Plural e desnuda

Retrato: Camila Neves

 

“Uma vez minha mãe falou que ele era primo do meu avô. Mas eu nunca chequei isso, não lembro se essa é a informação certa [risos]. Mas vou perguntar pra ela”. É com essa imprecisão acerca de seu parentesco com o escritor mineiro Fernando Sabino (1923-2004) que começa minha conversa com Bia Sabino (27), cantora carioca que estreou no mercado fonográfico ano passado, com Ecos [independente, 2018], um dos discos mais verdadeiros da temporada – ao longo da entrevista ela me encaminharia uma mensagem de texto da mãe: “Oi, filha. De acordo com a tia Aparecida, ele era primo primeiro de pai. Temos parentes dele em Resplendor/MG”.

Sabino não é o único parente famoso da moça, mas ela não carece de parentes importantes à guisa de cartão de visitas. “Tem um moço da minha família que bem fez o Hino da Independência. Imagina se as pessoas esperassem que eu fizesse músicas parecidas com as dele”, diverte-se, referindo-se a Evaristo da Veiga (parente de seu bisavô) – Francisco Manoel da Silva, autor da melodia do Hino Nacional, fundou o Conservatório de Música do Rio de Janeiro, que precedeu a Escola de Música da UFRJ, era parente de sua bisavó, ela acrescentou após consulta a sua vó. “Os dois pais da minha vó, por parte de pai; a família da minha mãe tem raízes indígenas, eu tenho certeza que tinha uma galera da batucada lá, mas esses não estão nos livros de história [risos]”.

Sobre a sinceridade a que me referi, digo que percebo um desnudar-se, uma carga autobiográfica em seu trabalho. Ela concorda: “Acredito que isso aconteça mesmo, sabia? É o que faz a arte. Eu não entendo como alguém consegue cantar ou compor “vestido” [risos]”. Ela mesmo se corrige: “até entendo. Mas não me move”.

A cantora durante o show de lançamento de Ecos. Foto: Camila Neves

Bia Sabino já compõe há algum tempo, mas só agora, após um processo de crowdfunding, conseguiu botar seu bloco na rua – a campanha de financiamento coletivo bateu todas as metas. “Eu espero que o caminho seja longo mesmo, às vezes me sinto meio atrasada, tendo escolhido me jogar nesse caminho meio tardiamente, já que a música sempre esteve presente”, me revela a geóloga de formação, que ao longo da entrevista, realizada durante cerca de dois meses através de chat de rede social e aplicativo de mensagens, revelará ser várias: está concluindo uma pós-graduação em Naturopatia. “Parece que são coisas distintas, mas tudo reverbera nas minhas músicas”, revela-se.

A conversa com Bia Sabino transcorreu entre afazeres diários do repórter e da artista, entre aulas de pós-graduação, shows, viagens, feriados, apresentações circenses – é acrobata e professora de acrobacia – e tudo o mais que sua pluralidade lhe permite.

Pergunto-lhe se encara a música como profissão ou hobby. “É definitivamente uma profissão. E agora estou tentando encontrar os caminhos para viver essa realidade. Por que eu quero espalhar uma mensagem, sabe? Eu tenho algo a dizer”, diz. “Mas ao mesmo tempo eu tenho que tocar em barzinhos etc. para conseguir viver aqui”.

“Eu faço poemas desde MUITO pequena [grifo dela]. Minha mãe guardou umas coisas muito engraçadas disso. Aí quando eu tinha uns 10 anos eu percebi que eram músicas, na verdade”, puxa o fio das origens. “Acho que isso da idade é construção social, né? A gente vê vários artistas incríveis começando tão novinhos, fazendo sucesso aos 20 [gargalha]. Sei que sou super jovem, mas ao mesmo tempo fico querendo ter tomado essa decisão antes [risos]”.

A garota prodígio torna às origens: “Eu entrei pro coral do colégio aos cinco anos, o que é até uma história engraçada, por que não podiam babies como eu. Só que eu queria MUITO cantar [grifo dela]. E aí fui falar com a coordenadora, arrastando minha mãe… ela disse que se o diretor deixasse eu podia ir. Aí fui falar com a tia Rute, falei que me comportaria, que queria muito cantar… Então o limite antes era de 10 anos de idade, eu desci para cinco. Era meio precoce”.

E continua: “Fiz 11 anos de coral, mais ou menos. No meio disso comecei a aprender violão sozinha. Depois entrei no [curso de] violão clássico da [escola de música] Villa-Lobos”. Ela não chegou a se formar no instrumento, mas estudou durante um tempo. Digo que é uma história incrível e ela retruca: “tem que ouvir minha mãe contando essa história. É muito bom [risos]”.

Indago-lhe sua opinião sobre artistas mirins. “Eu era uma criança muito engraçada, ficava pensando na vida. Quando eu era pequena eu tinha uma certa pena desses artistas crianças, eu lembro do Molecada [grupo de pagode mirim], achava que eles não aproveitavam a infância. Eu não gostava da Sandy. Acho que ela tem uma voz incrível, mas não me move muito. Mas vou falar que adorava cantar Imortal [versão de Imortality, de Barry, Robin e Maurice Gibb] e A lenda [de Nando, Kiko, Ricardo Feghali] com a Sandy [e Júnior] por que podia gritar [risos]. E detestava Xuxa, achava muito infantil”.

“Eu tinha muitas composições, várias coisas que estavam meio engasgadas e eu queria colocar pro mundo justamente por considerar que demorei pra fazer isso. Sempre toquei minhas músicas para amigos, família, mas gravar seria outro nível de espalhar as mensagens que eu queria. Fui conversando com pessoas à minha volta, fiz algumas enquetes no instagram, botava alguns trechinhos, isso para a primeira parte do disco, as seis primeiras músicas; a segunda parte, as sete músicas a partir de Quem olha de fora, eu fiz todas num retiro, cada dia compus uma música e isso foi uma das forças-motrizes para eu lançar o disco, esse caminho que eu fiz por essas músicas, esse retiro de autoconhecimento, foi superimportante, e decidi que elas deveriam estar todas no disco”, revela sobre o repertório do álbum de estreia.

“Eu estava aprendendo a fazer leitura de aura, é uma técnica que se desenvolveu fora do Brasil, mas quem trouxe é uma moça que é uma das líderes lá de Piracanga [comunidade em Maraú/BA]. Eu fui por que estava muito perdida no sentido profissional, estava trabalhando direto na empresa, não tava fazendo o disco, não tava cantando tanto quanto eu gostaria, e sabia que esse não era meu propósito, que eu não tinha nascido para ficar atrás do computador [risos]. Eu sabia disso, mas me faltava uma força de dar esse passo, tomar essa decisão. Fui para esse retiro para entender esse processo, as autossabotagens que eu tava fazendo na minha vida. E tinha zero viés de fazer isso, de compor, eu tinha vindo de um período de seca musical bizarro. Eu compus Jabuticaba e depois que eu fiz Jabuticaba começou o processo de fazer a música tomar uma proporção bem maior do que tava tendo. Era um retiro sobre chacras, centros energéticos que representam setores da nossa vida, digamos. Cada dia do retiro você trabalhava um chacra. No primeiro dia já foi: “nossa, quero compor uma música sobre o que estou sentindo”. No segundo dia a mesma coisa e cada dia eu fui fazendo uma música. Foi incrível. No final eu apresentei, à capela, não tinha violão, eu estava fazendo as coisas e gravando minha voz no celular. Foi sensacional, eu senti que precisava gravar isso, estar lá com as pessoas me deu muita, muita força para fazer isso acontecer”, prossegue sobre o retiro.

Com sua trupe de circo Bia Sabino integra uma banda, em que ela desenvolve uma pesquisa a partir de se apresentar no ar cantando. “Cantando mesmo, não é playback”, faz questão de frisar. A banda se apresenta mensalmente, com o espetáculo Parangolé.

Sobre influências ela diz que acha que foram um “pouco doidas”. “Quando eu era pequena meus pais ouviam muito Michael Jackson, eu podia ficar o dia inteiro assistindo os vídeos e ele cantando, e eu adorava as coisas que meus pais ouviam, que era Bee Gees, Genesis, Queen, ouvia muita coisa assim. No Brasil eles gostavam mais dos rockzinhos, ouviam Legião Urbana, minha mãe adorava Ney Matogrosso, Roberto Carlos, apesar de que eu não peguei muito a referência do Roberto Carlos. Depois eu comecei, no colégio, por conta do coral, aula de música, comecei a conhecer por mim, eu tive várias fases. Comecei a gostar muito de punk rock, ia a saraus de bandas locais aqui no Rio e a galera fazia um som bem parecido com, sei lá, CPM22, depois comecei a conhecer o lado clássico da música de compositores mais antigos. Nisso eu já gostava muito de bossa e samba, apesar de que eu não me desenvolvi no violão nesses ritmos, mas peguei uma cadência. Aí comecei a ouvir muito Ed Motta, Tim Maia, essa parte meio soul, eu gosto muito de soul, MPB, Marisa Monte, e claro umas divas internacionais que eu sempre escutei, Aretha Franklin, Nina Simone, Joss Stone, mais velha agora já, Amy Winehouse, tem uma banda também que eu adoro, Morcheeba, o nome da moça que canta é Skye Edwards, adoro o jeito que ela canta. Foram muitos ritmos diferentes da MPB, reggae, rock, soul, blues, adoro blues e jazz. Elis, como que eu esqueci de falar da Elis Regina? Amo a Elis Regina desde bem mais nova, Novos Baianos. Cara, foi uma mistura bem doida, não sei se te respondi ou se deixei mais confuso [risos]”, desfia o rosário.

Comento que é um caldeirão vasto, muito interessante e despido de preconceitos, e ela manda uma mensagem de texto completando: “e eu fui econômica: Tom Jobim, Vinicius [de Moraes], Bob Marley, amo muito Bob Marley, Soja, Lauryn Hill, Cazuza. Música boa não tem endereço, né?”.

Ecos. Capa. Reprodução

“Acho que estou em um momento tentando amadurecer isso, todos esses amores da música, transmutar isso em uma unidade, que, em essência, acaba tendo muitas facetas. O que ainda é um retrato de mim, talvez, geóloga, circense, cantora e terapeuta”, arrisca-se, quando proponho-lhe o exercício de relacionar as referências ao resultado de Ecos. “Ou só Bia [risos]”.

“Acho que eu fiquei revoltada quando disseram que eu tinha que escolher uma carreira só pra ter sucesso. Mas também, o que é sucesso?”, provoca-se/nos.

Pergunto-lhe sobre referências em outros campos para além da música: literatura, cinema. “Não esperava por essa pergunta, sabia? Acho que é a primeira vez que eu entro nesse campo conversando com um jornalista [risos], gostei. Por que fez muito parte da minha vida. Eu tenho um negócio com histórias. Eu amo histórias. Se eu começo a ler uma história ou assistir um negócio que eu gosto muito, eu não consigo parar. Foi assim na minha adolescência, eu li muitos livros, tive a sorte de ter, no colégio a gente tinha a ciranda de livros, tinha muito livro legal, e ao mesmo tempo, eu lembro que uma vez, eu morei em muitos apartamentos, apartamentos alugados e tal. Num desses apartamentos o antigo morador era um editor da Globo, algo do tipo, e tinha um armário cheio de livros, nossa, eu li muito, muita Agatha Christie, Harry Potter [série de J. K. Rowling], amava, minha vó me dava muitos livros, A menina que roubava livros [de Markus Zusak], O caçador de pipas [de Khaled Hosseini], adorei o Dan Brown. Sempre li muito mas nunca fui muito específica de um autor, tem vários escritores que fizeram parte da minha vida. Eu gosto muito de livros de fantasia, tem muito isso de jornadas de autoconhecimento, eu gosto muito disso. Eu leio muito, gosto muito de ler, ultimamente tenho lido muito para a pós, medicina vibracional, umas coisas mais direcionadas. Tenho lido menos do que gostaria”.

Continua: “cinema é a mesma coisa, tenho certa compulsão por histórias. Acho que mal ou bem todo mundo começou com a Disney. Eu adoro desenho animado. Os desenhos animados sempre vão para esse lugar de passar uma mensagem positiva e eu me identifico muito com isso. Não sei, eu não sou muito cult do cinema, não sou essa pessoa que tem vários filmes alternativos na rota. Eu gosto muito de ficção, fantasia. O senhor dos anéis [de Peter Jackson, baseado na obra de J. R. R. Tolkien], eu adoro, gosto muito mesmo, mas é uma saga, fica meio nesse lugar, uma saga de autoconhecimento. Eu gosto muito de filmes que tiram um pouco a gente da realidade, que mostram esse mundo extraordinário, que na verdade é o que a gente vive só que não vê. Eu gosto dessas histórias que trazem, que te tiram dessa superfície que eu acho que muitas vezes a gente escolhe viver no nosso mundo. Eu adoro assistir filme, estou sempre buscando alguma coisa nova, tem dia que eu quero ver uma coisa boba, tem dia que eu tou com vontade de ver documentário sobre saúde, espiritualidade, ou sobre o tempo, eu gosto muito de documentários científicos, acho que muito por conta do background geológico, eu gosto de assistir coisas sobre física, tempo, física quântica, realidades alternativas, buracos de minhocas [risos]”.

A primeira vez que Bia Sabino saiu de casa foi quando foi morar na Austrália, onde passou um ano. Ao voltar, morou seis meses sozinha em Santa Tereza e há cerca de dois anos mora em Botafogo com o namorado. A viagem internacional, realizada por conta da faculdade, também tem a ver com seu disco de estreia.

“O disco tem uma música em inglês, foi uma música que eu fiz lá. Estar fora me fez ver quem eu era, já, quem eu realmente era. Quando a gente vive em algum lugar por muito tempo acaba se prendendo a rótulos. Eu era filha de alguém, amiga de alguém, cresci dessa tal maneira, e às vezes você muda e não consegue encontrar espaço para ser quem você é, justamente por que você se prende aos rótulos, você acaba pensando “poxa, se eu fizer tal coisa, se eu falar tal coisa, talvez eu não seja mais amiga dessa pessoa”, e a gente gosta de preservar nossas relações, mas muitas vezes isso acaba fazendo mal pra gente. Quando eu fui pra Austrália eu tive esse espaço, eu percebi que eu já tinha mudado muito, tive espaço de crescer, minha independência, ver o que eu realmente queria, o que a Bia queria pra vida, isso foi muito engrandecedor. Se você reparar a letra de Carry on é basicamente sobre isso, descobertas, ver o mundo com outros olhos, outra perspectiva e me ver com outra perspectiva. Ir para a Austrália definitivamente foi um turning point na minha vida, sem dúvida alguma”, revela.

“A ideia inicial seria algo bem cru, não ia ter tantos instrumentos, ia ser voz, violão e percussão”, remonta as primeiras ideias para Ecos. “Entramos com o baixo, eu e o Glaucus [Linx], meu produtor musical, que entrou nessa empreitada e também surgiu de maneira mágica na minha vida. Ele conhecia o Pedrinho, que foi o baixista, Pedro Leão, um superbaixista, toca com muita gente boa, tocou com O Rappa, e o PC [Andrade] da percussão, que foi também um amigo do Glaucus, no caso. Violão fui eu quem gravei, voz, eu e Glaucus produzimos alguns sons já gravados, tipo cuíca, a gente optou por usar os gravados, por que não tinha dinheiro para contratar tantos músicos. Demoramos a gravar por que cada hora era uma música nova, um problema, cheguei a perder seis pistas de voz, um amigo meu de tempos [Leonardo Elger] tocou violão em Jabuticaba, o Yann [Vathelet] tocou percussão, ele é francês, já não está mais no Brasil”.

Jair Bolsonaro já havia sido eleito mas ainda não havia sido empossado enquanto conversávamos, mas não deixamos de falar de política. “Política é um assunto polêmico. Toda essa crise política no Brasil não é nada que me surpreenda. Tem um tempo que eu vejo política da mesma maneira que eu passei a ver futebol, no sentido dos times. Eu não acredito mais que existam partidos diferentes, acho que tem pessoas que lutam por coisas diferentes, mas as crises políticas no Brasil não são novidade, e pra mim isso não tem especificamente a ver com um partido, mas com o tipo de sociedade que somos, como a gente escolhe viver. Tem até um documentário muito legal, Kymatica [de Ben Stewart], que é uma coisa meio doida, até, que basicamente ele fala que guerras acontecem, guerras terminam, políticos ascendem, decaem, partidos, por que como sociedade a gente nunca buscou curar o que precisa ser curado, a doença social, no sentido de que a gente valoriza coisas que não têm valor e desvaloriza coisas que têm valor, a gente se repete em ciclos, a roda do Samsara, o famoso karma, a gente repete os mesmos ciclos sociais como humanidade há milênios. Acho que tem muito a ver isso com o fato de eu ser geóloga. Quando você estuda geologia você perde um pouco essa individualidade, “ai, partido tal”, você acaba olhando o mundo com uma outra visão, de 4.6 bilhões de anos, e a terra como um super organismo e não a gente com nossa pequena mente. Eu vejo que o que está acontecendo é o reflexo da sociedade que a gente é, o que a gente valoriza como sociedade, dos valores que a gente busca. Eu fiquei muito chocada com essa última vitória da presidência, do Bolsonaro. Eu acreditava que como sociedade a gente estava valorizando outras coisas, valores humanos mesmo. Isso foi o que mais me chateou nas eleições, não foi partido tal ter ganhado ou partido tal ter perdido, mas entender que a mente social está num lugar que eu não esperava, de intolerância. Hoje em dia eu vejo a política dessa maneira, um reflexo do estágio de consciência da sociedade. É até o que eu quero, o que eu tento colocar nas minhas músicas, outro lugar, um olhar pra dentro. Não dá pra mudar o que tá fora sem mudar o que tá dentro. Durante muito tempo na minha vida eu me coloquei muito nesse lugar do tipo “ah, tá tudo errado no mundo, o que eu posso fazer?”, enquanto a gente tem as nossas pequenas corrupções diárias, sabe? Você é parte de tudo o que você não gosta que está acontecendo, politicamente, socialmente, ambientalmente. Onde você faz a sua parte para mudar isso? Aí eu comecei, em vez de ficar pirando com a política e as coisas que no momento estão fora de meu alcance, a mudar as minhas pequenas atitudes. Por exemplo, no que eu posso, hoje em dia, eu não minto pra nada, sou sincera comigo em primeiro lugar, por que quando você mente para o outro você está mentindo para si mesmo. Então, furar fila, tento não furar fila, andar no acostamento, coisas assim”.

Sobre a extinção do Ministério da Cultura, completa: “eu tou achando isso uma doideira. A gente já tem tão pouco incentivo cultural aqui no Brasil, musical, na cena do circo, a gente tem até umas iniciativas muito boas, mas tá tudo muito decadente, mas falta muito incentivo para que coisas novas surjam, espaço para a cultura, e mais uma vez isso tem muito a ver com a sociedade que somos”.

A divulgação do disco, revela, tem sido uma de suas maiores dificuldades. “Eu não sou muito boa nisso, até estou fazendo um curso agora, para ver se melhoro” – mais uma faceta de Bia Sabino. “Eu não sou boa em vender, eu não consigo me enxergar como um produto, mas todo mundo diz que tem que ser assim”, continua a cantora, que também assina o design de seu próprio site (e desenha as próprias tatuagens).

O show de lançamento de Ecos aconteceu em um espaço da Fundição Progresso e teve um público de cerca de 300 pessoas. Bia Sabino cantou, tocou e fez acrobacias. Durante a conversa ela anunciou novo clipe [Loba, que acabou saindo antes da publicação da entrevista]. Ela pretende circular pelo Brasil e atualmente estuda criar as condições para tanto.

*

Ouça Ecos:

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM). Coautor de "Chorografia do Maranhão (Pitomba!, 2018). Antifascista.

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