Enchanté, Samba

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Não à toa Samba [2014, comédia dramática, 120 min.] é um dos destaques do Festival Varilux de Cinema Francês – em cartaz em 80 salas do Brasil até amanhã (17); em São Luís, no Cine Lume (Edifício Office Tower, Renascença).

O filme é o aguardado sucessor de Intocáveis [Intouchables, 2011, comédia, 112 min.], sucesso de público e crítica, de Eric Toledano e Olivier Nakache.

A música brasileira está presente na trilha, com Gilberto Gil (Palco) e Jorge Benjor (Take it easy, my brother Charles), mas Samba não é sobre o gênero musical nacional difundido internacionalmente.

O personagem-título (Omar Sy) é um imigrante senegalês ilegal que vive fugindo da polícia e se pendurando – literalmente – em empregos os mais diversos: lavador de pratos e vidraças, segurança, separador de material reciclável em uma usina, cozinheiro.

Uma vez apanhado pela polícia, até poder pedir novo visto, Samba tem que escapar como pode, usando documentos falsos, evitando lugares movimentados e até mesmo se equilibrando em telhados. Ele vive com um tio, que há mais tempo em Paris, possui visto legal e trabalha como cozinheiro em um restaurante chique.

Preso pela condição de clandestino, conhece Alice (Charlotte Gainsbourg), uma executiva que presta serviço voluntário para uma organização não governamental que luta pelos direitos dos imigrantes na França. No primeiro atendimento, entre barra de cereal, remédios para dormir e números de telefone, ela não dá ouvidos à recomendação de distanciamento feito por uma colega (Izia Higelin) no trabalho voluntário. Outro personagem que merece destaque é o de Tahar Rahim, imigrante árabe que se passa por brasileiro – segundo ele é mais fácil conseguir trabalho e mulheres –, que vira parceiro de aventuras de Samba Cissé.

Com muitos momentos divertidos – não foram poucas as vezes em que a plateia gargalhou – o filme é engraçado e, para além do riso fácil, discute problemas sociais contemporâneos, não exclusivamente franceses. Um trunfo do par de diretores, aliás: encher salas com pessoas que certamente não iriam ao cinema para ver (apenas) realidades nuas e cruas.

Samba é duro demais para ser comédia e divertido demais para drama.

Autor: zema ribeiro

homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais

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