DUAS TARDES MEMORÁVEIS

Numa Praia Grande com cara de abandono – ontem não havia luz na Praça Valdelino Cécio e arredores, por exemplo, e soube que o quadro não é recente – sentamos, eu e Eduardo Júlio, para dividir umas cervejas após o término das atividades do Rumos Itaú Cultural em São Luís.

O papo com o poeta e jornalista, grande amigo e figura queridíssima, versou por literatura, música, boemia e outras “inutilidades”, afinidades e comentários sobre os mini-cursos que havíamos assistido – eu, mais ou menos, dividindo-me entre (tentar) ser “aluno” e assistente de produção – ontem (28) e anteontem.

O instituto presenteou – literalmente: as atividades eram gratuitas – os muitos muito interessados com dois cursos e tanto – nada tinham de “mini”, a não ser a duração – que vão ecoar na cachola por muito tempo: Literatura na era digital com a fofíssima Heloísa Buarque de Hollanda, e Crítica e ficção no Brasil: uma leitura do presente, com o simpaticíssimo Flávio Carneiro, ambos bastante competentes, habilidosos e bem-humorados.

Não pude assistir os cursos na íntegra, ocupado com outros detalhes, mas o que vi e ouvi agradou bastante, não à toa os “cursistas” elogiando tanto os “professores” – “coisas assim deviam acontecer mais vezes por aqui”, houve quem pedisse, como houve quem me agradecesse pelo simples fato de eu ter informado do curso. Não fiz mais que minha obrigação: é dever divulgar o que é bom.


[Fotoscas: Zema Ribeiro]

O Auditório Rosa Mochel, no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, respirou literatura – e crítica – de qualidade, nas últimas terça (27) e quarta-feira. O público era formado em grande parte por conhecidos, entre alguns amigos queridos, uns poucos mas fieis leitores deste blogue – quer incentivo melhor para continuar escrevendo aqui? – e outros e outras que ali tive o prazer de conhecer. Fiz um monte de novos amigos, poderia dizer.

Não contarei mais dos cursos por que apesar de terem duração média de quatro horas e meia, foram mais que intensos em seus conteúdos, Heloísa e Flávio dominando os assuntos, mas sem aquele distanciamento entre o “professor sabe tudo” e o “aluno sabe nada”. Ambos são professores, o que lhes dá traquejo de sobra para conduzir os agradáveis bate-papos – eis a tradução do que são, de fato, os mini-cursos. A quem perdeu, resta esperar nova oportunidade, que a turma, satisfeita, espera que não demore.

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JOÃOZINHO 55

Feliz com o presente antecipado que lhe deu seu Botafogo ao conquistar o campeonato carioca, o poeta e compositor Joãozinho Ribeiro completa hoje 55 anos de vida e arte – nele inseparáveis – sempre dedicados às boas causas, às coisas que acredita, como reza a letra de uma de suas canções. O artista militante encontra-se em Brasília, onde atualmente integra a equipe do Ministério da Cultura, e à distância recebe o abraço do blogueiro e os votos de muitas felicidades e conquistas.

Ainda em 2010 Joãozinho Ribeiro deverá lançar uma segunda edição de seu esgotado Paisagem feita de tempo (2006), além de apresentar show comemorativo pelos seus 30 anos de música, completados ano passado.

O GÊNIO ADONIRAN

No meio do corre corre, roubando tempo para ler a volumosa, detalhista e agradável Adoniran – Uma biografia, que conta a trajetória do saudoso sambista, símbolo de São Paulo com seu Trem das onze e tantos outros sucessos.

O livro do jornalista Celso de Campos Jr., publicado originalmente em 2003, ganhou “nova edição, revista e ampliada”, como se anuncia na capa, ano passado, às vésperas do centenário de Adoniran Barbosa (João Rubinato no batistério, 1910-1982).

Trabalho de fôlego, a biografia mergulha profunda (e cabe repetir: detalhista), na porção “homem de rádio” adonirânica. O livro revela muito: mais conhecido por músicas que todo mundo sabe cantar, como o citado Trem das onze, Saudosa maloca, Iracema, Samba do Arnesto e muitas e muitas outras, já quase de domínio público, não pelo tempo de seu falecimento, mas por serem cantadas infinitamente em qualquer roda de samba que se preze, Adoniran Barbosa teve atuação destacada e importantíssima no rádio, televisão e cinema brasileiros.

Mas melhor não me adiantar muito sobre o livro que ainda não acabei de ler. Tão logo o conclua, volto aqui para compartilhar outras impressões com os poucos mas fieis leitores deste blogue.

Por enquanto, deixo-os com duas provas do raro talento do biografado. No primeiro vídeo, Adoniran Barbosa atua em um comercial de cerveja, valendo-se de jargão que acabou virando clássico à época (vá lá, atire a primeira pedra o boêmio-leitor que nunca o usou, mesmo hoje em dia); no segundo, divide a mesa do boteco e o passeio com Elis Regina, enquanto desfilam as clássicas Iracema, Samba no bixiga e Saudosa maloca.

VILA DE SARTORI

Compositores mogianos ganham de Mateus Sartori belas interpretações para suas obras, em Barroco, disco que inaugura o projeto Vila de Sant’Anna.


[Barroco. Capa. Reprodução]

Paulista de Franca, Mateus Sartori é cantor de raro talento ainda não descoberto pelo grande público. Em 2007 dedicou o ótimo 2 de fevereiro ao repertório de Dorival Caymmi (1914-2008), disco em que cantava acompanhado apenas de violonistas, um time de primeiríssima linha que incluía nomes como Chico Saraiva, Edmilson Capelupi, Guinga, Mário Gil, Paulo Bellinati e Webster Santos, entre outros.

Barroco [2009, independente, R$ 15,00, com frete incluso, pelo site Vila de Sant’anna], seu terceiro disco – estreou em 2006 com Todos os cantos – inaugura o projeto Vila de Sant’anna, cujo propósito é o registro de compositores de Mogi das Cruzes, onde Sartori passou a viver ainda na infância. A ideia surgiu em 2003, quando o cantor apresentou o espetáculo Cenas lá de casa, com repertório exclusivo de compositores nascidos em “rio das cobras” – significado do termo indígena que batizou a Vila de Sant’Ana de Mogi das Cruzes, surgida em 1601 –, os mogianos.

A pesquisa de Sartori já ultrapassa 400 títulos, dos quais 12 estão registrados em Barroco, que tem realização, produção, direção musical e projeto gráfico assinados por ele mesmo, que divide os arranjos com o violonista Jardel Caetano (outro nome em 2 de fevereiro). O dinheiro arrecadado com as vendas dos discos do Vila de Sant’anna será usado na gravação de outros títulos do projeto.

Singela, a torre da Igreja Matriz Nossa Senhora de Sant’Anna bem traduz o agradável clima do que se ouve em Barroco, com destaque para os sambas clean selecionados por Sartori entre o vasto material acumulado. Além de sua voz – é um disco de intérprete – sobressaem-se violões (sobretudo os de Jardel Caetano), em registros enxutos, embora o artista não se repita. Há percussão, mas ela é sutil, e flautas, bandolins, cavaquinhos, contrabaixos e acordeom aparecem aqui e acolá.

Cabe frisar que as composições registradas em Barroco têm em Mogi das Cruzes apenas um recorte geográfico, não temático. Não é um disco realizado, por exemplo, para reverenciar a cidade, ou não apenas para isso – a única faixa, aliás, que cita Mogi explicitamente é a que encerra o disco, Samba no pé, sertão no sangue e Mogi no coração (Paulo Henrique (PH)/ Pedrão/ Carlinhos Sampaio/ Roberto Ribeiro), samba-enredo que homenageia Luis França, personagem do carnaval que segundo a letra, veio da Paraíba para Mogi das Cruzes.

[E essa saiu ontem, 25/4/2010, na Tribuna Cultural, Tribuna do Nordeste. Quer dizer, essa e a abaixo, devem ter saído ontem e domingo passado: não cheguei a ver os jornais]

SÓ O AMOR CONSTRÓI

[Comentariozinho sobre o novo disco de Kléber Albuquerque (e sua Miniorkestra de Polkapunk) publicado domingo passado, 18 de abril, na Tribuna Cultural, Tribuna do Nordeste]

ECLÉTICO, SIM! HERMÉTICO, NÃO!

Quinto disco do artista passeia com desenvoltura por diferentes gêneros, confirmando-o como um dos mais versáteis e talentosos da música brasileira contemporânea.


[Só o amor constrói. Capa. Reprodução]

Compositor, cantor e instrumentista, Kléber Albuquerque, paulista de Santo André, se junta à Miniorkestra de Polkapunk – André Bedurê (contrabaixo), Estevan Sinkovitz (guitarra, bandolim), Gustavo Souza (bateria, lateria) e Paulo Souza (serrote) – para confirmar ser um dos mais interessantes artistas da música brasileira surgidos nos últimos tempos – estreou em disco em 1997, com um álbum cujo título leva o número de seu RG. Em Só o amor constrói [Sete Sóis/ Tratore, 2009, R$ 24,80], passeia eclético por gêneros e parceiros, entre inéditas e releituras, autorais ou não.

A faixa-título, de clima abolerado, tem forte apelo popular. Não chega a brega, embora não negue as influências e assim possa soar para alguns, e conta com trechos do livro Amor, estreia do ótimo escritor André Sant’anna (também autor, entre outros, de Sexo e O paraíso é bem bacana), declamados pelo próprio – que reaparece na faixa Já não tenho medo.

Também merecem destaque, entre as inéditas, o pós-samba Seis horas (parceria com Adolar Marin), Cala frio (parceria com o poeta Isac Ruiz), balada triste entoada pela voz solitária e belíssima de Renato Braz, e o rock Sete faces (parceria com Chico César). Entre as releituras, Esquadros (Adriana Calcanhotto) vira um ska aceleradíssimo, Logradouro (parceria com Rafael Altério) lembra a gravação original do compositor, em seu O centro está em todas as partes (2003), Dia de estrelas (parceria com Élio Camalle), já registrada por Rubi em Paisagem humana (2006), Futebol para principiantes – gravada pela baiana Márcia Castro em Pecadinhos (2007), sua estreia – aproxima-se da bossa nova, e Tevê, parceria com Zeca Baleiro, já registrada pelo maranhense em O coração do homem-bomba (2008).

O projeto gráfico do disco é assinado pelo próprio compositor, todo composto por prosaicas fotografias tiradas com telefone celular. Dono de timbre único, com sua voz docemente “estranha”, Kléber Albuquerque está longe de ser um poeta do óbvio, embora sua obra não seja hermética – eclética, sim!, no bom sentido – e bem pudesse tocar no rádio, por estas plagas e além.

TODO DIA É DIA DE CHORO!

Hoje é o Dia Nacional do Choro. A data é comemorada em todo o Brasil desde 2001. A Lei que o institui, de nº. 10.000, foi sancionada em 4 de setembro de 2000. Na data, em 1897, nasceu Alfredo da Rocha Viana Filho, ninguém mais ninguém menos que Pixinguinha, um dos maiores gênios da música brasileira já surgidos em todos os tempos, na foto entornando mais uma, ladeado por Donga (E) e João da Baiana. Um brinde, seu Pixinga!

Carinhoso, Rosa, Lamentos e Um a Zero, para citar apenas alguns, estão entre os maiores clássicos de autoria do maestro, homenageado pela Portela, no carnaval de 1974 – Pixinguinha falecera no ano anterior – com o samba O mundo melhor de Pixinguinha (Pizindim), de Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha. A escola carioca levou o segundo lugar.

A exemplo de outros anos, o Dia Nacional do Choro não passará em brancas nuvens em São Luís, em 2010. Professores e alunos da Escola de Música do Estado do Maranhão Lilah Lisboa de Araújo preparam homenagem a Pixinguinha e outros bambas do gênero com apresentação musical gratuita na Praça Valdelino Cécio (Praia Grande), entre 18h e 19h30min. Não dou detalhes do “serviço” por não os ter.

Na EMEM, cabe lembrar, surgiu o Instrumental Pixinguinha, originalmente formado pelos professores da casa Domingos Santos (violão sete cordas), Juca do Cavaco, Nonatinho (pandeiro), Raimundo Luiz (bandolim) – hoje diretor da instituição – e Zezé Alves (flauta). Foi o primeiro grupo maranhense a ser registrado em disco – Chorinhos maranhenses (2006) –, onde gravaram somente obras de chorões maranhenses, entre temas autorais e composições da velha guarda do choro maranhense, muitos infelizmente já nem mais entre nós.

Outra celebração do Dia Nacional do Choro na capital maranhense acontece em frente à praça-palco da EMEM: no Restaurante Cantinho da Estrela (Rua do Giz, 175), o Regional Feitiço da Ilha, que tradicionalmente anima as noites de sexta-feira da casa com o melhor do samba e choro brasileiros, preparou para hoje uma homenagem especial a Pixinguinha. O grupo, formado por Chico Nô (voz, violão, percussão), Domingos Santos (violão sete cordas), Juca do Cavaco e Vandico (percussão), receberá diversos convidados para juntos lembrarem o aniversariante do dia, no show Saravá, Pixinguinha!.

O Clube do Choro Recebe, por motivos de força maior, viu-se obrigado a suspender o já tradicional sarau realizado aos sábados, há quase três anos – atualmente tendo como endereço a Associação do Pessoal da Caixa (APCEF), no Calhau. O que não significa que o Clube do Choro do Maranhão não dê a devida atenção ao mais brasileiro de todos os gêneros musicais, motivo maior de sua existência.

Pintar o rosto de crianças em escolas no Dia do Índio certamente não demonstra preocupações maiores com as questões indígenas. “Todo dia era dia de índio”, como já dizia Jorge Ben. Todo dia é dia de choro!, hoje mais que nunca, basta uma rápida olhada nas agendas culturais da Ilha. Celebremos Pixinguinha e todos os chorões brasileiros. Todos os dias.

ITAÚ CULTURAL REALIZA MINICURSOS EM SÃO LUÍS

O Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho (Rua do Giz, 205, Praia Grande) será o palco de dois minicursos que o Itaú Cultural realiza semana que vem em São Luís.

Heloísa Buarque de Holanda ministrará o minicurso Literatura na era digital, em que abordará questões como o impacto da internet e novas tecnologias na produção literária. No outro minicurso, Crítica & ficção no Brasil: uma leitura do presente, Flávio Carneiro discutirá questões como o exercício da crítica literária para a literatura que se está produzindo hoje no país no campo da ficção.

Os minicursos acontecem terça (27) e quarta-feira (28), sempre das 14 às 19h. As inscrições, gratuitas, já estão abertas e interessados em participar podem fazê-la exclusivamente pelo e-mail rumos.sl@gmail.com, informando nome completo, telefone, e-mail e o dia da atividade de interesse (quem desejar pode participar dos dois dias). Professores e/ou estudantes universitários devem indicar ainda a faculdade e o curso.

As vagas são limitadas: 50 por dia. O Itaú Cultural fornecerá certificados a quem cumprir pelo menos 75% da carga horária.

Para maiores informações: Ponte Aérea SL, site ou blogue do Rumos.

SÁBADO DE DIVA

Para ajustes, o já tradicional sarau do Clube do Choro Recebe não será realizado neste sábado, 24. Célia Maria, que se apresentou por lá na mais recente edição do projeto, canta, na data, a partir das 22h, no Marisco. Ótima pedida! Não sei que grupo irá acompanhá-la, mas fosse para sair de casa e ouvi-la à capela, já valeria a pena.

É HOJE!

Não sou afeito a boates. Visitei poucas, poucas vezes na vida. É quase zero mesmo minha frequência nesse tipo de estabelecimento.

De DJs tenho minhas reservas. Como tenho em relação a qualquer classe artística. Não gosto de certos DJs como não gosto de determinados cantores, compositores, escritores, pintores (e tudo isso no feminino também) etc.

Na véspera da sexta-feira santa, marquei com a esposa e mais uma turma de amigos uma ida à Santa Levada, festa que teria três DJs no Line Up, no Cantinho da Estrela (restaurante localizado na Rua do Giz, 175, Praia Grande, em frente à Praça Valdelino Cécio).

Antes de sair de casa, disse à mulher algo como “não se zangue se eu não quiser dançar, não estou me sentindo muito bem” etc. Era verdade: eu estava numa moleza de começo de gripe terrível, sentia o corpo febril e a garganta ardia. SMSs trocados com a turma de amigos que já estava lá, avisavam-nos: “não demorem, aqui tá muito bom!”. Não vacilamos e logo nos juntamos a eles.

Teimosa e irresponsavelmente, não me contive ao chegar ao restaurante (que naquela noite tornou-se boate, mas não uma qualquer, uma em que eu voltaria), com a festa já começada: long-necks começaram a me refrescar a garganta e a boa qualidade da música tocada me fizeram esquecer a doença. Ou a doença me esquecer, sabe-se lá (ao menos durante a festa, já que no outro dia amanheci pior e de ressaca, embora contente). Dancei, pulei, cantei gritando as letras das músicas que eu conhecia, embora ninguém me ouvisse (isso era o que menos importava).

Em frente ao palco, o salão, livre para quem quisesse dançar. Nós, cerca de oito, nos espremíamos ao redor de uma mesa, as mulheres sentadas, os homens em pé. Encontrei vários conhecidos e tentei cumprimentar a todos, inclusive dois dos três DJs daquela noite: Franklin e Pedro Sobrinho. O time era completado por Zod, vindo direto do Rio de Janeiro. A minha ideia era entrevistá-los após a festa (que teria reprise no Creóle, no sábado de aleluia), o que acabou não rolando (a entrevista; a festa rolou, não rolou fui eu ir vê/ouvi-los novamente). Acabei também não escrevendo sobre a festa, e não faço isso agora.

Wilson Simonal, Elza Soares, Jorge Ben, Rita Ribeiro (que esteve pessoalmente no recinto), Erivaldo Gomes, Manu Chao, Tanga de Sereia, Nação Zumbi e muito mais que eu não conhecia e/ou não conseguia identificar e/ou lembrar agora fizeram a noite da galera. Já de madrugada, conversávamos com Franklin do lado de fora. Bruno: “Faltou Tim Maia…” Franklin: “Eu vou tocar agora!”, re-adentrando o Cantinho da Estrela, quase quatro da manhã.

Uma festa e tanto para uma infelizmente decadente Praia Grande, agora invadida por pagodes-bunda de péssimo gosto, moleques de preto e afetados em geral. Brincadeira recorrente, corria à boca miúda, entre os simpatizantes do samba e choro, eu, um deles, ouvi: “Tá bom de Dadá largar esse negócio de samba e choro de mão… não tá vendo a casa cheia? O lance é boate!”. Dadá, para quem não conhece, a proprietária da casa.

Bueno, logo mais (vide e-flyer abaixo) Franklin e Pedro Sobrinho se juntam a Josy D’Jah para mais uma festa que promete muito! Bóra?

TRI-LHAS

Encerram-se neste domingo, 18, as inscrições para a oficina Trilhas e tons – Teoria musical aplicada à música popular, que será ministrada pelo cantor, compositor e violonista Nosly (foto: divulgação).

A oficina acontecerá na Escola de Música do Estado do Maranhão Lilah Lisboa (Rua da Estrela, 363, Praia Grande), de 19 a 30 de abril, das 15h às 17h, com carga horária de 20h. É destinada a músicos práticos, profissionais ou amadores, e pessoas que queiram conhecer o universo teórico musical para execução de um instrumento ou adquirir conhecimentos sobre teoria musical e seus princípios básicos.

Serão oferecidas 20 vagas e os participantes receberão certificado. A inscrição custa R$ 120,00. Maiores informações e inscrições pelos telefones (98) 3218-9941 e/ou 8832-6845.

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FELIZ ANIVERSÁRIO!

Compositor, poeta, jornalista e meu grande ídolo e amigo, o genial Cesar Teixeira (acima visto no clique da cantora-fotógrafa-multimídia-e também amiga Lena Machado) completa hoje 57 anos. Este blogue não poderia deixar de registrar e mandar-lhe os parabéns.

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PAUL POR PAULO

O radialista, guitarrista e compositor (vocalista da Mr. Simple) Paulo Pellegrini apresenta tributo ao beatle Paul McCartney neste sábado, no Marisco (Lagoa).

CINE LABÔ: É SHOW!

Documentários musicais têm feito sucesso em festivais Brasil afora (e como era de se esperar e para não deixar o blogueiro de ser chato, pouca coisa tem chegado aqui). Para lembrar de uns poucos exemplos recentes, cito, de cabeça, Loki, sobre o mutante Arnaldo Baptista (sobre o que já escrevi aqui), Um morcego na porta principal, sobre o gênio Jards Macalê (sobre o que ainda escreverei) e um sobre o eterno malandro Bezerra da Silva (esse ainda não vi, só ouvi falar).

Neste domingo, às 19h, o Cineclube Laborarte (Rua Jansen Müller, 42, Centro) exibe seis curtas, todos abordando personalidades importantes da música brasileira. A sessão é gratuita e o repertório, finíssimo. Abaixo as sinopses que recebi por e-mail (clique nos títulos e leia maiores detalhes no site da Programadora Brasil).

Tim Maia [RJ, 1986, Doc, 14min] Genial, controvertido, maluco, Tim Maia era uma figura especial, renovadora e talentosa da música brasileira. O filme, numa linguagem antiacadêmica, mistura seu papo com sua música, deixando a montagem fluir no swing de Tim.

Walter Franco, muito tudo [SP, 2000, Doc, 25min] Documentário sobre o poeta e compositor paulista Walter Franco.

Mutantes [SP, 1970, Experimental, 7min] Uma brincadeira mutante improvisada por Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee – Os Mutantes -, num dia único pelas ruas de São Paulo.

Carioca, suburbano, mulato, malandro – João Nogueira [RJ, 1979, Doc, 13min] Documentário sobre João Nogueira, cantor e compositor popular do Rio de Janeiro.

Heitor dos Prazeres [RJ, 1965, Doc, 14min] Memórias do sambista popular e pintor primitivista Heitor dos Prazeres, em seu ateliê na Cidade Nova, bairro em decadência do Rio de Janeiro, mas ainda vivo nos sambas, nos quadros e nas recordações do artista.

Hermeto campeão [SP, 1981, Doc, 35min] Hermeto Pascoal é incontestavelmente um dos maiores músicos brasileiros. O filme evoca a inspiração, a maneira de compor e os pontos de vista de Hermeto Pascoal sobre a fama, o dinheiro e o trabalho. Hermeto Pascoal toca com os sapos e compõe com as abelhas. Os componentes do conjunto dão um pequeno depoimento sobre o que é trabalhar com ele.