Deu n’O Imparcial

Eduardo Júlio escreveu o texto abaixo, sobre o lançamento de Paisagem Feita de Tempo, n’O Imparcial de hoje.

O primogênito de Joãozinho Ribeiro

Poeta e compositor lança “Paisagem Feita de Tempo”, seu primeiro livro, composto de um poema distribuído por 100 páginas em que discorre sobre a cidade e suas pessoas

por Eduardo Júlio
da equipe de O Imparcial

Um dos mais importantes criadores e ativistas culturais de São Luís, o poeta e compositor Joãozinho Ribeiro, 51, lança o seu primeiro livro hoje, às 20h, na Casa do Maranhão (Praia Grande).

A obra é composta de um único poema, no qual o autor discorre sobre a sua experiência com as pessoas e a cidade. “É sobre a São Luís que passou por dentro de mim e a que permanece”, explica.

Ele acrescenta que a maior parte do texto foi concluída nos anos 80. “Eu nunca estava satisfeito. Tinha muita relutância em exteriorizá-lo, mas fui convencido por alguns amigos a mudar de idéia. Neste intervalo, aproveitei para acrescentar novos trechos e arrematá-lo”, diz, justificando o longo tempo de gestação do poema.

Joãozinho Ribeiro cita uma frase do poeta alemão Goethe, que trata do início e do fim da atividade literária, para sintetizar e definir o teor da obra: “É a reprodução do mundo que me cerca, por meio do mundo que está em mim”.

Com 100 páginas, Paisagem Feita de Tempo tem apresentação do também poeta e compositor Cesar Teixeira e foi prefaciado pelo renomado poeta curitibano, radicado em São Paulo, Hamilton Faria, que recentemente recebeu um prêmio literário na França.

“O livro é um poema-vida feito fundamentalmente de teor humano. A vida, em suas múltiplas dimensões: a tragédia e o desencanto. No entanto, é preciso esclarecer que é uma obra sobre o reencantamento. Fala muito da morte, mas no fundo, celebra a vida”. Sobre o reencantamento, ele reflete: “É dever de todo poeta, de todo artista, reencantar o mundo. Salvar o sonho”.

Trecho do Poema

Cidade és minha paisagem
Feita de tempo e de mim
Feita de tudo que somos
E do que seremos, enfim

O que já não me cabe
Está de fora
Assim como um pedaço repartido
Do coração que trago dividido
Que embora tu não saibas
Está contigo

O que já não me cabe
Está nas ruas,
Assim como a paisagem que me habita
Feito a vontade infinita
Do teu sorriso
Em minhas mãos aflitas

O que já não me cabe
Está exposto,
Assim como uma culpa, um estandarte,
Que faz da minha vida a minha arte,
E da tua vida
A minha outra parte

O autor

Advogado e professor universitário, Joãozinho Ribeiro tem uma longa trajetória na cena cultural de São Luís. Tem músicas gravadas por dezenas de intérpretes maranhenses e idealizou, recentemente, os projetos Samba da Minha Terra e Serenata dos Amores. No próximo mês, ele coordenará o curso de pós-graduação em Gestão Cultural, pela Faculdade São Luís, na qual leciona. Paisagem Feita de Tempo é o primeiro livro do autor.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM). Coautor de "Chorografia do Maranhão (Pitomba!, 2018). Antifascista.

3 comentários em “Deu n’O Imparcial”

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