Festival Lume de Cinema segue até dia 23

Muita gente, este blogueiro, inclusive, reclamou do sigilo em torno da programação do I Festival Internacional Lume de Cinema. Explico: na sessão de abertura do citado festival, no Teatro Arthur Azevedo, quinta-feira passada (14), recebemos um panfleto com a programação que aconteceria nas dependências do Teatro Alcione Nazaré. Faltavam detalhes, que não eram conseguidos sequer acessando o site da Lume Filmes, produtora do evento e administradora do Cine Praia Grande, outro espaço em que aconteceria o festival.

Posto abaixo a programação que recebi por e-mail, ainda insuficiente. Não basta saber o nome do filme e a hora e o local em que o mesmo será exibido: carece uma sinopse, o nome do diretor, elenco, classificação indicativa, o cartaz do filme, e chamegos outros etc., etc., etc. No mais, louvável e corajosa a iniciativa de Frederico Machado, sempre homem de frente nas trincheiras que buscam levar cinema de qualidade ao povo cada vez mais refém dos espaços contíguos às praças de alimentação de shopping centers.

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Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM). Coautor de "Chorografia do Maranhão (Pitomba!, 2018). Antifascista.

5 comentários em “Festival Lume de Cinema segue até dia 23”

  1. Realmente, louvável e corajosa a iniciativa de Frederico Machado. Já assisti alguns filmes distribuídos pela Lume Filmes, e só os assisti, por causa da iniciativa da distribuidora, pois muitos deles não se encontram nem na net.
    O Festival veio com a mesma proposta. Vi Lola e senti na pele o que é cinema independente, maravilhoso! Entretanto, no dia da abertura do Festival ocorreram situações que diminuíram o brilho da noite. Um senhor chamado Fernando agrediu verbalmente uma das recepcionistas, pois esta tinha fechado a porta do
    Teatro Arthur Azevedo dez (ou quinze) minutos depois do filme ter começado (como é de praxe em todos os espetáculos que ocorrem no Teatro). O “intelectual” foi de uma “boçalidade” sem medidas, chamando a recepcionista de baleia, balofa e que a mesma não conseguiria passar pela porta do teatro. E quando ela quis se defender, o “cinéfilo” disse ainda que iria processá-la se a mesma falasse alguma coisa (a coitada saiu chorando). Para piorar a situação a esposa do Frederico Machado foi chamada para resolver a questão e ainda ficou do lado do “barraqueiro”, pois o mesmo era convidado do organizador do evento. A “esposa do Frederico Machado”, também aprontou das suas. Intitulo-a desta forma, pois a mesma em um tom de superior, perguntou para um funcionário do Teatro: – Você sabe com quem está falando? Com a “esposa do Frederico Machado”. Mas, mal sabe ela que o Federico é (ou foi) conhecido como “o filho de Nauro e Arlete”, um caso clássico de referência da referência. A “Senhora Frederico Machado”, também tratou um outro funcionário da bilheteria com desprezo. Quanto este quis saber do que se tratava o assunto (relacionado com o “faturamento” da noite”), a mesma respondeu; – Não estou falando com você , mas com o meu amigo aqui! Mas tarde a mesma foi reclamar para o diretor do teatro que estava sendo mal atendida, mas os próprios funcionários já haviam reclamado da “new Donana”, como ficou conhecida pelos bastidores, referência a clássica Dona Ana Jansen. Resultado, a direção conversou com Frederico, este também foi indelicado com a direção e ao que tudo indica, não haverá mas encerramento do Teatro Arthur Azevedo.
    Até então tudo eram notícias,mas na terça-feira passada, senti na pele toda a arrogância dos Machado Filho. Ao perguntar para o organizador do festival sobre o filme que estava passando no Cine Praia Grande, o mesmo quase nem virou a cabeça e apenas apontou uma simples lista pregada em um mural. Mas tarde quando chegaram uns turistas, o senhor Frederico Machado fez questão de ir buscar uns “panfletos” e explicar o que estava acontecendo.
    É claro que essa arrogância ele não aprendeu em casa. Anos atrás tive o prazer de entrevista o seu pai, o poeta Nauro Machado e aprendi uma grande lição; conhecimento nem sempre vem acompanhado de presunção. Mas como diria o Oscar Wilder; “Toda obra vale mais do que seu autor”, e mesmo com essa presunção toda (e talvez ele tenha conseguido levar a frente esse Festival por causa dessa “qualidade), espero que a Lume continue e o Festival prospere. Mas, Frederico, uma dica; no próximo evento, deixe a sua senhora em casa!

    Flavio Mendes

  2. flávio, obrigado pela participação. graças a deus não presenciei nenhum dos incidentes de seu relato, embora entenda os estresses causados pela organização de algo tão grande, como é o festival. repare: nem estou dizendo que não aconteceram nem defendendo qualquer postura arrogante, longe disso. eu mesmo tenho críticas ao festival, algumas trazidas já neste post, outras que serão levadas a frederico, com vistas a melhorar uma eventual segunda edição. abraço!

  3. Caro Flavio,

    como sabes o que passou, com tantos detalhes? És por acaso um funcionário do teatro. Pelo texto, talvez não. Mas deves ser amigo da equipe ou de algum funcionário. Fomos desrespeitados sim, por duas funcionárias do Teatro Arthur Azevedo, de maneira grandiosa e terrível. Nós e diversos convidados. Podemos pedir relatos dos mesmos. Duas funcionárias totalmente mal preparadas e grosseiras. Varios fatos desse relato absurdo são inventados. Nunca falei com a direção do Teatro, até o dia de sexta e nunca fui indelicado com o mesmo. Pergunte para o próprio Brandão. Histórias… O que há com essa cidade que com um evento desse porte não participa e não compreende a importância do mesmo? Ficar chateado porque o organizador, talvez em um momento único, não atende com a devida atenção um cliente! Qual Festival de Cinema o seu organizador está na porta do cinema pedindo que os clientes entrem, batalhando pelo seu público? Batalhamos e com certeza, tentamos ao máximo fazer do evento atraente e importante para todos. Ele foi feito para o público. Quem conhece de fato minha história e meus ideais sabem como eu penso e sinto. E como eu batalho e respeito a todos. E por isso que estou a responder isso. Não sei quem és. E sim, sou filho de Nauro e Arlete. Referência sempre há de existir. Mas procuro, na luta, em uma cidade que eu amo e que pouco se importa com as coisas e fatos culturais, fazer com que ela mude e tenha mais respeito com a arte de fato. E parece que políticos, empresas e público em geral (“os artistas”), todos lutam contra esse caminho. Lume é referência no Brasil todo e até na América Latina. Só não há respeito e público por aqui. Mas vamos continuar batalhando, apesar de quase todos, procurarem dizer para parar. E sabemos, que aqui, só podemos crescer com a ajuda de muitos, Principalmente aqueles que sabem do nosso caminho e história. E antes de saber toda a história, dos dois lados, tente respeitar minha mulher e minha família, pois no seu absurdo relato, agride diretamente a todos.

  4. sempre bom esclarecer as coisas, fred. obrigado! vou te mandar um e-mail com algumas opiniões. e no que a lume e os festivais futuros precisarem deste blogueiro para o sucesso, podem contar. um abraço!

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