A OITAVA DOSE

de bom humor: Tulípio número 8 já nos bares. Pena que ainda não em São Luís. Você, dono de bar, de cervejaria, de depósito de bebidas, de restaurante, você interessado em produtos de qualidade, em bom humor, em divulgar sua marca: que tal trazer o Tulípio pra tomar umas com a gente? A revista já chega até Belém/PA. Que tal fazê-la chegar à Ilha? A distribuição é gratuita e a diversão, garantida. Neste número, o filósofo (de botequim) Sócrates, o cartunista Nani e o compositor Aldir Blanc (da dupla, sertaneja não!, com João Bosco).

Leitores de São Luís, que tal uma manifestação pró-Tulípio-cá?


[Capa do número 8 de Tulípio. Reprodução]

+: aqui, aqui e aqui.

OS NOVOS RUMOS DA CULTURA NO BRASIL

Como garantir o direito à cultura?
O Estado é fundamental. No entanto, o Estado brasileiro tem um déficit de legitimidade. Depois de um longo período de autoritarismo (eu chamo até, pejorativamente, de “arenga” neoliberal), o Estado deixou de ter importância, caducou. As responsabilidades sociais eram repassadas para a sociedade e as necessidades satisfeitas pelo mercado. A crise americana aponta que nem o capitalismo, nem o mercado são capazes de sobreviver sem a regulação do Estado. A realização de direitos tem no Estado o avalista e o impulsionador. Uma política pública de cultura tem a dimensão do Estado. Não no sentido de substituir a autonomia da sociedade, de dirigir, de definir estéticas, nem opiniões, mas para criar o ambiente favorável e de plena liberdade.

(…)

Uma de suas metas é atingir 1% do orçamento da União para a Cultura. Houve, sem dúvida, um crescimento, só que nós estamos hoje com 0,6% e a ONU recomenda ao menos 1%. Quais os principais empecilhos para se atingir isso?
Não há consciência da funtamentabilidade da cultura. Quando se pensa em desenvolvimento, se fala das necessidades materiais. Agora que o Brasil está incorporando que a educação é um componente básico. Mas a cultura não é entendida como necessidade. A elite política e econômica, a opinião pública ainda vêem a cultura como algo supérfluo e, portanto, pode ser tratada, como dizia Gil “como a cereja do bolo”.

O senhor tem feito críticas à lei Rouanet. Quais os planos futuros para a lei?
Nós vamos mudar a lei Rouanet. Chegou a hora. A lei Rouanet gerou uma distorção monstruosa, eu diria várias distorções e é uma hipocrisia contábil. Um imposto devido, que é um dinheiro público, ou seja, um imposto que entraria no caixa do governo, deixa de ser pago para ser aplicado na cultura. Os proponentes apresentam projetos ao Ministério, que os avalia. Quando um projeto é aprovado na lei, o produtor cultural sai em busca do dinheiro e fala com os responsáveis pelo departamento de marketing das empresas para que se associem e financiem seu projeto. Pois bem. O Ministério desenvolveu no período do governo Lula, na gestão do ministro Gil, um critério público de abordagem desses projetos cada vez mais restringindo o uso de puro marketing por parte das empresas, porque tinha isso: livro de propaganda de supermercado, livro-brinde anual de empresa, tudo isso feito com a lei Rouanet.

A lei é permissiva?
A lei é muito permissiva para o marketing empresarial. Um dinheiro público é disponibilizado, o Ministério aprova um conjunto de projetos e menos de 20% consegue captar. O problema é da lei. A empresa quer um retorno de marketing, um retorno de imagem. O retorno de imagem é dado por quem? Artistas consagrados, ações e projetos culturais e artísticos que tenham a ver com a parcela dos brasileiros que têm poder aquisitivo. Então substitui o conceito de cidadão, onde todos são iguais, pelo conceito de consumidor, onde vale mais quem tem poder aquisitivo.

Quem merece e precisa fica de fora…
Manifestações culturais importantíssimas para o Brasil, mas que estão vinculadas a segmentos de pobre, não têm acesso. Artistas de vanguarda que estão construindo linguagem, investindo em modernização da linguagem também não têm acesso porque contrariam o gosto e podem chocar. Um artista me disse que o departamento de marketing quis mudar o final de uma peça de um autor clássico porque achou que aquilo era muito pessimista e poderia prejudicar a imagem da empresa.

O que vai mudar?
Primeiro vai mudar isso: o principal mecanismo não pode ser mais a renúncia fiscal. O Estado manifesta sua responsabilidade com a cultura a partir do momento que define o percentual do bolo orçamentário. Portanto, nós queremos no mínimo 1% da participação no orçamento. Quando as Nações Unidas recomendam no mínimo 1%, demonstram uma preocupação em não gerar despesa. Se o bolo orçamentário é definido, o manejo desse bolo, definindo um percentual para a cultura, é o importante. Mesmo em um momento de contração do bolo orçamentário, por exemplo, pode ser que a conjuntura dessa crise financeira obrigue uma redução nas despesas do Governo Federal. Esse mínimo acompanha sempre, seja em um momento de expansão ou de contração. Mas 1% ainda é muito pouco do total do investimento no desenvolvimento da sociedade. Por isso que nós fixamos no indicador percentual e não em termos númericos absolutos.

(…)

Produtos financiados pela Lei Rouanet, muitas vezes, chegam ao mercado consumidor com um preço alto…
Toda vez que entrar dinheiro público, precisa aumentar a taxa de acessibilidade para o consumidor. Ou seja, será necessário baratear o produto para maior acesso da população. Nós faremos isso no futuro e será uma ousadia. Por exemplo, o fato do Cirque du Soleil ter sido financiado pela lei foi legal, não foi cometido nenhum erro pelo MinC do ponto de vista legal, mas do ponto de vista de legitimidade cometeu. Se não me engano, foram utilizados cerca de 7 milhões [7,1 milhões liberados dos 9,4 autorizados; fonte: site MinC] para financiar a vinda do circo para o Brasil e não implicou em uma redução do custo da entrada. Ou seja, não ampliou o acesso. Isso não pode acontecer. Nós estamos pactuando com o Ministério da Educação e eles estão nos ajudando. Se um livro, um filme ou uma obra são financiados com dinheiro público, sem prejudicar a vida comercial daquele produto, por que eles não podem ser disponibilizados para uso na educação pública? É preciso pagar novamente pelo direito de usar esses produtos na educação. É um escândalo.

(…)

*

Juca Ferreira metendo o dedo na ferida. Acima, trechos da entrevista que o Ministro da Cultura deu à Cult 130 (capa: Goethe). Há outros trechos aqui. A íntegra da entrevista pode ser lida na versão impressa da revista.

TRIBUNA CULTURAL: ESTRÉIA

Estreei ontem (23), na página 7 do Tribuna do Nordeste, a coluna Tribuna Cultural, que repetirá a experiência que já tive em outros jornais em São Luís: vou resenhar discos e livros (e às vezes filmes e peças etc.) semanalmente, aos domingos.

Espero sinceramente que essa coluna tenha vida mais longa que as anteriores e, quando/se acabar, que seja em paz. Patrocinadores interessados, fineza fazer contato. Abaixo, reproduzo a primeira colaboração para o matutino da São Pantaleão. A CB, que me trouxe o disco, meu muito obrigado e um grande abraço!

TRIBUNA CULTURAL
por Zema Ribeiro

QUANDO A FORÇA ESTÁ NA MÚSICA

Saravá Discos, selo de Zeca Baleiro, relança o antológico Cabelos de Sansão, estréia do cearense Tiago Araripe.

Além do coelhinho azul da Mônica nas histórias de Maurício de Souza, Sansão é o personagem bíblico cuja força vinha dos cabelos. Outro personagem importante recém re-descoberto é Tiago Araripe, compositor cearense cuja estréia Cabelos de Sansão (Saravá Discos, 2008, R$ 15,00 pelo site http://www.saravadiscos.com.br), originalmente um LP lançado em 1982 pela Lira Paulistana, é devolvido ao público pelas mãos do incansável Zeca Baleiro.

O disco, aliás, foi o segundo lançado por aquela gravadora: o primeiro foi o hoje lendário Beleléu, Leléu, Eu, de Itamar Assumpção, que participa dos vocais no trabalho de Tiago Araripe, que sozinho ou em parceria assina todas as faixas de Cabelos de Sansão – a exceção é Asa Linda, versão de Augusto de Campos para Little Wing, de Jimi Hendrix.

Cantor de voz ímpar, veludo, o magricelo cabeludo nu cavalgando um leão num céu chamou a atenção de Zeca Baleiro, numa viagem ao Rio de Janeiro, quando o maranhense era ainda um estudante de Comunicação. Sem nunca ter ouvido ou sequer ouvido falar em Tiago Araripe, arriscou levar o disco para casa e 26 anos depois re-apresenta o compositor que soube por no mesmo balaio sonoro, forró, rock, maracatu, doses certas de eletrônica, lirismo, acidez, irreverência, belas letras e canto, além de um time de instrumentistas de primeiríssima grandeza: Luiz Brasil (guitarra, violão), Cid Campos (bateria), Mané Silveira (saxofone), Tetê Espíndola (vocal), Oswaldinho do Acordeon e Tony Osanah (gaita), entre outros.

Hoje, nem tão magro assim, o cantor, compositor e publicitário Tiago Araripe é um senhor de óculos e sem cabelos. Quando ouvimos seu Cabelos de Sansão é impossível entender o porquê de, até aqui, o artista ter cumprido injustamente o papel de “primo pobre” da Lira Paulistana: o disco está à altura das geniais criações de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. À Saravá só nos resta agradecer por devolver-nos este importante clássico da música popular brasileira.

MAIS

No blogue http://www.cabelosdesansao.blogspot.com é possível ler textos de Tiago Araripe sobre o processo de “devolução ao público” do antológico Cabelos de Sansão, além de depoimentos sobre a obra, de figuras como Tom Zé, Décio Pignatari, Augusto de Campos, Wilson Souto Jr. (produtor do disco), Vânia Bastos, Tetê Espíndola e Nelson Augusto, entre outros.

CEUMARAVIA, CEUMARAVIÁ!*

(anotações sobre o show de Ceumar, sexta-feira, 14, no Espaço Armazém)

O trânsito não estava fácil. Trânsito caótico é dessas coisas ruins de cidade grande que São Luís já tem. Forquilha. Um estúdio e uma cópia do disco de Gildomar Marinho. A estréia que está sendo gravada. Olho de Boi, finalmente, moçada!

Baixei as faixas num computador e me mandei pro Espaço Armazém. Havia marcado com Ceumar na passagem de som. Na porta, encontro Gilberto Mineiro. Lá dentro já estava Luiz Cláudio, o percussionista do Choro Pungado que tocou em Dindinha, a estréia da mineira.

Ceumar reconheceu-me, eu completamente diferente da última vez em que nos vimos. Eu havia ido armado com minha péssimáquina fotográfica. Deixei-a quieta num dos bolsos da mochila. A mineira ganhou um pandeirão do percussionista e já convidou-lhe para tocar, na apresentação de logo mais à noite. Sem ensaio. Tomei a liberdade de sugerir que fizessem um número, os três juntos, eles dois e Josias Sobrinho, anunciado como convidado especial da noite, compositor de quem Ceumar gravou duas músicas em sua estréia.

Ela pediu-me desculpas: o cd de Gero Camilo (sim, o ator!) – compositor também gravado pela moça de Itanhandu – que eu havia pedido para ela trazer-me, havia ficado. “Mando depois por correio”. Sem problemas. “Ah!, depois tu vai fazer uma lista dos discos que tu quer que eu te mande”, ela provocou. “Sim, vamos nos falando”.

Passei-lhe a cópia da gravação de Gildomar, explicando que ainda estava tudo cru, mas que era para ela ter uma idéia do que seria: “queremos que você participe da sétima faixa dessa gravação, uma música chamada Ladainha da remissão”. Ainda conversamos um pouco, até descermos, eu e Luiz Cláudio, já conversando sobre o show – Loopcínico – que ele apresentará no encerramento da II Semana de Música do Maranhão (domingo, 23, Largo da Madre Deus, depois digo mais). Saí sem pedir duas coisas (mais) a Ceumar: para fazer uma fotografia com ela e que ela tocasse a Oração do anjo (parceria dela com Mathilda Kóvak) no show de logo mais. Da foto, receei recusa, era antes do show, sabem como é mulher, né? A canção, sei lá… Temi ficar sem mel nem cabaça, como se dizia antigamente, já que minha noiva é avessa a tietagens, autógrafos e similares.

Uma volta pela Praia Grande antes do show começar. Eu com dois pares de ingressos: os nossos e o de um casal amigo. O produtor havia recomendado que chegássemos cedo: o espaço era pequeno e certamente alguém iria assistir ao show em pé. Não fomos nós: conseguimos uma mesa, e enquanto o show não começava, conversávamos assuntos diversos, por vezes a conversa dos homens atravessando a conversa das mulheres e vice-versa.

Vez por outra me levantava para cumprimentar conhecidos – passei cópia de gravações do Choro Pungado para Luiz Cláudio entregar a Ceumar – e, reconhecendo o garçom, de outro bar, agora trampando ali, já dei um jeito de não ter que levantar para pegar fichas durante o show.

Não demorou muito para que Mário Jorge, o produtor local, subisse ao palco e anunciasse o projeto Armazém Acústico, cujo primeiro show seria aquele de Ceumar. A idéia é fazer uma série de shows com bons artistas, em geral não holofoteados pela grande mídia. Boa!

Ceumar subiu ao palco e falou da eterna confusão: gente até hoje pensando que ela é maranhense por conta da produção de seu primeiro disco, de Zeca Baleiro, e das gravações dela para músicas do produtor e do maranhense Josias Sobrinho. “É uma honra para mim ser também maranhense”, disse. Então mandou a primeira música da noite. Coincidência ou não era Oração do anjo. Dali em diante desfilou pérolas de todos os seus discos, incluindo um gravado ao vivo, a sair em 2009, só com músicas inéditas. O seu olhar (Arnaldo Antunes e Paulo Tatit), Dindinha (Zeca Baleiro), Cantiga (Zeca Baleiro), Achou! (Dante Ozzetti e Luiz Tatit), Pecadinhos (Zeca Baleiro), São Genésio (Tata Fernandes e Gero Camilo), Boi de haxixe (Zeca Baleiro), Galope rasante (Zé Ramalho), Avesso (Ceumar e Alice Ruiz), as inéditas cujos títulos ainda não sei. Com as participações de Luiz Cláudio e Josias Sobrinho, juntos ou separados, fez várias: Maldito costume (Sinhô), Gírias do Norte (Jacinto Silva e Onildo Almeida), As “perigosa” (Josias Sobrinho), Rosa Maria (Josias Sobrinho), Bacurau Pragueiro (Josias Sobrinho).


[Ceumar, Luiz Cláudio e Josias Sobrinho, interpretando algum dos cantos josíadas, homericlássicos da música brasileira. Foto: Zema Ribeiro]

Com Luiz Cláudio desceu do palco, Ceumar com um pandeiro, ele com outro, rodaram o salão cantando a última da apresentação. Tudo foi tão perfeito que o show não teve (e nem precisava de) bis.


[Luiz Cláudio e Ceumar rodam o salão aos pandeiros despedindo-se da platéia. Foto: Zema Ribeiro]

Solícita, a cantora cumprimentou a todos os que ainda terminavam de trocar as fichas quando voltou. Autografou discos, posou para fotos com quem quis, avisou-me: “espera que tenho um negócio pra ti lá no camarim”. Se ela havia esquecido o disco de Gero, o que poderia ser? A curiosidade matou o gato, eu que não sou um, sabia que não ia morrer. Pensei, pensei e não consegui matar a charada.


[o blogueiro tietando. Foto: Marília Oliveira]

Alguns minutos mais, Ceumar retorna, roupa trocada, e me presenteia com a gravação inédita de seu próximo disco. Só vou adiantar que é um belíssimo ao vivo, todo inédito em sua belíssima voz – Rubi já gravou Oração do anjo, daquele repertório. Mais, escrevo depois, quando o disco for lançado e os poucos-mas-fiéis leitores deste blogue também puderem ouvi-lo.

[*trocadilho com Maravia, música de Dilu Mello e Jairo José gravada por Ceumar em Sempreviva!]

SEMPRE IMPERDÍVEL!

Dindinha me olhava, seios à mostra, um sorriso escondido, os cabelos longos. Desconfiei. Era barato, arrisquei. Nunca tinha ouvido falar, mas vi nomes conhecidos: o produtor Zeca Baleiro, Josias Sobrinho, Chico César, Zé Ramalho, Luiz Gonzaga e outros. Levei Dindinha pra casa. Ela, que estava em boa companhia, carecia ser levada para a perdição.

Abri Dindinha, que já havia se juntado a uma pilha de discos que, graças a Deus, não parava de crescer (outras boas companhias). Gostei muito de tudo: do já citado time de ótimos compositores, dos instrumentistas – mais conhecidos, ao ler o encarte – e, sobretudo, da belíssima voz que mandava os versos de Baleiro: “‘divinha, o que primeiro/ vem amor ou vem dindim/ dindinha, dê dinheiro/ carinho e calor pra mim”. Paixão à primeira vista, à primeira audição.

Confesso que até hoje não entendi o porquê daquela loja de discos da Rua de Santana, que já nem existe mais, ter me vendido tão barato a estréia de Ceumar – assim foi também minha primeira experiência com Renato Braz: Ceumar de calças?, nossa estranha mania de eterna comparação. Ceumar, entre o céu e o mar de seu nome de batismo, uma infinitude de lindíssimo(s) canto(s).

Fato é que, de lá para cá, tenho acompanhado com bastante entusiasmo todas as invenções da moça: seus discos lançados – anotem aí: além de Dindinha (2000), Sempreviva! (2003) e Achou! (com Dante Ozzetti, 2006) –, não-lançados (orgulhosamente tenho alguns demos e gravações caseiras da mineira de Itanhandu), participações especiais em discos alheios (agora mesmo estamos trabalhando para que ela participe da estréia em disco de um grandessíssimo músicompositor maranhense, conto depois) e shows sempre que ela vem à São Luís – o último, já nem lembro há quanto tempo, com o paraense Nilson Chaves, no Circo Cultural da Cidade.

Amanhã (14), a partir das 22h, Ceumar apresenta show solo (voz e violão) no Espaço Armazém (Rua da Estrela, Praia Grande), com participação especial de Josias Sobrinho, que fará o show de abertura e cantará com ela As “perigosa”, composição do maranhense incorporada ao sempre ótimo repertório da mineira. Os ingressos custam R$ 30,00 e podem ser adquiridos no local. A produção é de Mário Jorge. São só 280 lugares, portanto, apressem-se!:

SACRAMENTOS

Se você mora em uma dessas cidades e lê este blogue, não perca, por nada, o show do Marcos Sacramento. Se você nunca ouviu falar nele, não se espante: rádios não tocam, tevês não mostram. Mas trata-se de um dos grandes intérpretes da música brasileira contemporânea. E isso, nem de longe, significa estar na moda. Se estivesse, é claro que rádios e tevês tocariam/mostrariam. E trocariam, quando o rapaz não mais servisse. Mas, amém, o trampo do cantor é outro. Seu repertório é de primeira desde o primeiro disco, e os instrumentistas que acompanham sua bela voz são simplesmente excelentes. Bom, não percam a oportunidade que eu, morando em São Luís, ainda não tive (alô produtores da Ilha!). Depois não digam que eu não avisei.

NOVOS CARCARÁS

Carcaramundi: clara alusão a João do Vale, mestre dos maiores de sempre. Vários artistas reunidos. Um show para mostrar a produção musical alternativa do Maranhão, tão sem espaço em rádios. Negoka’apor, Célia Sampaio, Fogo, Cordas e Tarraxas, Arsenal MCs (de Balsas/MA), 5ª. Potência, Mythra, Banzeiro, Cravo da Ilha, Seno de Têta e Rádio Zion. Nesta sexta-feira (14), às 19h, no Circo Cultural da Cidade. Ingressos: R$ 10,00 (meia para estudantes com carteira).

O MIGUXÊS DO JP

O turismo com Castelo e Abreu
Só tem a crescer em 2009

O ex-Secretario Estadual de Turismo, Airton Abreu eh sim um dos nomes mais cotados para assumir a secretaria municipal de turismo, pois, sua forma de administrar alinha-se com a do atual Prefeito Castelo.

O Airton Abreu possui uma característica empreendedora e moderna de administrar. Inclusive eh bom lembrarmos que foi durante sua Gestão na Secretaria de Turismo do Estado que tivemos a chegada de grandes cruzeiros marítimos e voos chartes vindos da Europa para o Maranhão.

Airton Abreu, como também pessoas ligadas ao turismo, alerta que, no Maranhão, existe sim profissionais competente para fazer um bom trabalho no campo do turismo, e pra isso, é preciso capacitar e desenvolver projetos enovadores compromissados com a sociedade principalmente para ver o crescimento do turismo emprededor e o aumento da arrecardação de renda para o município. Acredita-se que na administração de Castelo, haverá muitas mudanças, sendo que para melhor e de grande importância, por exemplo, a Educação, Saúde já tem bons nomes para somar com o prefeito eleito, porém é preciso que se diga de passagem que a secretária de turismo também pode e deve ter um grande gestor, e sem sombra de dúvida Airton Abreu é o nome Vamos aguardar para ver se o turismo em São Luís retoma seus bons tempos.

Felipe Almeida Júnior
Turismólogo

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[Jornal Pequeno, JP Turismo, sexta-feira, 7 de novembro de 2008, página 2, Espaço do Leitor. Grifos do blogueiro]

“DROBE” SEUS PENSAMENTOS


[Erivaldo (ao violão) com Didã (cantando) nalguma edição dA Vida é uma Festa!]

Erivaldo Gomes lança primeiro disco solo recheado de faixas que já são hits na cena alternativa ludovicense.

Erivaldo Gomes, autoridade em se tratando de percussão e irreverência, decretou: 8 de novembro é o Dia Internacional de Pensamentos Drobados. Drobados mesmo, como no título de seu primeiro disco: Pensamentos Drobados.

“Na verdade, eu estou lançando meu segundo disco. Eu inverti as coisas, só depois eu vou lançar o primeiro”. E como se chama o primeiro?, pergunto. “Eu sempre fui teu ídolo, meu fã”, o bom humor dá o ar da graça.

A faixa-título – também conhecida como Baseadão – é dos inúmeros hits do repertório que Erivaldo mostra todas as quintas-feiras nA Vida é uma Festa! (Companhia Circense de Teatro de Bonecos, Praia Grande), longevo projeto tocado pelo poeta-músico, amigo comum, Zé Maria Medeiros. “Uma menina [o músico se refere a uma jornalista] veio me perguntar se ‘drobados’ tinha algo a ver com drogas. Isso aí é por sua conta, foi o que respondi”, ri.

Mas no Dia Internacional de Pensamentos Drobados, ‘tá tudo liberado? “A pior droga que o homem faz é destruir a natureza, o planeta. O resto, ‘tá tudo liberado”, provocavisa.

Vai ter strip-tease? “Ê, rapá, não diz isso! É Didã [a talentosíssima cantora, esposa de Erivaldo, irmã do poeta Cunha Santos] quem vai fazer participação especial”, responde com mais um sorriso. Aimoré e Mirassol, filhos do casal musical, também se apresentarão, além do flautista João Neto.

Namoro nu, outro hit, é disparada a faixa mais ouvida no myspace do artista (donde tiramos a foto que ilustra este post), que já tocou com nomes como Xangai, Dércio Marques, Alcione, Rosa Reis e Toninho Horta, entre outros, sempre “confinado” à cozinha percussiva. Agora, Erivaldo Gomes (composições, arranjos, voz, violão e percussão) dá a cara pra bater – e os cabelos desalinhados pra puxar – à frente da Fogo, Cordas e Tarraxas, banda que o acompanha (e que também tocou em Amor brotando, bela estréia de Didã), formada por Cauê (cavaquinho), Jibóia, Caburé, Cabeça, Baé, Maguila, Rogério Ozz (percussão), Neto Severino (violão) e Marquinhos Verdin (teclado).

Outros clássicos – sim, já clássicos: se você já foi a alguma edição dA Vida é uma Festa! é quase certo que saiba cantar ou lembre dos versos de pelo menos um deles – do disco são Chuvas de ar-condicionado, Chove, faz sol (Casamento da Raposa), De cima, Cupim no coqueiro e Nego, entre outras.

Num tempo em que música pode ser baixada pela internet – com ou sem autorização do artista – Erivaldo inventa o download fora do virtual: quem comprar o ingresso para o show leva para casa o disco autografado.

O Dia Internacional de Pensamentos Drobados acontece dia 8 (sábado), às 21h30min – “não vai ter atraso, nem discotecagem”, Erivaldo avisa –, no Circo Cultural da Cidade (Aterro do Bacanga, ao lado do Terminal de Integração da Praia Grande). Os ingressos – com direito ao cd – custam apenas R$ 10,00 e podem ser adquiridos no local.