HOJE

Desfalcado de Luiz Jr., que viajou com Chiquinho França e será substituído por Jayr Torres, o Choro Pungado faz sua primeira apresentação desde que formado. No Overmundo você sabe mais sobre a recepção que o grupo fará à cantora Fhátima Santos (alagoana radicada no Ceará) e ao pianista amazonense Tito Freitas, logo mais, no Restaurante Chico Canhoto. Certamente, nas canjas, Lena Machado irá cantar. Músicas gravadas por ela e do grupo anfitrião da noite, vocês ouvem em seus MySpaces (ô troço que soa mal!: seus MySpaces…), clicando nos links deste post.

POR CAUSA DE UM SHOW DE CHICO CÉSAR MATOU OS DOIS HORÁRIOS DE AULA*

O Quinteto da Paraíba virou sexteto e com a estrela principal da noite, Chico César, vimos e ouvimos sete – conta de mentiroso, é o que se diz no Nordeste – homens quebrando as linhas tênues que se impõem entre música “erudita” e a música “popular”. Ouvimos simplesmente música. Mas não música simples.

Sem caneta e bloquinho à mão – tenho procurado relaxar fora de ambientes de trabalho – não anotei nomes da metade do sexteto (e para não ser deselegante com a outra metade, não cito quem lembro “de cabeça”), agora com percuteria (lembro da piada, mas se não for o próprio Chico contando, não tem graça), modificado desde o disco que dá nome ao show: De uns tempos pra cá, música belíssima que ofereci ao casal amigo, ao lado, Andréia e Salim, que dividiu mais este agradável momento conosco, a quem meio que auto-ofereci Por que você não vem morar comigo?, brega que eu já tinha dedicado a Graziela numa coletânea que gravei por ocasião de algum aniversário de namoro.

Por demais asséptico, o ambiente do Centro de Convenções Governador Pedro Neiva de Santana, climatizado até, não permitia cervejas e fiquei imaginando como seria tomar umas com Chico César, ele de humor sutil e refinado no palco, contando causos, cantando e recitando versos de seu Cantáteis – Cantos elegíacos de amozade, longo poema lançado em livro (e depois em disco, com o próprio declamando) mais ou menos na mesma época do disco que batiza o show do Projeto MPB Petrobrás, ontem (27) aberto pelo maranhense Daffé.

O repertório variou entre músicas de De uns tempos pra cá, de seus discos anteriores e do próximo – já à venda no sudeste do país: “A semente é aqui no Nordeste, mas o fruto é lá”, disse o compositor criticando a dinâmica mercadológica. Em Outono aqui (sua versão para Autumn leaves, de Joseph Kosma, Jaques Prevert e Johnny Mercer), ele jogou o chapéu no chão, feito flor ou folha que cai, como manda a estação. Em Mama África – música que seria novamente cantada no bis, de pé, por todas as almas que lotavam o espaço – girou o pé por sobre o chapéu, feito um pedalante Robinho. Em Mulher eu sei, fez ouvir o coro: “Agora só os rapazes”. Depois de Pensar em você, contou a história de mais uma música feita para – e não gravada por – Roberto Carlos. “Mas uma grande cantora daqui, chamada Rita Ribeiro, gravou e fiquei muito contente”, confessou. Sozinho ao violão, desfilou ainda, entre outras, Onde estará o meu amor?, já gravada por Maria Bethânia. Sem se importar com a ausência de uma sanfona ou pandeiro, ainda mandou forrós, cocos e passeou pelos repertórios de Djavan e dos Gonzagas, Luiz e Carlos, sim, o da versão brega em português de Diana (versão de Fred Jorge para a música de Paul Anka). Quase ao final, mandou Pelado, do a ser lançado em breve Francisco Forró y Frevo, música que tira uma onda com freqüentadores de micaretas e “usuários” de abadás em geral.

No bis, Filme triste (versão de Romeu Nunes para música de John D. Lourdermilk) – clássico jovem-guardesco gravado por Chico César nalgum tributo ao “movimento” que tornou conhecido o “rei” – e Odeio rodeio, parceria sua com Rita Lee. A depender da letra da primeira faixa de seu Compacto e Simples, o paraibano nunca irá à Paraibano/MA.

[*Por causa de um ingresso de um festival matou roqueira de 15 anos é título de uma das faixas de De uns tempos pra cá. O blogueiro faltou aula ontem para ver o show]

PQP

O I Encontro de Pontos de Cultura do Maranhão – será realizado no auditório do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, em São Luís, na próxima sexta-feira, dia 28 de setembro. Tem como objetivo fortalecer, avaliar e proporcionar trocas de experiências com todos os Pontos de Cultura da região.

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Passei mais de meia semana sem ler jornais, “férias” “forçadas” que me dei. Perdi quase nada, creio. Acima, com grifos do próprio jornal, nota na página 4 d’O Debate de domingo/segunda-feira, 25/26 de maio de 2008. A data a que eles se referem é, por incrível que pareça, 28 de setembro do ano passado. Sobre este encontro, como anuncio aqui, escrevi aqui à época.

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CQC

Finalmente ontem consegui assistir o programa do Marcelo Tas e companhia. É, atualmente, um dos melhores programas da, sim, ela existe, tv aberta brasileira. Segundas, às 22h, na Band.

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Manchetes do Jornal Extra

da mesma data d’O Debate acima, grifos nossos:

Capa: Bandido estupra e mata doméstica com 12 facadas. População revoltada linchou e matou o miserável.

Página 7 (TV e Serviços): Júlia Paes fecha saboaria e entra no ramo de derrubar madeira.

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Preciso passar mais tempo sem ler jornais. Não sei se necessariamente vendo mais tv…

TRÊS VEZES NAZARETH

Ernesto Nazareth é um dos mais geniais compositores brasileiros em todos os tempos. Aos caros leitores deste blogue, três momentos de sua obra:

Aqui, em trilha sonora de desenho da Disney, com o clássico Apanhei-te cavaquinho.

Aqui, interpretado por Yamandu Costa. Brejeiro no filme Brasileirinho (Mika Kaurismäki)

E aqui, apresentado pelo genial Tom Jobim, o genial Radamés Gnattali executa a sensacional Odeon.

AS COISAS ACONTECENDO POR AÍ

(Ou: Da série Bloco de Notas)

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Ocuparte

A partir da realização do IV Fórum Municipal de Cultura de Imperatriz (MA), a turma daquela cidade está incendiando o setor cultural. É claro que há quem ache graça em instalações com penicos cheios de merda, “oh!, que maravilha! isso é arte!”. Mas é melhor tornar um espaço, uma biblioteca, que havia virado mero depósito de merda, em um espaço de uso público (como deveria ser sempre e nunca ter deixado de ser). A turma do Movimento Ocuparte fez isso: ocupou a sede da antiga biblioteca de Imperatriz e está fazendo arte. Todo o apoio deste blogue ao que a turma vem aprontando. Saiba mais clicando aqui.

Clube do Chico

Do Choro falarei mais abaixo, é Clube do Chico mesmo. Show de Marconi Rezende no Clube do Jipe, hoje, a partir das 22h. Eu havia ficado de fazer um trabalho de divulgação melhor, ajudar o cabra que, apesar de ser conhecido por essa faceta, é bem mais que um cover do autor de A Rita. Uma viagem a trabalho, de última hora, embolou aqui o meio de campo. Mas ‘tá dado o recado. O Clube do Jipe fica na Rua do Peixe Pedra, s/nº., Calhau (próximo à Igreja Católica). O couvert custa R$ 7,00 e no local serão vendidas camisas por R$ 15,00. Maiores informações: (98) 8822-6206, 8822-2001.

Recital

Também hoje, às 19h, com entrada franca, no Auditório da Escola de Música do Estado do Maranhão Lilah Lisboa, acontece Recital de Violão com o professor Victor Castro. Participações especiais de Ricciere Zorzal (professor da UFMA) e Marcelo Moreira (Diretor da EMEM). O repertório da apresentação será variado, “de Bach a Bellinatti”, afirma o músico português radicado em São Luís.

Milla e(m) Bom Tom

Milla Camões e o Quinteto Bom Tom aproveitam a véspera de feriado para fazer um show hoje (21), às 20h, no Restaurante Chico Canhoto (Residencial São Domingos, Cohama, palco do, vocês já sabem, Projeto Clube do Choro Recebe). O repertório transitará entre a mpb de Milla e temas instrumentais do Bom Tom, entre o jazz, a bossa-nova e o choro. O couvert custa R$ 5,00. Maiores informações: (98) 3252-1219.

O samba e a canção

É o nome do show que o cantor Celso Brandão apresenta, acompanhado do Regional Samba Choro e da Orquestra de Câmara da Escola de Música do Maranhão, dia 22, às 20h, no Teatro Arthur Azevedo. Participações especiais de Mundinha Araújo e dOs Foliões. Os ingressos custam R$ 10,00 e a renda do show será destinada à Casa Sonho de Criança e Associação do Lesado Medular (ALM).

Clube do Choro Recebe

Sábado, completando 33 edições, com o grupo Chorando Calado (Tiago Souza: saxofone e clarinete; João Eudes: violão; Wendell Cosme: cavaquinho; e Paulinho Sabujá: pandeiro) recebendo o cantor e compositor Beto Pereira. Para mais, clique aqui.

Dente de ouro

Título de um de seus maiores clássicos e de seu mais recente disco (CPC-Umes, 2005), Dente de ouro é o show que Josias Sobrinho e banda apresentam no sábado (24), no Teatro João do Vale, às 21h. Os ingressos custam R$ 15,00 e serão vendidos somente no local. A produção é de Ópera Night.

MPB Petrobrás

De uns tempos para cá. O cantor e compositor Chico César acompanhado pelo Quinteto da Paraíba apresentam o show do excelente disco homônimo. Dia 27 (terça-feira), às 20h. No Centro de Convenções Governador Pedro Neiva de Santana. Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia). Show de abertura: Daffé.

Inveja


Divulgação. Clique sobre para ampliar.

No caso, a minha, dos que forem ver/ouvir a grandessíssima Ceumar neste tão importante e certamente bonito momento.

PRESSA?

O Imparcial (e, vá lá, outros jornais ilhéus) de domingo pode ser comprado a partir do fim da tarde de sábado nos retornos das avenidas da capital. No mesmo horário, assinantes também começam a receber em suas residências o jornal de amanhã (ou de hoje?). A “pressa” talvez “explique”:

“A história de Mestre Antônio Vieira, de 88 anos recém-completados no último dia 8, se confunde com a da música do Maranhão.” [o início do primeiro parágrafo do texto, não-assinado, “Mestre até no nome“, na página 15 d’O Imparcial de hoje (18). Ou de ontem?].

“Nascido em São Luís no dia 09 de maio de 1920, a música parece ter nascido com Antônio Vieira.” [início do segundo parágrafo do mesmo texto, grifos nossos].

A segunda é a data correta. A “pressa” talvez “explique”.

JUIZ SUSPENDE SHOW COM BANDA NO ANIVERSÁRIO DE PEDREIRAS

O juiz Douglas de Melo Martins, da comarca de Pedreiras, determinou a suspensão de show, programado para a quarta-feira, 14, em comemoração pelo aniversário da cidade. A principal atração do evento, organizado pela Prefeitura da cidade, seria a banda de forró “Limão com Mel”.

O magistrado acatou medida cautelar do Ministério Público Eleitoral da comarca, assinado pela promotora Maria do Socorro Barros, que acusava o prefeito de Pedreiras, Lenoilson Passos, de abuso de poder político e promoção pessoal. Segundo o juiz, no pedido, a promotora apresentou como provas do crime eleitoral praticado, a gravação de um CD em que a Prefeitura convidava a população para o show e na qual o nome do prefeito é citado várias vezes.

Inicialmente insatisfeitos com a decisão judicial, muitos moradores se dirigiram ao Fórum de Pedreiras para protestar. Numa atitude inesperada, o juiz Douglas Martins desceu do gabinete e explicou a eles quais os motivos que o levaram a conceder a suspensão do show.

Dor e consternação – O juiz argumentou que Pedreiras e cidades circunvizinhas sofrem com as chuvas, que deixaram milhares de desabrigados na região. Os governos federal e estadual continuam enviando recursos para ajudar as vítimas e a população se mobilizou em campanhas de solidariedade.

“O momento não é propício para festas. É uma hora de dor e consternação para milhares de cidadãos. Como é que se vai permitir gastar tanto recurso público num momento desses?”, questionou. Ele acredita que uma festa desse porte poderia até desmotivar os órgãos de governo e cidadãos a continuar a ajuda aos desabrigados. “Iria passar a idéia de que, se a Prefeitura tem recurso para gastar com festa, tem também para ajudar sozinha as vítimas das enchentes”. O cachê da banda “Limão com Mel” é estimado em R$ 40 mil. As justificativas acabaram convencendo os pedreirenses, que aplaudiram a decisão do juiz. Douglas Martins esclareceu que o despacho foi baseado na legislação eleitoral.

[Jornal Pequeno, 16 de maio de 2008, página 12, grifos nossos]

*

Só fui ler hoje esta matéria de ontem, por isso ainda não havia repercutido por aqui. Penso que, independentemente de enchentes, secas, chuvas e sóis, isso deveria acontecer mais vezes aqui no Maranhão, no Brasil.

Pra quê, na terra de João do Vale, este parabéns a você? O maranhense do século XX deve, depois de ter se revirado no túmulo com a possibilidade, descansar aliviado, agora.

NAS NEGRAS

[…]

Será nosso caráter cordial? Não, não. É burrice empresarial. Pra mim é muito claro, porque o público quer ousadia. Tem outro componente que a gente não pode se esquecer: a maior parte das concessões de TV no Brasil, especialmente fora da matriz das emissoras principais, está nas mãos de políticos. Você sai de São Paulo, Rio e Rio Grande do Sul, tudo nas mãos de políticos. Na Bahia, no Maranhão, a TV e o principal jornal estão nas mãos da mesma família há 40 anos. Pra que o cara quer ousadia naquela vida mansa?

[…]

Nessa onda do atrito do real com o ficcional, o jornalismo virou uma coisa novelizada, né? Pega esse caso Isabella, por exemplo, a grande comoção nacional… Mas não é privilégio brasileiro. Essa comoção diante de um ato violento é porque a gente fica tentando entender a morte. A gente tenta adiar a morte, com silicone, photoshop [risos]… No mundo limpinho não pode morrer, vai ficar um cheiro ruim… E é uma luta inglória [risos]. A gente vive de uma maneira blindada, usa camisinha pra sair de casa, mas não está protegido nunca. A vida que vale a pena ser vivida é a vida com riscos. Se sua vida não tiver alguma ousadia, não tem a menor chance de você ser feliz. Recebo milhões de e-mails de estudantes que me procuram para saber como ter uma vida sem risco: já querem um estágio para fazer algo que vai dar certo, dar uma aposentadoria legal, um plano de saúde e o décimo quinto salário…

Já com 16 anos? Respondo: você quer o quê? Um plano pra ser infeliz? Pra ser traído pela sua mulher quando ficar rico? É uma loucura! Já estraguei muitas carreiras de mauricinhos [risos], porque não adianta: é evidente que você vai ser infeliz se colocar como meta ficar rico. Coisa que aliás é muito fácil – você pode ser traficante, gigolô, deputado federal ou vereador ou, enfim, se você resolver… Sem desmerecer os parlamentares nem os traficantes [risos]… Agora, o que há de divertido nisso?

[…]

Você é procurado pelos jovens para falar sobre vocação? Muito! “Tas, entendo tudo isso que você fala no seu blog, gosto do programa, mas estou aqui em Tocantins, meu velho, como vou fazer isso aí?” Aí você tem que falar pra essa molecada que a vida é igual a uma cebola: você arranca uma casca e depois outra. Eu descobri que deveria fazer o CQC lá em Ituverava, quando me juntei a certo tipo de amigos… Aqueles amigos me levaram a outra coisa, que me levou pra outra. Tem gente que quer dar saltos triplos: “Você não pode me apresentar alguém na Bandeirantes ou no UOL?”. Não é assim. Sua vida vai mudar de acordo com a pessoa que está sentada em sua frente ou ao seu lado, sua namorada, seu amigo, alguém que você esbarra na rua, não é um telefonema pra Nova York que vai ajudar. Você tem de estar ligado no presente – coisa que a gente não consegue. O mundo hoje nos impede de viver o presente, a gente está sempre muito acelerado.

[…]

*

Trechos da entrevista de Marcelo Tas a Ronaldo Bressane nas Páginas Negras da Trip de maio, já nas bancas, que pode ser lida aqui.

A BESTA FERA

[colando o e-mail que recebi da Gisele Vasconcelos. A legenda da foto é minha, risos. Vou lá amanhã]


Ethel Aragão: Maria interpreta Maria

TEATRO

A BESTA FERA – biografia Cênica de Maria Aragão. Aos domingos. Dias 18 e 25 de maio, às 20h no Auditório do Memorial Maria Aragão. Solo com Maria Ethel. Direção: Gisele Vasconcelos. Produção: Cia. de Produção e Grupo Xama Teatro. Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia).

RELEASE

O espetáculo A Besta Fera é uma peça teatral, que trata da vida da maranhense Maria José Camargo Aragão (1910-1991), a conhecida Maria Aragão. Sua história de pobreza extrema em busca da superação da fome, do preconceito, da agressão e na perseguição do sonho de libertar a humanidade. Através da conquista de uma profissão, a medicina, Maria Aragão entrega-se, apaixonadamente, às causas sociais, lutando por uma sociedade justa e igualitária. Desse modo, torna-se uma revolucionária, ícone do humanismo. Esta montagem, solo da atriz Maria Ethel, cuja performance cênica arrebata a emoção e faz pensar, mostra Maria Aragão como símbolo de luta e lição de vida. O texto da peça foi escrito a partir de depoimentos históricos de Maria Aragão e de fatos reais de sua vida.

FICHA TÉCNICA

ATRIZ: Maria Ethel
DIREÇÃO: Gisele Vasconcelos
TEXTO (org.): Gisele Vasconcelos e Maria Ethel
DIREÇÃO MUSICAL: Cesar Teixeira
ILUMINAÇÃO: Wagner Heineck
CENOGRAFIA: Ruber
SONOPLASTIA: Renata Figueiredo
FIGURINO E MAQUIAGEM: Marcelo Nascimento
FOTOS: Paulo Socha

MAIS PUNGAS

(OU: MYSPUNGAS)

A turma do Choro Pungado já subiu mais três músicas no Myspace (no caso, o space deles). Agora, portanto, é possível ouvir (na ordem) as seis faixas do primeiro cd-demo deles (João Neto, flautas; Luiz Cláudio, percussão; Luiz Jr., violões de seis e sete cordas e viola caipira; Robertinho Chinês, bandolim e cavaquinho; e Rui Mário, sanfona), cuja capa abre e ilustra este post e pelo que a turma agradece imensamente à Fábrika, que operou milagres, entre a pressa e o bom gosto.

A fusão de choro com ritmos da cultura popular do Maranhão é o ponto forte do trabalho. É incrível ouvir, às vezes na mesma música, choro, lelê, divino, tambor de mina, tribo de índio… É de arrepiar, por exemplo, o Medley Nazareth Severino — como está batizado, no Myspace da turma, por conta do limite de caracteres e restrições outras — o pot-pourri de Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth) e Espinha de Bacalhau (Severino Araújo).

É tanto para dizer que já nem sei mais o que escrever. O grande lance é ouvir mesmo. E tirar suas próprias conclusões. É hora de se arrepiar!

WADO

Não, pessoal. Não confundam com o cantor que mamãe gosta, o Wando. Estou falando do Wado, catarinense de nascença, ora na ponte entre Sampa, Rio e Alagoas, esta sua segunda terra, adotiva, onde está já há mais de vinte anos.

Topo com ele no msn e comento com um primo que está morando conosco de que nos encontramos uma vez no Rio, eu e o artista etc. E corro ao monte de cds para pegar o Cinema Auditivo, que não lembro em que milagre comprei aqui mesmo em São Luís, há uns bons anos, provavelmente influenciado por alguma nota do Bressane na Trip. O moleque me apressa: quer ver um filme, outro. Três músicas, negocio. Começo com Cenas de um filme inglês (Paulo Ró e Totonho):

faço questão de te ter aqui
apesar de não me quereres mais
meu coração de jasmim avulso
tá embrulhado pra você no cais

chocolate em minha xícara
no caminho dos teus lábios
o navio anunciando
que estamos separados
se algum dia você volta
minha casa não terá cerveja
beberemos do sorriso
que não está nesta mesa.

Corro ao site do cabra, que faz show dia 25 em São Paulo, ele que se divide entre a carreira solo e o Fino Coletivo (tem uma música deles lá no muxtape), cuja linda estréia merece texto meu, nunca é tarde.

Lá (no site) estão disponíveis todos os discos-solo de Wado. Promessa é dívida: depois escrevo sobre o mais novo, Terceiro mundo festivo, que pode ser baixado, grátis, aqui, ou comprado aqui.

K7 MOFADO

Achar aquela fita k7 onde você gravou aquela música. Passar e/ou voltar até deixar no ponto certo de tocar só aquela canção, que as outras não interessam.

Chegar ao Bar do Léo e pedir aquela música rara que ele não tem em cd. Se estiverem em um dia bom (sim: você e o nosso querido Leonildo, ele, o Léo do Bar), lá vai ele, headphones, procurar a tal canção (vá lá: uma vez pedi Motivo, com Fagner, e ele fez isso).

No fundo, não sei ainda para que serve o Muxtape, que eu descobri via Galera. Na onda, acabei fazendo um. Não sei o porquê destas e não daquelas músicas. Preguiça de procurar os outros emepetrês? Talvez. Mas eu gosto de tudo o que está ali. E depois posso trocar. Assim, vocês vão conhecendo um pouco mais de mim, musicalmente. Talvez seja essa a utilidade desse k7 virtual.

Quer(em) saber? Ouça(m)!

MICROONDA

Fonte de recompensa. Aconteceu ontem na sede da Fundação Municipal de Cultura, a solenidade de entrega de premiação aos vencedores da folia de 2008. É a tal história demorou, mas finalmente saiu. Alguns grupos ainda não receberam a grana, por falta de pendências fiscais. Pode!!!

[Transcrição, sem tirar nem por vírgula, ponto ou exclamação, de nota publicada na coluna Microondas (por Joel Jacintho), página 6 do Jornal Pequeno de hoje]