O dia em que o homem de vícios antigos encontrou a socialista morena

Eu poderia dizer que Cynara Menezes é uma das melhores jornalistas que descobri nos últimos tempos, mas isso diminuiria o que quero dizer. Até mesmo por que sua descoberta, enquanto jornalista, não é recente. Talvez dizer que ela é uma das mais admiráveis pessoas que conheci nos últimos tempos traduza.

Ela ocupa com talento as páginas da semanal CartaCapital e tem um blogue bonito, inteligente e de esquerda. Que nem ela. Leio-a em ambos, com gosto.

Quem a conhece pessoalmente ou ao menos acompanha seu trabalho sabe que quaisquer elogios serão merecidos. Mas hesitei bastante em escrever sobre nosso encontro em minha mais recente ida à Brasília: temia fazer mero texto de fã que encontra ídolo – o que não deixa, em parte, de ser; o que não deixo, em parte, de fazer.

“Coleciono amigos, essa é a minha natureza”, já li, ou algo parecido, nalgum texto seu no Socialista Morena, o blogue bonito, inteligente e de esquerda, a cara da dona, que ela mantém. Nossas naturezas se parecem e, em minha mais recente passagem pela capital federal, dividimos alguns chopps e quibes no Beirute, “o bar mais antigo de Brasília”, como ela me apresentou o espaço que tem no cardápio texto de Leandro Fortes, seu colega de redação na revista de Mino Carta e de faculdade, na Universidade Federal da Bahia.

Conversamos um bocado entre o fim de minhas atividades de trabalho e a hora do voo de volta à Ilha – que Cynara conhece, gosta e onde quer voltar –, enquanto Tito, seu filho figuraça, de quatro aninhos, se divertia entre jogos no celular da mãe, o parquinho que o bar tem, mel e amendoim vendidos por ambulantes.

Catei na mochila uns presentinhos que levei à nova amiga, com quem já tinha trocado alguns tuites. Entre eles, dois pratinhos de doce de espécie, iguaria típica de Alcântara – quando de sua passagem por São Luís chegou a ir até lá, confessando o medo da travessia de lancha –, à base de coco. Espero ter contribuído para deixar seu “esquerdismo way of life” ainda mais doce.

Servidos? A socialista morena experimenta a delícia alcantarense
Servidos? A socialista morena experimenta a delícia alcantarense

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM). Coautor de "Chorografia do Maranhão (Pitomba!, 2018). Antifascista.

3 comentários em “O dia em que o homem de vícios antigos encontrou a socialista morena”

  1. Tomei conhecimento do blog desta talentosa jornalista através do blog do meu amigo e talentoso jovem Zema Ribeiro. Fiquei seu fã e leitor assíduo da socialista morena. Beijão pra Morena. Abração pro Zema.
    Mardônio G. Pessoa

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