Ceumar Solo encanta em seu reencontro com público brasiliense

[Sobre show que Ceumar apresentou ontem, em Brasília/DF, no Teatro da Caixa, pelo projeto Solo Música, da Caixa Cultural. Com agradecimentos e abraços ao casal amigo Glauco e Maira]

Em alguns momentos do show Ceumar dispensou o microfone

Ceumar subiu ao palco ontem (17) cantando à capela Oração do anjo (parceria dela com Mathilda Kóvak) e só foi amplificada pelo microfone da metade da música em diante. Já bastava para o êxtase da plateia do Teatro da Caixa, em Brasília/DF.

Comunhão é uma palavra que traduz a relação da cantora mineira radicada na Holanda com seu público. Ceumar não é cantora de multidões, embora lote teatros pelo país, quando passa por aqui. Ela confessou a saudade, assoou o nariz, ensinou o público a bater palmas (para acompanhá-la no coco Gírias do Norte, de Jacinto Silva e Onildo Almeida, que gravou em seu disco de estreia) e anunciou para agosto o lançamento de seu novo disco. “Já está quase pronto, mas não quero a concorrência da Fifa”, disse sorrindo.

O repertório do show de ontem passeou por músicas de todos os seus discos: O seu olhar (Arnaldo Antunes/ Paulo Tatit), Avesso (Ceumar/ Alice Ruiz), Outra era (Fagner/ Zeca Baleiro), Maravia (Dilu Mello/ Jairo José), Gira de meninos (Ceumar/ Sérgio Pererê), São Genésio (Gero Camilo/ Tata Fernandes), Pecadinhos (Zeca Baleiro), Boi de Haxixe (Zeca Baleiro), Achou! (Dante Ozzetti/ Luiz Tatit), Maldito costume (Sinhô), Óia pro céu (José Fernandes/ Luiz Gonzaga), Parede meia (Kléber Albuquerque), Maracatubarão (Ceumar), Rãzinha blues (Lony Rosa) e Onde qué (Sérgio Pererê), entre muitas outras em quase duas horas de um belo espetáculo.

Ao compositor piauiense Climério, que estava na plateia, ela dedicou sua interpretação de Flora, parceria dele com Ednardo e Dominguinhos. “É uma música linda, que eu já cantei há algum tempo. Nunca gravei. Está chegando a hora”, prometeu. À Dindinha (Zeca Baleiro), faixa que batizou seu primeiro disco, emendou a morna Sodade de Cesária Évora: “foi a música que inspirou Zeca a fazer Dindinha“, revelou, “tenho feito essa junção nos shows”.

Eram só ela e seu violão. Às vezes apenas ela, sua voz. E precisávamos de mais?

Autor: zema ribeiro

homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais

2 comentários em “Ceumar Solo encanta em seu reencontro com público brasiliense”

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