Paisagem de Joãozinho

Não foram poucas as vezes em que topei com o saudoso Antonio Vieira, principalmente ali pela banca de revistas do estacionamento da Praia Grande, de propriedade de Dacio, onde o mestre sempre “batia ponto” boca da noite, ficando até seu fechamento, quando ambos tomavam o busão de volta pra casa.

Por vezes, terminado o expediente, eu ia à banca, ou comprar alguma publicação de interesse ou simplesmente jogar conversa fora. Tanto com o compositor quanto com o jornaleiro. Sempre digo que Dacio, a seu modo, tem um papel importante em minha formação: ainda lembro de eu menino comprando gibis na banca de Dona Maria, tia dele já falecida, na rodoviária velha. Para os mais novos, ali pela Alemanha, onde hoje há um posto de gasolina e um colégio, na bifurcação ao fim da última ladeira da Avenida dos Franceses. Depois mudaram para a rodoviária nova, na mesma avenida, no Santo Antonio, mais perto da “entrada” da cidade (que começa na Estiva).

Já sem Dona Maria, Dacio há tempos habita a paisagem do centro histórico, com o cachorro-quente mais famoso da Ilha ao fundo, o Souza, personagem de livro vendido em sua banca. Eu, de menino ao que sou hoje, com um menino ainda me habitando, nunca deixei de frequentar bancas de revista, com especial predileção pela de Dacio, mesmo quando assinante de diversas revistas, muitas vezes ao mesmo tempo. Não dá para assinar tudo e minha mulher vive reclamando, pedindo para eu me desfazer de pilhas que se acumulam, entre a sala, os quartos e até mesmo o quintal, ou por puro desleixo ou pela impressão fabricada, desculpa esfarrapada, de que eu poderei precisar justo de uma matéria que saiu naquela revista que joguei fora.

Certa vez encontrei seu Vieira e entabulamos uma conversa, como de praxe. Eu, que entrava ali disposto a “perder” cinco minutos, quando me dava conta já havia passado uma, duas ou mais horas ouvindo sua sabedoria, pouco falando, um dos segredos de aprender, creio. Era comum juntar-me a ele e Dacio e dividir, se não o ônibus da volta, ao menos a companhia do tempo de espera do lado de fora do terminal de integração da Praia Grande.

Naquele fim de tarde, começo de noite, conversávamos sobre poesia e era recém-lançado o Paisagem feita de tempo [Ed. do autor, 2006, esgotado. 2ª. edição prevista para ainda este ano], de Joãozinho Ribeiro. Dono de obra monumental ainda pouco conhecida, apesar do sucesso nacional a partir da gravação de seu disco ao vivo produzido por Zeca Baleiro e da inclusão de duas músicas suas em novela global, histórias que ele contava repetidamente e com prazer, Vieira defendia uma teoria de que, quem era poeta, de fato, não precisava de muita coisa para prová-lo.

Citou o exemplo de algum nome que me foge à memória, recitou de memória, a dele do alto dos mais de 80 bem melhor que a minha com menos de 30, um verso, arrematando: “Viu? Quando eu li isso, naquela época, bastou. Eu disse: é poeta!”. Poeta, termo que Vieira não surrava à toa, como se ele não atribuísse o santo epíteto em vão, espécie de mandamento particular.

Tomou da prateleira um exemplar do livro de Joãozinho Ribeiro, que já havia lido, e, sabendo ao certo a página, recitou a quadra abaixo (p. 93):

“Debaixo da ponte há um mundo
feito de gente esquecida
crianças sonhando infância
infâncias queixando a vida”

E arrematou, vibrando: “É poeta!”

Ao poeta, os votos de parabéns deste blogue, pelos 56 anos dedicados à vida e arte, às “(boas) encrencas, em causas (e coisas) que acredita” (do depoimento de Zeca Baleiro, na contracapa).

Ao poeta, um feliz aniversário!, certamente pouco perto do que ele merece.

Aos leitores, mais alguns versos de seu Paisagem feita de tempo:

“Um mundo dentro da ponte
desafiando a cidade
amarga sobre os instantes
as suas necessidades

Esta ilha já não é a mesma
nem o poeta também

Entre os dois
se desfaz o encantamento
e se edificam
novos projetos sobre as perdas

Neles se perdem as identidades
e todos seus pertencimentos
enquanto nos gabinetes se fabricam
novos sonhos operários
de alumínio e aço

A luta continua

(…)

(p. 93-94).

Olha a cara de Juscelino!

O poetamigo Celso Borges me mandou a foto abaixo por e-mail:


Juvenal Pereira. Clique para ampliar

A mensagem trazia um comentário: o título deste post. Googlei: hoje, no lançamento de uma nova edição de Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina (Geração Editorial), quase-romande de Márcio Borges, algumas fotos raras do mestre Juvenal Pereira – cada uma, ampliada, será vendida por R$ 2,5 mil.

Entre as imagens, esta curiosa, em que membros do Clube ladeiam o ex-presidente JK, tomado emprestado da revista Manchete por Juvenal e Fernando Brant, então fotógrafo e repórter de O Cruzeiro, principal concorrente da revista dos Bloch.

As linhas de Nóbrega


Foto de celular: Francisco Colombo

Nenhum movimento em Antonio Nóbrega é excessivo. Tudo parece milimetricamente calculado, tamanho o seu domínio do palco e do próprio corpo. Como se o artista fosse um marionete de si mesmo, tangido por linhas invisíveis, a agilidade, a precisão, a síncope.

O pernambucano apresentou-se ontem (27) em São Luís no lançamento de um dos editais do programa Rumos, do Itaú Cultural. Veio só. Digo, sem banda. Dançou, contou, cantou, tocou. Violão, bandolim, violino. As linhas do tempo da formação da chamada cultura popular brasileira, ele que a estuda há 30, 40 anos. Ele, às vésperas de completar quase 60. Ele, um menino.

Índio, negro, europeu. E o que veio depois. Samba, frevo, choro, capoeira. Contados e cantados por Nóbrega sobre bases gravadas. Nenhum demérito. Tudo com competência e domínio. A plateia aprendeu. E da melhor maneira possível: se divertindo.

O Teatro João do Vale lotado. Chovia em São Luís, São Pedro até que maneirou. Nu da cintura pra cima, como iniciou a aula-espetáculo, assim Nóbrega terminou-a, íntimo do público, desculpando-se por eventualmente ter sido prolixo. Que é isso, seu Antonio? Ficou um gosto de quero mais.

Amanhã e depois, no Circo


Clique para ampliar

O miolo da estória é uma obra de ficção baseada em leitura, observação e depoimentos de brincantes, que traz em síntese os conflitos de um homem pobre diante da exploração sofrida no ambiente de trabalho e no espaço do divertimento. Apresenta a vida e os sonhos de João Miolo, operário da construção civil e brincante de bumba meu boi que tem uma vida comum a tantos outros operários: casa humilde, vida sofrida e uma enorme solidão. Em meio a tudo isso, João sustenta o desejo de ainda vir ser cantador no boi em que brinca e ocupar uma posição de destaque na vida. O espetáculo apresenta o homem em conflito com a fé e suas relações sociais.

Após estreia em setembro de 2010, o espetáculo participou da Mostra Guajajara de Artes, I Festival de Teatro de Açailândia e agora prepara-se para nova temporada antes de participar da Aldeia Sesc Amapá e Festival de Monólogos de Teresina (texto do release).

Ficha técnica

Dramaturgia, direção, atuação, músicas e cenografia: Lauande Aires
Iluminação: Eliomar Cardoso e Jarrão
Operação de sonoplastia: Lesly Thaís Correia e César Boaes
Fotos: Ayrton Valle e Paulo Socha
Arte Gráfica: Manoel Freitas
Treinamento de brincante: Leonel Alves
Consultoria artística: Antônio Freire, Leonel Alves, Manoel Freitas e César Boaes.
Produção e realização: Santa Ignorância Cia. de Artes.

A mátria de Nóbrega

Antonio Nóbrega (foto) ministra a aula-espetáculo Mátria: uma outra linha de tempo cultural logo mais às 19h no Teatro João do Vale (Rua da Estrela, 283, Praia Grande). A entrada é gratuita (ingressos devem ser retirados com meia hora de antecedência na bilheteria do teatro, que tem capacidade de 400 lugares). O evento integra a caravana Rumos do Itaú Cultural, que está lançando seus editais 2011-13 por todo o Brasil.

Amanhã (27) é a vez de Janaína Melo ministrar a oficina teórica Portfólio de artista, no SESC Deodoro, das 18h às 21h, também de graça.

A programação completa das caravanas Rumos pode ser conferida no site do Itaú Cultural.

Pós-páscoa

SOMOS JESUS TAMBÉM

Pense hoje num Jesus
Não aquele lá da cruz
Não de cabelos longos e castanhos e olhos azuis

Pense num Cristo mendigando
Nas ruas
Nos bares
Pedindo comida
Bebendo a bebida que é tão proibida
Fazendo o que é proibido
Desafiando a lei
Pense num Jesus gay
Um pobre
Um coitado
Um menino abandonado e drogado
Um padre
Uma freira
Uma puta
Um filho de puta
Um Jesus normal
Ou um Jesus marginal
Mas um cara legal
Não um Jesus dono da lei
Pense num Jesus a chorar
A mentir p’ra escapar
A se masturbar

Pense num Jesus menor de idade
Que não tem verdade
Ou pense num Messias comum
Num Jesus lavrador
Um Jesus quebradeira de coco
Que muitas vezes não come
Não por ser jejum… (?)
Pense num Jesus amando sem limites
E odiando também sem limites
Pois somos assim bem mais naturais
Feitos de bem e de mal
De prazer carnal
De moral banal

Pense num Cristo penitenciário
Culpado ou inocente
Ou acusado injustamente
De crime de morte
De um roubo qualquer

Pense em Jesus Cristo como um jovem sofrido
Esquecido
Pense num rei traído
Um ser atrevido sem medo da vida
Que briga e peleja
Que bebe cerveja
E cachaça também

Hoje vamos parar e pensar num Jesus diferente
Não no daquela cruz
Mas no Jesus dessa gente
Não no nazareno
Mas no Jesus eu e no Jesus você
Nos Cristos de hoje em dia que ainda lutam p’ra sobreviver

Pense num rei sem regras
E regras pra quê, se é melhor viver sem nada temer?

Pense em todos nós
E em seus avós que não existem mais
E lembre-se de mim que não fui capaz de amar
Como aquele menino que ganhou uma cruz
Como o rei da coroa de espinhos

Vamos pensar nesses Cristos
Que crucificamos todos os dias sem saber por quê
Vamos ser só hoje um pouquinho Jesus

[Raimundo Costa Lira Filho, in Poesias pra ninguém ler: a poesia dos Liras. Ed. do autor. São Luís: 2010. p. 13-14]

Judas João Buracão marca protesto contra prefeito em sábado de aleluia

Moradores do Conjunto Radional farão protesto pacífico e bem humorado contra a inércia de João Castelo ante os problemas da capital maranhense

Manifestação tradicional a cada sábado de aleluia, as malhações de Judas há muito deixaram de ser mera brincadeira. Se antes estavam restritas a pura diversão entre vizinhos, que se aporrinhavam uns aos outros em singelas homenagens, a figura do apóstolo traidor, geralmente feito de molambos e restos de materiais outros, tem, hoje, outro sentido.

Vizinhos ainda se aporrinham no romper das aleluias, mas há tempos, os Judas pendurados em postes têm a cara – e a pança – de figuras públicas, em geral políticos.

Moradores da Rua C, no Conjunto Radional, prestarão anti-homenagem a João Castelo (PSDB), prefeito municipal. O Judas confeccionado por eles trará a imagem de “João Buracão”, apelido dado ao alcaide, com sua foto, já clássica, em que aparece dormindo em evento de que participava.

“É nossa forma de protestar contra esse desgoverno. A cidade está um caos. Para todo lado é lama e buracos, às vésperas de ano eleitoral e dos 400 anos da cidade. É uma reivindicação contra as mazelas de São Luís”, desabafou uma revoltada moradora.

A malhação do Judas Castelo acontece hoje (23), a partir das 16h. Um testamento bem humorado, escrito coletivamente, será apresentado na ocasião. Nele, em rimas, a revolta dos moradores.

Para maiores informações: (98) 8853-7916.

[Sugestão de pauta que encaminhei há pouco aos meios de comunicação de São Luís. A organização do protesto demorou a me passar as informações. Será Castelo também o Judas do Laborarte, a mais famosa malhação do Maranhão?]

As ferramentas do poeta da paz que não chama atenção

SONETO DA PAZ

Nos ombros secos levamos
a rede amarga de sangue,
há um hino em cada boca
e nada nos amedronta.

Em nossas mãos a bandeira
é a camisa do morto
tremulando feito alma
expatriada do corpo.

Mas as fronteiras de arame
entre um e outro homem
serão cortadas agora

que todas as ferramentas
estão plantando na terra
a semente das auroras.

&

A BALA

Ninguém pode descrever
a trajetória da bala
penetrando na pele.

A bala antropofágica,
subtraindo o homem
de sua própria história.

A bala e o arame farpado,
subtraindo o homem
de sua própria geografia.

A bala em vez da semente,
plantando o ódio,
entre as costelas.

No entanto, a mesma bala,
nesta noite inatingível,
nem sequer desconfia
que o próximo tiro
sairá pela culatra.

&

PRIMEIRO DE MAIO

Estamos aqui reunidos
para ouvir a própria fala
dizer em nossos ouvidos
aquele que luta e não cala.

E mesmo que a força da bala
proíba que alguém se rebele
faremos ouvir nossa fala
por sobre as bandeiras da pele.

E arrancaremos estrelas
para plantar em memória
de quem já não pode mais vê-las
surgir sobre a nossa história.

E quando chegar o momento
então sairemos ao vento
colhendo a nossa vitória.

&

OFICINA

Se não existissem estrelas de ferro
não existiria fome, nem medo,
existiria apenas o cego e o mudo
construindo as esquinas
de outro mundo.

Não haveria a liquidez dos assassinatos
se não existissem armas sob a capa de chuva,
nem haveria alma se diluindo em sangue
sob a lama dos sapatos,
haveria o pensamento sólido no prato.

Na transparência do fogo
surgem novas ferramentas
para que o homem resolva
de uma vez por todas
recriar sua própria oficina.

&

MUNDICA

Das mulheres que eu feri
aquela em que eu mais ardi
se rasgou pra me cuspir
na cama

Cantaria para mim
a música de um querubim
se a vida não fosse assim
profana

Flor selvagem do Interior
cujo fruto foi a própria dor
de colher aqui tantos espinhos
Espiava pelos botequins
na embriaguez dos arlequins
tentando reconhecer seus filhos
Contaria para mim –
a fábula do jaboti
se a vida não fosse assim
a fera

que corre pelos jardins
e assalta nossos camarins
e depois foge pela janela
Bebe as tempestades nos dedais
anuncia outros carnavais
que essa febre já nos incendeia
Mata a tua sede, vai por mim,
antes que o fogo queime o capim
sai de baixo dessa terra alheia

Toma a tua terra e berra
contra os teus demônios
que a mais antiga ferida
é o nosso sonho

II

Entre todas que eu curti
aquela que eu não mereci
continua para mim a mesma
com seus dedos de marfim
cerzindo meias para mim
no inverno de tanta tristeza

Flor selvagem do Interior
foi aquela que ninguém plantou
sobre as pedras de nossa Província
Abrigava todos os ladrões
em sua caixinha de botões
antes mesmo de virar notícia

Só pra me fazer dormir
recitaria para mim
aquela poesia do Algarves
e abriria para mim
as suas pernas de cetim
se fosse pra me parir
outra vez

As agulhas não espeta mais
no seu peito como os generais
fazem com suas estrelas loucas
Foi embora sem se despedir
mas deixou a sua arte aqui
como quem parte pensando em voltar

Afugenta os bichos do lixo
tira a tua roupa
veste esta poesia, que um dia
eu te faço outra

(janeiro de 1982)

&

Cinco poemas de Cesar Teixeira, que completa hoje 58 anos de vida e arte, nele, insuperável, inseparáveis. O último é letra de música (inédita) dedicada à sua mãe. Catei os poemas em Bazar São Luís (artigos para presente e futuro) (1988), volume de crônicas de Herbert de Jesus Santos. O título deste post é o da que o autor dedica ao aniversariante do dia.

GPS etilírico-gastronômico

Da ilha distante, cá na parte de cima do mapa, já achava-lhe o mascote simpático. Aquele freizinho com cara de sonso, caneca cheia de chopp na mão. Qual num filme, imaginava-lhe a caneca jogada por um garçom por sobre um balcão lisinho, até chegar-lhe às mãos, o frei soprar a espuma e dar um longo gole como a querer matar todas as sedes que já passou.

Mês passado desci o mapa e cheguei à Imperatriz. Fui conhecer o Boteco do Frei, que fica nas imediações da Beira Rio, o point mais famoso da capital do Maranhão do sul.

Falava da Avenida Beira Rio, mas quem entendeu que era do Boteco, o faz certo, que o point agora é ali.


Vista parcial e escura da fachada do Boteco do Frei. Foto: Lena Machado

Dei sorte: o prato musical do dia eram a voz e o violão de Lena Garcia e o violino de Jr. Schubert, amigos que há tempos não via. Música popular brasileira com tempero pop. De Cazuza a Erasmo Dibell, de Milton Nascimento a Renato Russo.

Cerveja gelada, a companhia dos amigos de trabalho, que essa rota gastronômica ainda não se paga e eu preciso aproveitar as horas do ócio para lhes recomendar roteiros (a ideia é que este GPS etilírico-gastronômico seja atualizado de vez em quando, com minhas passagens por botecos diversos, aqui e acolá; aqui uma espécie de texto-teste de estreia. O que os poucos-mas-fieis leitores acham da ideia?).


Cardápio musical da noite: Lena Garcia e Jr. Schubert e sua MPopB . Foto do blogueiro

A presença do amigo Marcos Franco, um dos sócios proprietários, dando suas bebericadinhas em serviço. Contou das ideias, dos sonhos, dos projetos, papo rápido – ele que eu também já não via há um tempinho. Das vontades, inclusive, de levar bons nomes da Ilha até aquela confraria de boa música recém-instalada.


Marcos Franco entusiasma-se com as boas possibilidades do Boteco do Frei. Foto do blogueiro

É bastante comum hoje em dia conhecermos pessoas antes pela via virtual e depois pessoalmente. Agora acontece também com botecos. Já conhecia o Boteco do Frei de seu site, sempre atualizado, a vantagem de ser um dos sócios, jornalista – o já citado Marcos Franco. Boteco que também pode ser seguido pelo tuiter e facebook.

A decoração, um charme, citando em imagens ou frases Drummond, Raul Seixas, a Mafalda do Quino, a Graúna do Henfil, Guevara, Jackson do Pandeiro, Jim Morrison, Roberto Carlos, Chico Buarque, Janis Joplin, cartazes de filmes como A marvada carne, Carandiru, O Mephisto, Cidade de Deus e Madame Satã. E a frase certeira de Belchior: “sempre desobedecer/ nunca reverenciar”.

Se isso é dar uma lufada de novidade ao em geral monótono cenário da noite imperatrizense, longa vida ao Boteco do Frei!

O sol do meio dia

Após um crime passional, Artur parte em uma viagem em busca de sua redenção. Ele conhece Matuim, dono de uma velha embarcação, de personalidade bastante diferente da sua. Eles iniciam a viagem pelo rio, mas logo são obrigados a seguir por terra. É quando conhecem Ciara, que se dirige à cidade de Belém. Os três formam um triângulo amoroso, que desperta em Artur lembranças do crime por ele cometido.

Sinopse d’O sol do meio dia, de Eliane Caffé, em cartaz até o dia 14 no Cine Praia Grande (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Praia Grande). Os ingressos custam R$ 10,00 (R$ 5,00 para estudantes com carteira).

Para quem não lembra ou “não se liga nessas coisas”, Eliane Caffé é a mesma diretora de Narradores de Javé.

Tribo do Pixixita

Uma constelação de primeiríssima grandeza da música do Maranhão se reúne neste sábado, no Creóle Bar, em homenagem ao saudoso músico José Carlos Martins, mais conhecido como Pixixita: Célia Leite, Cesar Teixeira, Chico Maranhão, Chico Nô, Chico Saldanha, Erivaldo Gomes, Flávia Bittencourt, Joãozinho Ribeiro, Josias Sobrinho, Lenita Pinheiro, Nosly, Sérgio Habibe e Tutuca, fora os que pintam para homenagear o mestre sem confirmar presença antes.


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Os ingressos custam R$ 10,00 e a festa começa às 20h30min. O vídeo abaixo dá uma ideia do que foi a edição de 2009 do tributo: