Bom feriado!

Não, não sei ainda o que vou fazer na “semana santa”. Mas, entre os planos, está descansar. Será que eu consigo? Essa semana não teve Diário Cultural: para terça, enviei a coluna ao jornal, que não publicou; na quinta, por isso, não enviei. Vamos ver domingo, não sei ainda.

Abaixo, texto meu, publicado no Suplemento Cultural e Literário J P Guesa Errante (link ao lado), por ocasião do lançamento de Shopping Brazil, primeiro disco de Cesar Teixeira, que batiza o espaço aqui. Saiu na edição oitenta (na página não dá para conferir a data e eu estou, agora, sem a edição impressa em mãos) do suplemento quinzenal, capitaneado pelo professor Alberico Carneiro, que teve, entre idealizadores e escribas, o próprio Cesar, que faz aniversário no sábad’aleluia, agora. E que está de folga do tradicional Testamento de Judas do Laborarte: este ano, o testamenteiro será o compositor Zeca Tocantins, sobre quem falaremos por aqui em breve.

Entre colchetes, algumas observações minhas, atuais.

“Shopping Brazil”: boa música na praça de alimentação

por Zema Ribeiro

Alguns leitores do Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante hão de lembrar dele como articulista deste periódico, onde ele escreve sobre música, cultura popular, teatro e artes plásticas, assuntos de que entende; outros, pelo Testamento de Judas, que ele escreve para o Laborarte desde 1983; outros ainda pelos versos “mamãe, eu vi Boi da Lua, dançar no Planeta do Brasil” da toada “Boi da Lua”, gravada por Papete no disco “Bandeira de Aço” (outra música de sua autoria), em 1978.

Carlos Cesar Teixeira Sousa, maranhense, nascido no Beco das Minas (São Luís-MA), completou, no último dia 15 de abril, 51 anos de idade [53, sábado], mais de trinta dos quais dedicados à música e à cultura popular de seu estado natal.

Parabéns a este homem que já abasteceu, com composições suas, o repertório de nomes como o já citado Papete, Chico Maranhão, Rosa Reis, Fátima Passarinho, Rita Ribeiro, Flávia Bittencourt, Dércio Marques, Chico Saldanha, Célia Maria e Cláudio Lima, dentre outros Brasil afora.

Em se tratando de cultura popular maranhense, podemos considerar Cesar Teixeira uma sumidade. Cidadão multifacetado, é artista plástico (venceu diversos concursos ainda no final da década de 60), jornalista (foi editor de Cultura de O Imparcial e integra, desde março de 2002, a equipe que faz o Guesa Errante [sairia, pouco tempo depois], poeta (venceu o Prêmio Nacional de Poesia Vinícius de Moraes, promovido pela Rio Arte, em 1996; recebeu menção honrosa pelo poema “Patrimônio Cultural Profano”, no Prêmio Carlos Drummond de Andrade-MG, em outubro de 2002 [em novembro de 2005, venceu o 3º Prêmio Nacional de Poesia Cidade de Ipatinga-MG, conforme noticiado neste blogue à época]), compositor (considerado o melhor do Maranhão em 2001, por música e letra do chorinho “Ray-Ban” [à época um “blues”, interpretado por Cláudio Lima em seu homônimo disco de estréia]), instrumentista (estudou violão clássico com João Pedro Borges e aprendeu outros instrumentos em boêmias rodas de samba pela Madre Deus e arredores), arranjador (Shopping Brazil é quase integralmente arranjado por ele).

O maior acontecimento do ano no cenário musical maranhense passa por ele: o lançamento de seu primeiro disco, “Shopping Brazil”.

Para ávidos ouvidos

Trabalhando com música desde 1972 – quando, ao lado do poeta Viriato Gaspar, obteve o 3º lugar no III Festival da Música Popular do Maranhão, com “Salmo 70” – somente agora Cesar solta a voz num registro fonográfico que, despretensioso, consegue superar as expectativas (e intenções) do próprio compositor.

Nesse pirão musical de farta sustança, que vem acalmar ávidos ouvidos, sedentos e com fome – aqui, longe do zero – de boa música, o compositor envolve ingredientes como choro [Ray-ban], samba [Vestindo a zebra], boi-de-zabumba [Mutuca], xote [Xaveco], hip-hop [a faixa-título], coco [Parangolé], D. Elza do Caroço de Tutóia [em “Areia Branca”, vinheta reproduzida no disco], D. Teté do Cacuriá [que participa em “Parangolé” e canta uma ladainha em latim, repescada por Cesar na obra do compositor Antonio Rayol], mestre Filipe do Tambor de Crioula [na vinheta “Vila de São Vicente], o mestre pregoeiro Antonio Vieira [que divide os vocais com Cesar e d. Teté em “Parangolé”], João Pedro Borges[que arranja e toca violão em “Flor do Mal”], e diversos outros temperos que, se ali não são “visivelmente audíveis”, podem ser notados por influenciarem a cabeça de Cesar, esse inteligente liquidificador que agora nos entrega pronto um trabalho maravilhoso, para que escutemos, reciclando a alma.

Autor: zema ribeiro

homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais

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