O CANTO DE LENA MACHADO EM QUALQUER CANTO, A QUALQUER TEMPO

[Ouvi Lena Machado cantar pela primeira vez por ocasião do aniversário de 26 anos da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), em fevereiro de 2005, show que co-produzi. Surpreendeu-me seu sair-se bem entre bambas do naipe de Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro, Gildomar Marinho, entre outros. Desde lá, tenho acompanhado, feliz, suas evoluções. Orgulho-me de ter escrito seu primeiro release — para um show apresentado na hora do almoço, o nome do projeto a memória me falha — no SESC Deodoro, em 2006, salvo engano. Ano em que ela gravaria sua estréia, Canção de Vida, tributo ao cinqüentenário da Cáritas. Cometi o abaixo para que ela pendurasse em seu MySpace. Agora que ela se abriu pro mundo, sacrificando inclusive projetos paralelos e acreditando em si e naquilo que quer, ninguém segura essa menina!]

O CANTO DE LENA MACHADO EM QUALQUER CANTO, A QUALQUER TEMPO

Para ser universal, canta tua aldeia. Recrio o lugar-comum da máxima do velho russo para falar (já que eu não canto) do canto de Lena Machado.

“Cantar a aldeia” e jogar-se na rede, a possibilidade (ao menos teórica) de poder ser ouvida em qualquer canto, a qualquer tempo. Um MySpace certamente não lhe é suficiente, tamanho o talento desta moça, filha de Clara Nunes, neta de Elizeth Cardoso, apenas para citar duas influências.

Velas no santuário, Lena recria orações de Cesar Teixeira, João do Vale, Joãozinho Ribeiro e, cantar também é compor, Chico Nô e Ricarte Almeida Santos, entre muitos outros.

Cantar em prol das causas e coisas em que acredita não lhe faz ranzinza. “Se é pecado sambar”, Manoel Santana, Deus dará o perdão.

Palavras não adiantam, ouvi-la aqui é pouco: um MySpace não é suficiente, torno a dizer. Checa aí a agenda e vá ouvi-la e vê-la ao vivo. “Olha o rebolado que ela faz/ não posso mais/ eu vou atrás pra ver”, prenunciava outro mestre, Jackson do Pandeiro, a quem Lena também pede bênçãos.

Abençoada, ela, de canto divino. Abençoados, nós, por podermos ouvi-la.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM). Coautor de "Chorografia do Maranhão (Pitomba!, 2018). Antifascista.

4 comentários em “O CANTO DE LENA MACHADO EM QUALQUER CANTO, A QUALQUER TEMPO”

  1. Salve, grande Zema!! Acabei de linkar teu blog e passei aqui pra deixar um abraço. Belo texto sobre a Lena! Ainda não tive o prazer de vê-la cantando ao vivo mas, pelo o que Ricarte recomenda e você garante, não vejo a hora.Abraço grande, meu velho!

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