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O poeta Joãozinho Ribeiro resgatou, entre objetos deixados por um cunhado recentemente falecido, um trecho do poema Guerra que te quero paz, que segue publicado ao fim deste post. O intento é encontrar o restante do poema, com alguém que o autor de Milhões de uns possa tê-lo compartilhado no passado. Notem: Joãozinho não procura um parceiro para fechar o poema. Quer saber se, entre os amigos de longa data, alguém sabe, lembra, viu, tem cópia com a outra parte etc., etc., etc. Se alguém puder ajudar, agradecemos antecipadamente.

GUERRA QUE TE QUERO PAZ

Entre as feridas da bomba
Uma criança sem rosto
Vagueia pelos subúrbios
Da cidade destruída
Catando os cacos de infância
Subtraídos da vida

Sem pátria, sem geografia
Perdida num continente,
Delinquente, guerrilheira,
Ensaia para o futuro
Uma canção de esperança
Bordada em letras de muro

Dos cacos que vai juntando
Edifica sobre as perdas
Uma palavra sofrida
Que vaza as dores do mundo
Queixando as rosas da vida
Esmagadas num segundo

A palavra peregrina,
Imitando o voo dos pássaros
Sobe alpes, cordilheiras,
Invade vitrines, praças,
Devassa quartéis, igrejas
Pelos países que passa

Autor: zema ribeiro

homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais

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