Sebo no Chão pra descentralizar

Magah no miolo do ataque

Estive ontem no Sebo no Chão, movimento cultural que tem ocupado a praça da Igreja Católica do Cohatrac, sempre à noite, aos domingos. Reencontrei um punhado de amigos e conhecidos.

Há o espaço para o que batiza o movimento, a venda de livros usados, estendidos sobre uma espécie de manta, o comprador carecendo se acocorar para tocar o que comprará ou não. Ontem a editora Pitomba de Bruno Azevêdo também botou banca – catei um exemplar do Tension de la passion.

Uma congregação em que há ainda brechó – a esposa comprou um colar –, cerveja e comida vegetariana, que encarei, mas reforcei com o delicioso churrasquinho da Rose, vendido do outro lado da praça.

E a música, é claro, sempre ela, indispensável para a vida, esta arte do encontro, como bem já classificou o poeta. Vi e ouvi duas boas apresentações, na edição de ontem do evento: os talentosos Tiágo Máci e Marcos Magah.

O primeiro mostrou seu Samba do fuleiro, já um hit na internet, músicas inéditas – gostei bastante de uma que cita Cesar Teixeira – e covers de Zeca Baleiro. O segundo passeou pelos repertórios de Z de vingança e O homem que virou circo – disco que deve lançar até o fim do ano –, além de músicas inéditas, destaque para a deliciosa e pegajosa É melhor quebrar o copo do que quebrar a cara.

Que venham outras edições com outros convidados e o Sebo no Chão tenha vida longa. A cultura de São Luís – ou o que se entende por isso – não pode se restringir à Praia Grande, Madre Deus e arredores centrais.

Autor: zema ribeiro

homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais

5 comentários em “Sebo no Chão pra descentralizar”

  1. Cara, ontem foi muito legal mesmo. O clima de outra pertença musical do Cohatrac me atrai muito. Me parece que ali, esse papo todo da louvação a S. Luís, das palmeiras e desse tudo mais não colam. O underground urbanóide. Viva!

  2. Sim, é uma iniciativa necessária. Os bairros também merecem movimentos culturais de qualidade e não apenas o “pão e circo” de São João e Carnaval.

  3. pareceu outra coisa mesmo. quero rodar outros bairros e divulgar as coisas por aqui. vida longa ao sebo no chão e que surjam iniciativas outras na mesma linha. abraçambos!

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