Disco de banda integrada por Guilherme Arantes ganha reedição

Moto Perpétuo. Capa. Reprodução
Moto Perpétuo. Capa. Reprodução

 

Lançado originalmente em 1974, o único disco do Moto Perpétuo, que leva apenas o nome da banda, acaba de ganhar nova reedição em cd. O grupo, que tinha entre os membros Guilherme Arantes (teclado e vocal) antes da carreira solo, se completava com Gerson Tatini (contrabaixo e vocais), Cláudio Lucci (violões, violoncelo, guitarra e vocal) e os já falecidos Egydio Conde (guitarra solo e vocais) eDiógenes Burani (percussão e vocais).

Do quinteto, somente Guilherme Arantes alcançou sucesso de público, em carreira solo. Cláudio Lucci tocou em Façanhas (1991), de Arrigo Barnabé, e no disco de José Miguel Wisnik que leva seu nome (1992), e pôs a voz (coro) no discos A light at the end of the tunel (1992), de Celso Pixinga, e Ópera do malandro – ao vivo (2003), coletivo sobre a obra de Chico Buarque; Conde tocou em Ligação (1983), de Guilherme Arantes; e Burani tocou em Build up (1970), de Rita Lee, e nos antológicos Ou não (1973) e Revolver (1975), de Walter Franco.

O som progressivo do Moto Perpétuo dialoga com bandas como O Som Nosso de Cada Dia – que também chegou a ter Egydio Conde como integrante –, Som Imaginário e A Barca do Sol. A sonoridade do álbum também dá pistas do que viriam a ser os primeiros discos solos de Guilherme Arantes – que assina sozinho nove das 11 faixas de Moto Perpétuo.

Ao contrário do que possa indicar o título, no entanto, o álbum é curto: tem pouco mais de 37 minutos. A ideia da peça sem fim faz sentido, no diálogo da última faixa, Turba, com a primeira, Mal o sol. Aquela encerra: “bom dia, café com leite/ bom dia planalto/ que diabo o cinza desse asfalto”; enquanto esta começa: “A partir da cama num hotel de fronteira/ olhos de água céu e missa/ ao calor do dia ou à sua certeza/ mal o sol amarelecera no céu”.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM). Coautor de "Chorografia do Maranhão (Pitomba!, 2018). Antifascista.

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