César Nascimento “na base da chinela”

Jeremias Alves. Quadrante/ Divulgação
Jeremias Alves. Quadrante/ Divulgação

 

Nem só do São João “oficial” vive o período em São Luís. Com diversos arraiais tomando conta das praças da cidade, o que leva produtores a realizar shows com porta paga entrando em bola dividida pelo público?

Descontada a paixão envolvida e os eventuais prejuízos, o saldo é positivo para a cidade (e, torcemos, para os artistas e produtores que se arriscam), que se permite oferecer um cardápio alternativo. Notícias recentes dão conta de acontecimentos tão diversos como o pré-lançamento de Alice ainda, segundo disco de Nathália Ferro, em show realizado ontem (25) no Amsterdam Music Pub, ou ainda do recital Gente é pra brilhar, com leituras em russo e português de poemas de Vladimir Maiakóvski, também ontem, no Museu Russo.

Outro que entra no racha junino é o cantor e compositor César Nascimento, maranhense nascido no Piauí e radicado no Rio de Janeiro. Ele reencontra o público da terra que lhe inspirou Reggae sanfonado e Ilha magnética, para citarmos dois clássicos de sua lavra, em show hoje (26), às 21h, no Barulhinho Bom (Rua da Palma, 217, Praia Grande). os ingressos custam R$ 20,00 e podem ser adquiridos no local.

Em show batizado simplesmente Arrasta-pé, nome do EP homônimo que lança na ocasião, ele promete evocar Jackson do Pandeiro em noite Na base da chinela, verso-título de parceria do paraibano com Rosil Cavalcanti. Além de repertório autoral, a exemplo das dançantes Serenin e Ciúme, entre outras, César Nascimento lembrará outros mestres, referência para sua carreira: João do Vale e Luiz Gonzaga, fechando com Jackson a tríade sacrossanta da música nordestina, além de nomes como João Chiador e os recém-falecidos Humberto de Maracanã e Donato Alves.

Respondendo à pergunta que abre o post, a produtora Letycia Oliveira contou ao blogue que o show partiu de uma ideia de César Nascimento e Pedro Sobrinho fazerem algo juntos. “Eles pensaram num evento que aliasse estrutura e qualidade de atendimento. O Barulhinho Bom tem isso, é um local agradável e bonito, um casarão no Centro Histórico, sem falar na segurança e tranquilidade, além de ser uma apresentação única. Há espaço para tudo e todos no São João”, disse.

César Nascimento (voz e violão) será acompanhado por Moisés Mota (bateria), Mauro Sérgio (contrabaixo) e Marcelo Rebelo (teclado). “Patrocínio: fitas 3M”, brincou ao telefone depois de o repórter observar as iniciais dos músicos da banda. Ele revelou ainda seu próximo projeto: “vou gravar um disco de reggae”. Ele entende do riscado: que o digam suas Reggae sanfonado, Bolha de sabão e Maguinha do Sá Viana, todas hits do rádio maranhense até bem pouco tempo.

A abertura da festa promete aquecer as solas das sandálias, com discotecagem de Pedro Sobrinho, que promete uma mescla de coco, ciranda, dub, xote e xaxado, temperados pelas pitadas eletrônicas que fazem dele um dos mais requisitados “dê-jotas” da Ilha. E antes de César Nascimento subir ao palco, prepara-lhe o terreno o trio General Virgulino, formado por Daniel Pereira (voz e violão), Chico Carvalho (percussão) e Pieter-Jan Coninx (violino), o último, sócio-proprietário da casa que abriga o Arrasta-pé.

Autor: zema ribeiro

homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais

diga lá! não precisa concordar com o blogue. comentários grosseiros e/ou anônimos serão apagados

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s