Hilário e comovente

Foto: Zema Ribeiro

 

Goste-se ou não do ABBA, o grupo sueco está nos escaninhos da memória coletiva mundial: basta tocar um de seus hits no rádio para fazermos uma viagem particular no tempo, lembrando da infância, dos discos que nossos pais ouviam, ou de versões como Fernando, sucesso no Brasil com a paraguaia Perla.

É a este universo que nos conduz Mamma Mia!, “o musical baseado nos hits do ABBA”, como anuncia o programa. A peça tem direção musical de Paulo Cardoso, direção geral de Josué da Luz e coreografia de Rebeca Carneiro.

Com grande elenco – são 26 atores no palco – a Vertu Casa de Artes, após êxitos de público com A bela e a fera (três sessões esgotadas no Teatro Arthur Azevedo em 2015) e A família Adams (duas em 2016), encenou ontem (3), também para um TAA lotado, o musical com composições de Benny Andersson e Björn Ulvaeus – a metade masculina do ABBA, autores dos hits do roteiro. O grupo que se completava com Anni-Frid Lyngstad e Agnetha Fältskog, sendo o nome do grupo um acrônimo com as iniciais dos nomes de seus integrantes –, e versão brasileira de Claudio Botelho para o libreto de Catherine Johnson, já adaptado ao cinema em 2008, com direção de Phyllida Lloyd e Meryl Streep no papel de Donna Sheridan.

São duas horas de espetáculo, em dois atos, com a memória afetiva passeando por versões em português (são raros os números cantados na língua original) de sucessos radiofônicos como I have a dream, Honey, honey, Money, money, money, Chiquitita, Dancing queen, S.O.S., The winner takes it all e Waterloo, além da música que dá nome ao espetáculo, entre muitas outras.

Entre os números musicais costura-se a trama da comédia, de não poucos momentos de gargalhadas gerais: Sophie (Lara Sabbag), de 20 anos, mora com a mãe, Donna Sheridan (Jéssica Monteiro), dona de um pequeno hotel nas ilhas gregas, onde se passa toda a história. Lendo o diário da mãe, descobre que esta teve relacionamentos com três homens – Sam Carmichael (Leonardo Fernandes), Bill Austin (João Carvalho) e Harry Bright (Nestor Fonseca) – e, por conta própria, convida os três para seu casamento, a fim de descobrir qual deles é seu pai e ser levada até o altar.

Também merecem destaque as atuações hilariantes de Kerlys e Bricia Queiroz, que interpretam Tanya e Rosie, amigas de Donna, com quem tiveram uma banda na juventude, além dos Pedros Monteles (Sky, noivo de Sophie) e Danilo (Pepper, empregado do hotel de Donna).

Entre as angústias em torno da descoberta da paternidade de Sophie, muitas lembranças do passado vêm à tona, nesta comédia romântica que emociona e faz sorrir – nunca em doses pequenas.

Serviço

A Vertu Casa de Artes apresenta hoje (4), às 19h, no Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro), a última sessão de Mamma Mia! Os ingressos, à venda na bilheteria do teatro, custam entre R$ 25 e 40.

Autor: zema ribeiro

homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais

2 comentários em “Hilário e comovente”

  1. ERA SÓ TOCAR NAS FESTAS QUE TODOS LEVANTAVAM. NÃO PRECISÁVAMOS DE NINGUÉM PARA NÓS TIRAR PARA DANÇAR.

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