O REI DE HAVANA

Para mim, Franz Kafka e Julio Cortázar são os dois maiores escritores do mundo. Além deles, comparo minha condição de escritor censurado em meu país com a de Fiódor Dostoiévski de Crime e Castigo. Ele escreveu esse romance sob a dominação do czar e vivendo no subúrbio de Moscou. Mesmo assim, em vez de fazer um panfleto político, criou uma novela policial, como eu, que em vez de fazer os personagens sofrerem, os boto para trepar.

O escritor cubano Pedro Juan Gutierrez, em entrevista a Ferdinando Martins, na Revista da Cultura. Leia a íntegra aqui.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM). Coautor de "Chorografia do Maranhão (Pitomba!, 2018). Antifascista.

2 comentários em “O REI DE HAVANA”

  1. nossa, já li ‘o rei de havana’… o gutiérrez é daqueles escritores que escrevem pra te ofender.o que achei mais incrível nesse livro – além da forma de narrativa dele, objetiva e com períodos curtíssimos – é que, diferente de Raskólnikov, de Crime e Castigo, o personagem rey além de ser um ‘desgraçado’, é um ser que não deixou rastro. nasceu e morreu como um indigente. um nada. sem qualquer relação com o mundo, como se não tivesse existido.achei isso fantástico!

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