (ou vice-versa). Clique aqui e saiba como.

CEUMAR

O amigo Glauco Barreto dá o recado: a melhor cantora do mundo em todos os tempos (na minha modesta opinião) participa do Festival de Teatro, dias 13 e 14, em Recife-PE, ao lado de Gero Camilo, compositor gravado por ela em SempreViva!, seu mais recente trabalho.

Entre os dias 17 e 21, Ceumar participa do Canto Cozinha, Festival em Crato-CE, pelo SESC Ceará.

SERENATA DOS AMORES

A partir das 20h30min de hoje, acontece a terceira edição (em 2004) do projeto Serenata dos Amores. A festa começa com o cortejo, que sai da Boate Nova Conquista (Rua 28 de julho) e segue pelas ruas 28, Jacinto Maia e da Palma, até chegar ao Terraço dos Amores, como foi carinhosa e poeticamente rebatizado o Largo da Igreja do Desterro, especialmente para o projeto.

As atrações da vez são os cantores Diquinho e Núbia Maranhão. Participações especiais de Hugo Barbosa, Nelma Carafunim e Mundinha Araújo. Performances do poeta Moisés Nobre. As homenagens vão para Seu Orlando, Dona Dilma Pinheiro e Dona Vitorinha (moradores do bairro) e o poeta J. M. Cunha Santos, que completou 52 anos na última quarta-feira. Eles receberão o Troféu Zé Pequeno. A Serenata dos Amores é uma promoção do Fórum de Desenvolvimento Territorial Sustentável: Desterro, Portinho e Praia Grande.

É LUXO SÓ!

Recebi ontem da DBA Dórea Books and Arts, dois luxuosíssimos volumes: “Gozo Fabuloso”, último inédito de Paulo Leminski e “O Natimorto”, de Lourenço Mutarelli. Os dois são as primeiras publicações que integram a coleção Risco: Ruído. Ainda não os li, mas em se tratando dos dois nomes aí (ao lado de outros, ainda por publicar) e do capricho (sem relaxo) das obras, garanto de antemão: vale a pena!

A festa de lançamento da coleção aconteceu ontem, no Bop Bistrô (SP). A Coleção Risco: Ruído tem conselho editorial de Joca Reiners Terron, Marcelino Freire, Nelson de Oliveira e Ronaldo Bressane.

CUNHA SANTOS

Continuam hoje as comemorações pelo aniversário de 52 anos do poeta Cunha Santos: n’A Vida é uma Festa!, capitaneada por Zé Maria Medeiros, no Bar do Adalberto (Praia Grande). E a festa segue: Cunha Santos receberá o Troféu Zé Pequeno na edição de 12/11 da Serenata dos Amores. Uma homenagem do Fórum de Desenvolvimento Territorial Sustentável: Desterro Portinho Praia Grande.

CIDADÃO LUDOVICENSE

Hoje, 11/11, às 11h, na Câmara Municipal de Vereadores, Maurizio Gamba (em memória) receberá o título de cidadão ludovicense. A idéia é do vereador Haroldo Sabóia.

A seguir, permitimo-nos a transcrição de poema em sua homenagem, de autoria de Mario Aldigheri e Ascoli Piceno, na tradução de sua fiel companheira Joisiane Gamba:

Hoje

Não chorou o céu

Mas é tempestade na alma

A frágil mata

Da memória abalada por um forte vento

Grita e geme por ti

Um mar de recordações

Se sobrepõe

Ao teu rosto branco

Sobre o travesseiro

Para onde vais? Onde?

Sem dar o último gesto

Marcado pela ironia bergamasca

Deixas a casa vazia

E três corações marcados

Da dor de tua ausência

Hoje,

O céu não chora

E talvez jamais chorará

Mas a força das recordações

Encontram-se assentadas diante do nosso mar

Do nosso infinito horizonte

Quem te acolheu

Ingnorando,

não sabendo quando

não entendendo o porque

SANTO CUNHA:

A POESIA EM PESSOA. PARABÉNS!

Com o título acima, foi publicado no Jornal Pequeno de hoje, texto nosso sobre a passagem de aniversário de J. M. CUNHA SANTOS, na opinião deste que vos escreve, “o maior poeta vivo do Maranhão”. 52 anos de vida, dedicados integralmente à poesia e ao bom jornalismo. Viva ele! Parabéns!

Sinto-me honrado em estar trabalhando na edição (com lançamento previsto para o ano que vem) de suas OBRAS COMPLETAS, que trarão: “MEU CALENDÁRIO EM PEDAÇOS”, “O ESPARADRAPO DE MARÇO”, “PAQUITO, O ANJO DOIDO”, “A MADRUGADA DOS ALCOÓLATRAS”, “PESADELO”, “ODISSÉIA DOS PIVETES”, os inéditos “O CORRUPTO” e “VOZES DO HOSPÍCIO”, além de “CRÔNICAS DO 5º DIA”, colhidas no Jornal Pequeno, onde Cunha assina a página Ação e Planejamento, todas as sextas-feiras.

E por falar em sexta-feira, Cunha será um dos homenageados na próxima edição da SERENATA DOS AMORES, que acontece dia 12/11, às 20h30min, no Largo da Igreja do Desterro (detalharemos em breve, aqui no blog).

Parabéns, Cunha Santos! Muitos anos de vida, felicidades e sucesso!

Abaixo, alguns sonetos do poeta maior:

MOTEL



O mênstruo da aurora em tom vermelho

repete-me abatido na vidraça

minha imagem em dó, ré, mi, coalha no espelho

o sol, lavando o rosto, vê e passa

é a manhã, rebento do meu sono, afoito

me mudo para a lâmpada que, acesa,

crava minha sombra sobre a mesa

caneta e eu, poema, eterno coito

saudades dela em mim como estrias

na pele. E como é duro remove-las

devassos nós dormimos quando é dia

que às noites, como cães lassos de orgia

se ela faz suruba com as estrelas

eu vivo em coito anal com a poesia

REVOLUÇÃO



Quem é esta mulher que em mim reclamo

com o brilho eterno e morno de um sol posto

por quem noites inteiras é que eu chamo

como é a sua voz e onde está seu rosto

Estranha a sua paisagem me consome

sufoca o peito e a alma me deforma

quem é esta mulher, qual o seu nome

porque seu corpo é incerto e não tem forma?

Tantos se amam e nos meus sonhos fluo

de amar alguém sem lar, sem endereço

praças abertas, sol, amor, eu suo

De uma tortura que, sei, não mereço

O tempo e os namorados passam, eu continuo

amando esta mulher que eu não conheço!

DOR DESCONHECIDA



Se é de dente, se é física ou d’alma

se é íngua, se é fígado, mazela,

se é falta de paz, se é de calma,

se é cancro, é ânsia, ou berinjela

se é saudade, é ressaca, ou é azia,

pólio, tifo, arteriosclerose,

desespero, venérea, distonia,

congestão, estupor, tuberculose

não direi, é voraz, vil, deprimente,

sanguessuga tenaz, aqui ausente

se não sei, ou melhor, se não pressinto

o que faz esta dor mais inclemente

é senti-la assim tão profundamente

e, por fim, não saber o que é que eu sinto.

TRIPÉ



Do que quis ser, meu pai, sou quase nada

um bacharel em briga com a norma

um jornalista com as tintas paradas

e um poeta sem sonhos nem forma

Porque advogar pelos exploradores

ser jornalista escondendo os fatos

ou um poeta esbagaçando flores

é iniqüidade, é xila e desacato

São três denúncias que de mim enfronho

neste papel de luz da eternidade

qual mosqueteiro em céus enfadonhos

um advogado cujas leis deponho

um jornalista escondendo a verdade

e um poeta a sufocar seus sonhos!

FLORES BRANCAS



Quanto mais eu desejo a flor que escondes

no jardim de cabelos desta praia

mais enfias a flor não sei por onde

mais oprimes a flor dentro da saia

Mais escondes a flor que eu desejo

e nem queres também, tu, flor de homem

ah! Se unimos nossas flores num só beijo

serão só duas flores que se comem

Dá-me a flor, não reflete, dá-me agora

quer nas praças, escolas, cines, bondes

dá-me a flor, sem moral, dá-me sem pejo

que não entendo a razão dessa demora

quanto mais eu desejo a flor que escondes

mais escondes a flor que eu desejo!

E fechando, um poema deste blogueiro, que o homenageia:

BALADA PARA J. M. CUNHA SANTOS

Poema de Zema Ribeiro, publicado

na coluna Diário de Bordo, da amiga Vanessa Serra, no Jornal

Pequeno



Por exerceres o ofício

Quase um vício

Da poesia

Por mais que vinte e quatro

Horas por dia

Poeta do quinto dia

Serias,

Se a semana fosse de quatro.

SÃO JOÃO MADSON

Já estamos ouvindo o demo de São João com Vida, novo disco do compositor João Madson, de volta à Ilha após uma longa temporada em São Paulo. Disco animado, traz catorze faixas recheadas de ótimas participações especiais: Erivaldo Gomes, Didã, Eliézio, Alê Muniz, Rosa Reis e Gabriel Melônio, entre outros. Agora é só aguardar: Madson promete show de lançamento ainda em 2004. Qualquer coisa, Shopping Brazil avisa!

BRUNO E REUBEN: MÚSICA E POESIA

O ótimo disco de estréia do maranhense Bruno Batista somou-se ontem à minha coleção. Eu (ainda) não ouvi todos os discos, e novidades (ótimas) como esta, são sempre bem-vindas. Presente do amigo Paulo Gilmar, pai do bom moço.

Abro os jornais logo cedo e confiro o resultado do 18º Festival Maranhense de Poesia: o confrade Reuben da Cunha arrebatou o segundo lugar, com Um Mapa Rasgado no Telhado. Viva Reuben, novo nome da poesia nacional!

Fernando Mendonça, maranhense radicado no Rio, manda elogios ao blog (obrigado!), que conheceu através de Alina Braga, d’As 3 Marias e aproveita para dar seu recado. O artista plástico estará fazendo APOLOGIA A SENSUALIDADE DA PAISAGEM CARIOCA, exposição que reúne obras em acrílico sobre tela. A partir do dia 14/12, às 20h, na Galeria Toulouse, 3º piso do Shopping da Gávea. Recado dado, visitem!

Nos próximos dias 22 e 23, acontece em Sampa o ENCONTRO DE INTERROGAÇÕES. Oficinas, debates, mesas redondas sobre questões atuais da literatura serão discutidas por mais de cem poetas, críticos, jornalistas, blogueiros etc. Presenças confirmadas de nomes como Xico Sá, Ronaldo Bressane, Glauco Mattoso, Alice Ruiz, Ademir Assunção, Ignácio de Loyola Brandão, Sebastião Nunes, entre outros. O evento acontecerá no Instituto Itaú Cultural e está sendo organizado por Nelson de Oliveira, Marcelino Freire, Frederico Barbosa, Cláudio Daniel e Claudiney Ferreira.

FÓRUM SOCIAL MARANHENSE

UM OUTRO MARANHÃO É POSSÍVEL

Tem início amanhã, às 9h, as atividades do Fórum Social Maranhense, evento preparatório ao Fórum Social Nordestino, que ocorrerá até o fim do mês em Recife-PE que é, por sua vez, evento preparatório ao Fórum Social Mundial, que acontecerá em Porto Alegre-RS em janeiro/2005.

O Fórum Social Maranhense conta, na sua programação com conferências, exposições, debates, seminários e atividades culturais e acontece na Universidade Federal do Maranhão – UFMA até o sábado, 6/11.

O acontecimento é organizado por um comitê estadual, formado por: Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Grupo de Mulheres da Ilha, União por Moradia Popular, Grupo Gayvota, Movimento Popular de Saúde, Centro de Cultura Negra, Movimento Hip Hop FavelAfro, Central de Movimento Popular, Instituto Paulo Freire e Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica e conta com o apoio de: Banco da Amazônia, Foundation Terre des Hommes, Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura, Etnia Design, Banda Guetos, UFMA e Prefeitura Municipal de São Luís.

Para inscrições e maiores informações:

(98) 222-9272 231-1601 231-1897 249-4938 e/ou http://forumsocialmaranhense.vila.bol.com.br

CÉU DE LÚCIFER E OUTRAS COISAS BOAS…

“A vida é uma doença fatal e sexualmente transmissível”. Li isso no sítio do Ronaldo Bressane e achei o máximo. Resolvi repetir aqui, mas leiam o original . Me lembrei, fuleiragem, da “pérola” em camisas: “sexo é hereditário; se seus pais não fizerem, você não fará.” Nada mais certo. E sexo é bom. Tão bom que “até quando é ruim é ótimo”, como diria outro célebre pensamento punheteiro. E por que será que o word sublinha de vermelho a palavra “punheteiro” como se ela não existisse ou estivesse incorretamente grafada? E se eu escrever masturbador dá no mesmo. Saco, esse word véi burro…

Voltando ao (sítio do) Bressane: recebi ontem, tendo uma rara sesta interrompida por minha irmã, que me entregou o pacote, um exemplar de “Céu de Lúcifer”, presente do pessoal da Editora Azougue. O livro fecha a trilogia “Uma Outra Comédia”, iniciada por Bressane em “Os Infernos Possíveis” [Editora ComArte/Edusp] (depois eu escreveria um conto chamado “Inferno Possível”, quando da minha primeira de muitas idas e voltas – agora acabou mesmo… – com Natália), e continuada no luxuosíssimo “10 Presídios de Bolso” [Editora Altana, do meu amigo Xico Santos], onde leio “O Fim do Mundo do Fim”, um de meus contos prediletos na literatura brasileira (quiçá mundial) de todos os tempos.

Bressane é isso aí: foda-se para as belas letras que nunca mais vai nascer um novo Machado, Graça, Guimarães…, o negócio é fazer a nossa “arte” (por quê não?). Ele é a nova literatura brasileira, ao lado de Marcelino Freire, Marcelo Mirisola, Joca Reiners Terron, Xico Sá, Reuben da Cunha e Ademir Assunção, entre outros bambas. Quem ainda não os leu, pode ir clicando nos links aí em seus nomes e conferir.

Em tempo: em dezembro/2003 escrevi para o Jornal Atos e Fatos sobre o lançamento de Céu de Lúcifer.



Em tempo 2: Bressane é também autor de “O Impostor” (poemas), lançado pela Editora Ciência do Acidente.

Em tempo 3: hoje tem “A Vida é uma Festa!”, no Bar do Adalberto (Praia Grande) a partir das 20h30min. Com Zé Maria Medeiros, Cunha Santos, Erivaldo Gomes, este que vos escreve e, talvez, Alina Braga, d’As 3 Marias, de passagem pelo Maranhão.

Carolina e Joana

Negócio é o seguinte: estive viajando durante o último fim de semana (que acabou por ser prolongado). Fui conhecer as belezas das cachoeiras de Carolina (MA), junto com a galera do Almanaque JP Turismo, onde assino a coluna Quintal Poético.

A viagem foi divertidíssima, organizada e liderada (as brincadeiras dentro do ônibus então…) pelo amigo Gutemberg Bogéa, de quem recebi o convite somente na véspera e não pensei duas vezes.

Ainda voltarei ao tema algumas vezes no blog, mas por ora escrevo apenas para registrar o único poema que cometi durante a viagem, dentro do ônibus e num pedaço de papel higiênico. Depois, descobri que a moça (Joana Dionísio), que eu nunca havia visto e apenas conheci na viagem, tem namorado, é fiel etc. Bom, ficamos amigos (vale lembrar que Dionísio é o deus do vinho, apesar de eu não ser “lá essas coisas” em mitologia) e ela me disse ter gostado do poema. Segue:

Dionisíaca Joana

dá-me pra beber teu vinho,

deixa eu fumar tua bagana

me dá de ti, só um tiquinho

que eu pra ti, me dou todinho

Os poetas Cunha Santos, Zé Maria Medeiros e Paulo Melo Souza, que também viajaram, elogiaram o poema. Obrigado!

Câmaras Setoriais

Aconteceu durante a semana, encontro do Ministro da Cultura Gilberto Gil com representantes de diversos segmentos para discussões sobre as Câmaras Setoriais de Música, Artes plásticas e cênicas e do livro e leitura. Estão rolando discussões e o Ministro que ouvir quem escreve. Propostas já estão sendo encaminhadas e você pode vê-las e acrescentar a sua clicando aqui.