Alça de Mira de hoje

Paulo Melo Sousa está editando há algum tempo, no Jornal Pequeno, a coluna Alça de Mira, que difunde o trabalho de poetas maranhenses. Por lá já passaram Bioque Mesito, Antonio Vieira e Ed Wilson Araújo, entre outros. Hoje, quem está por lá é o blogueiro, com um poema já publicado por aqui. Abaixo, a íntegra da coluna de hoje:

Alça de Mira
Poesia
Editor – Paulo Melo Sousa

 

ontem inverno

o hálito úmido da manhã
toma de assalto
o asfalto
já sem o calor
do dia anterior

 

Zema Ribeiro nasceu em São Luís do Maranhão em 19/12/1981. É estudante de Comunicação Social (Jornalismo) da Faculdade São Luís. Escreve no Almanaque JP Turismo. É correspondente para o Maranhão da revista eletrônica Cronópios e mantém no ar o blogue Shopping Brazil. É sócio da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) e atualmente é estagiário no Sindicato dos Ferroviários (STEFEM). Seu e-mail é zemaribeiro@gmail.com

Ano I – nº 13
Contato:
paulomelosouza@ig.com.br

leminski, sempre

de “o ex-estranho”

pr’ocê, amor

[aos desavisados: não é fuga. vocês sabem do que estou falando]

amar você é coisa de minutos
a morte é menos que teu beijo
tão bom ser teu que sou
eu a teus pés derramado
pouco resta do que fui
de ti depende ser bom ou ruim
serei o que achares conveniente
serei para ti mais que um cão
uma sombra que te aquece
um deus que não esquece
um servo que não diz não
morto teu pai serei teu irmão
direi os versos que quiseres
esquecerei todas as mulheres
serei tanto e tudo e todos
vais ter nojo de eu ser isso
e estarei a teu serviço
enquanto durar meu corpo
enquanto correr nas veias
o rio vermelho que se inflama
ao ver teu rosto feito tocha
serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
sim, eu estarei aqui

(paulo leminski, 1968)

E lá vamos nós de novo!

Os leitores deste blogue tomaram conhecimento, hoje, posts abaixo, de uma “discussão” minha com a jornalista Aulinda Lima por conta de nota publicada por ela em sua coluna (Diário Social) no Diário da Manhã. Na mesma data em que enviei e-mail à “colega”, enviei outro ao colunista de O Estado do Maranhão, Pergentino Holanda, por conta de nota publicada por ele anteontem, em sua coluna “diária”. A nota, intitulada “Jornal”, afirma que “jornal semanal não é jornal”. Como Ed Wilson Araújo transcreve a nota integralmente em seu artigo (leiam abaixo), não o farei aqui.

Sabendo que PH “não perderia seu tempo” em me responder, encaminhei o e-mail ao jornalista Walter Rodrigues (link ao lado), que me respondeu assim: “Logo, pela lógica ‘francesa’ deles, quem trabalha em semanário não é jornalista… E ninguém pode embarcar num automóvel, porque automóvel não é barco. Nem cavalgar uma moto, que não é cavalo. (…) Eles nunca ouviram falar em analogia e metáfora, meu caro poeta, nem tampouco em semântica.”

Abaixo, transcrevo o e-mail que enviei ao PH e o texto de Ed Wilson Araújo.

O e-mail que enviei ao PH

De: Zema Ribeiro <zemaribeiro@gmail.com>
Para:
ph@mirante.com.br
Data: 29/03/2006 12:31
Assunto: Jornal

Pergentino,
espero que leias meu e-mail, já que já tivemos problemas antes (você deve lembrar de minha resposta “atrevida”, via e-mail, quando você reclamou do “excesso de e-mails recebidos por colunistas”. Lembras?).

Sobre nota publicada em sua coluna ontem, com o título “Jornal”: espero que o que está ali escrito traduza “apenas” o que está ali escrito.

Antes de qualquer má-interpretação, não me considero “o tal” ou coisa parecida. Sou “apenas” um estudante de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, da Faculdade São Luís, agora no quinto período, “ainda”. Mas como deve se imaginar, um estudante de jornalismo não é um leitor comum de jornais: está (ou ao menos deveria, modestamente) acima da média da massa semi-analfabeta (infelizmente é a verdade) que compra o “embrulha-peixe” diariamente. Tem (ou deveria) uma visão crítica das coisas.

Voltando à nota: li, nas entrelinhas, um ataque (enrustido, disfarçado) ao Colunão, de Walter Rodrigues, com volta, independente, prevista para o início de abril.

Apesar de meu bom relacionamento com o editor do Colunão, ele não sabe que estou, agora, te escrevendo. Se você não sabe, escrevo para o jornal Diário da Manhã (portanto sem compromissos “profissionais” com WR) aos domingos, terças e quintas-feiras (faço uma coluna chamada Diário Cultural). Não digo isso para “aparecer” ou coisa parecida. Apenas para te perguntar: ele (o DM) não circula às segundas-feiras. Portanto 1) não é diário?, 2) não é jornal?

Espero, sinceramente, estar enganado, mas vindo de você, não sei. Sinceramente, repito.

Cordiais e respeitosas saudações,
Zema Ribeiro
http://olhodeboi2.zip.net
(98) 9112-1959

Jornalismo com problema de junta

por Ed Wilson Araújo*

“JORNAL – Semanário não é jornal. Esta, pelo menos, foi a conclusão a que chegaram alguns presidentes de Juntas Comerciais no término de seu encontro realizado em Belém do Pará, na última sexta-feira. A discussão surgiu depois que um palestrante informou que a Justiça de seu Estado não aceitava a publicação obrigatória de atos em semanários, embora de grande circulação, mas apenas em jornais diários. Alguns presidentes se levantaram informando que semanário também é jornal, mas ouviram a explicação: jornal vem do francês jour, que significa dia. Portanto, jornal tem que ser diário. Logo, semanário não é jornal.”

A nota acima foi publicada em 28 de março, na página editada pelo colunista social Pergentino Holanda (PH), no jornal O Estado do Maranhão. Não é estranho que presidentes de juntas comerciais queiram intrometer-se em questões conceituais da área de Comunicação Social, diante de tantos estranhamentos que rondam o espectro midiático. Ocorre que o silogismo dos “juntistas” extrapolou o bom senso, o senso comum e, principalmente, a paciência de tantos pesquisadores que vêm esforçando-se para tentar compreender o jornalismo como área de conhecimento.

Se semanário não é jornal, vamos emendar o soneto de PH: notícia é ata, reportagem é relatório, entrevista é bate-papo, editorial é bula de remédio e o jornal, todinho, é um grande boletim de ocorrências!

Seria o caso também de mandar paralisar toda a mobilização que vem sendo feita no Brasil para celebrar os 200 anos da Imprensa, em 2008, cujo ícone é o “Correio Brasiliense”, editado em Londres por Hipólito José da Costa e enviado clandestinamente ao Brasil. Nelson Werneck Sodré, na obra “História da Imprensa no Brasil”, fala sobre o tema: “O jornal de Hipólito destinava-se a conquistar opiniões; esta era sua finalidade específica. Mensalmente (grifos nossos), reunia em suas páginas o estudo de questões mais importantes que afetavam a Inglaterra, Portugal e Brasil, questões velhas ou novas, umas já postas de há muito, outras emergindo com os acontecimentos.” (Fonte: A Imprensa do Brasil: de D. João a FHC. Revista comemorativa do XXIII Congresso Mundial dos Jornalistas, Fenaj, 1998.)

Mas os dados históricos nem são os argumentos mais fortes para rebater a máxima proposta pelos presidentes de juntas comerciais. É o fator tempo no jornalismo o foco do debate. De Hipólito José da Costa ao jornalismo on line, a periodicidade interfere na forma e no conteúdo das produções noticiosas. Com a Revolução Industrial, estas produções passam a agregar a lógica da mercadoria, necessitando de uma “embalagem” apropriada. É assim que se aperfeiçoa o lide (lead), geralmente o primeiro parágrafo da notícia, que corresponde ao núcleo singular da informação.

No jornalismo semanal aprofundam-se as particularidades. É o que fazem as revistas, porque a periodicidade elástica possibilita, entre outros aspectos, um trabalho de investigação mais apurado, que nem sempre é possível na efervescência dos diários.

Os fatos de interesse jornalístico, ao percorrerem o discurso midiático, sofrem abordagens vinculadas às singularidades, às particularidades e à universalidade, ensina Adelmo Genro Filho. É neste tripé que os jornalistas procuram dar conta da totalidade dos acontecimentos, situando os textos em  contextos. A periodicidade serve, entre outras funções, para classificar as empresas jornalísticas (diários, semanários, quinzenários etc).

Estamos ainda engatinhando nos estudos de Comunicação. A caminhada é longa; requer tempo e esforço. Nossas modestas observações visam esclarecer o leitor que, por trás destas interpretações das juntas comerciais há fortes interesses. A reviravolta filosófica dos “juntistas” foi proferida em Belém, onde o polêmico jornalista Lucio Flavio Pinto, editor do quinzenário “Jornal Pessoal”, sofre uma intensa perseguição judicial patrocinada pela família Maiorana, expoente do coronelismo midiático no Pará. Curioso também é que a nota do PH tenha sido publicada na semana que antecede o retorno do semanário “Colunão”, editado pelo jornalista Walter Rodrigues, agora em vôo solo, nas bancas e para assinantes.

Dizer que semanário não é jornal deixa o jornalismo capenga. Um conceito assim, feito a foice, não fica bem para o requintado e sofisticado estilo do colunista social de O Estado do Maranhão. No mais, vida longa ao PH, ao “Jornal Pessoal”, ao “Colunão” e à liberdade de expressão.

Ed Wilson Araújo é jornalista e professor universitário.
edwilson_araujo@yahoo.com.br

Sobre o Diário Social de 29 de março de 2006

[para quem acha(va) que eu só critico O Estado do Maranhão]

No blogue do Pedro Alexandre Sanches (link ao lado; como Ademir Assunção outra inteligência sempre citada aqui neste espaço), um texto publicado em fevereiro na Carta Capital dá conta: Wilson Sandoli preside a OMB há quarenta anos. Ele (PAS) diz (na caixa de comentários) que não sabe quem preside o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Aqui, no Maranhão, eu sei: Leonardo Monteiro, há mais de década e meia lá (eu não sei onde fica a sede do sindicato).

Uma historinha (com “h”, que é verdadeira): Ed Wilson Araújo (mais um, sempre por aqui; modéstia a parte, ando bem acompanhado, não?) conclui o curso de Jornalismo na UFMA, início da década de noventa, século passado. Inicia atividades profissionais no Sindicato dos Bancários (SEEB-MA). Profissional consciente e coerente que é (postura mantida até hoje: quem não o conhece pode perceber nos textos que posto aqui, vez em quando), procura o seu sindicato de classe para filiar-se: “você não pode, pois não atua em empresa jornalística”, foi a resposta que ouviu do “ilustre” sr. presidente do sindicato dos Jornalistas do Maranhão. Então tá: na interpretação dele, assessor de comunicação não é jornalista. As universidades deveriam então oferecer o curso de Comunicação Social com habilitação em Assessoria de Comunicação e/ou Imprensa.

Uma interrupção rápida, coisa que lembrei agora: anteontem, em sua coluna diária n’O Estado do Maranhão, Pergentino Holanda disse que “jornal semanal não é jornal”. E foi buscar a explicação na etimologia, francês, jour, dia etc. Uma bobagem, não?

O negócio é o seguinte, eis o porquê de todo esse zêmico “trololó”: ontem, 29 de março, em seu “Diário Social” publicado no Diário da Manhã, a jornalista Aulinda Lima escreveu um texto que me desagradou bastante, intitulado “Paloccigate”. Não, o que me incomoda não é ela ter falado (bem ou mal) de Palocci (já disse e repito que, apesar de simpatizar com o partido e o governo de Lula, não sou filiado ao PT). O que me incomoda é o que vocês lerão a seguir.

Em tempo: errei, feio, ao “atrelar” o escândalo Watergate ao governo americano Reagan (1981-89); o mesmo ocorreu na gestão de Richard Nixon (1969-74). Mas, atrelar por atrelar, erra quem atrela o escândalo americano ao “escândalo” brasileiro (quem souber um pouquinho sobre os dois, entenderá); mas isso não parece ter feito tanta diferença à “colega” Aulinda, que deve ter extraído o neologismo (Paloccigate) da última edição da revista (?) Veja.

Abaixo, transcrição do e-mail que enviei à “colega” e da resposta dela (vai aqui do jeito que recebi). Bom, como disse aqui ontem: não me importo de ganhar (ou não) fama de antipático.

O e-mail que o blogueiro enviou:

De: Zema Ribeiro <zemaribeiro@gmail.com>
Para:
aulinda.lima@ig.com.br
Cc: Diário da Manhã <diario@jornaldiariodamanha.com.br>,robertokenard@uol.com.br, maximidia@hotmail.com, maxximidia@bol.com.br
Data: 29/03/2006 12:03
Assunto: Sobre o Diário Social de 29 de março de 2006

Aulinda,
bom dia!

Como somos “companheiros de redação”, já que escrevemos para o mesmo jornal (muito embora eu quase não pise na sede do DM), permito-me escrever-te acerca do que li em tua página, Diário Social, hoje, 29 de março.

O que li em “PALOCCIGATE” não me agrada. É claro que isso é uma opinião pessoal. Mas vamos lá, ponto a ponto, meus comentários entre colchetes. Ficou um pouco longo, mas conto com sua paciência e leitura do presente e-mail em sua totalidade.

Paloccigate I

Genten [isso é para imitar a Cissa Guimarães? Não acho que isso caiba nem em televisão, quanto mais no “embrulha-peixe”] , euzinha [você se diminui, o que, a meu ver, tira a credibilidade da coluna, da jornalista, do jornal] estou passada [outro termo que cabe no “falado”, mas no “embrulha-peixe” não fica bem] com nossa política falsa e, parafraseando meu ilustre [?] presidente do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, colega Leonardo Monteiro [lá, há mais de década e meia, sem avanços para a classe no Maranhão], de nossa safada Brasília.

Euzinha [de novo!] jurava que o Palocci ficaria [jurava por gostar dele no cargo? Ou por acreditar na “impunidade”?; note que estou, nesse colchete aqui, sendo irônico, a “impunidade” entre aspas]. Jurava que o homem se manteria firme e forte, ainda que sob fogo cerrado [da “oposição” e da imprensa nacional, feita por jornalistas como você], mas minha intuição feminina [“intuição feminina” não deveria ser elemento jornalístico] (ou seria torcida, somente?) não funcionou dessa vez.

O pateta [penso que o homem mereça respeito. Achei esse seu texto patético, mas nem por isso vou usar o adjetivo contra você] foi demitido, mesmo após ter pedido para continuar no cargo e não teve forças, a mesma que teve para segurar a economia, no momento de separar a vida privada da pública [se a vida pública não é separada da privada, a culpa é de profissionais como você, conforme veremos a seguir] .

Paloccigate II

Pois foi Antonio Palocci o único a pagar pelos desmandos de um presidente que não sabe o que se passa diante do seu nariz [você sabe o que é governar um país do tamanho do nosso? Assessorias servem para isso. Ou ao menos deveriam].

Cassações e acordões [o plural de “acórdão” é “acórdãos”; o de “acordo” é “acordos”; creio que a palavra usada por você não exista. Ou trata-se de um “neologismo”?] , porém, não serão suficientes para restaurar a confiança abalada da população [apesar de tudo, acredito na reeleição de Lula. E antes de qualquer coisa: não sou filiado ao PT, nem a partido nenhum, embora reconheça o grande trabalho que está sendo feito por Lula e pelo “governo do PT”; a propósito, recomendo a leitura de “Um minuto para os nossos comerciais”, no blogue do poeta Ademir Assunção, cujo endereço éhttp://zonabranca.blog.uol.com.br] e Palocci ilustra bem isso: no campo estritamente econômico o ministro fez em sua gestão o que esperava o mercado após a eleição de Lula. Poderia ter soltado mais as rédeas, mas o receio de perder a vantagem alcançada no chamado risco Brasil o fez agir com prudência até exagerada [se o fizesse – “ter soltado mais as rédeas” – você mesma o criticaria; ou talvez não, afinal você faz coluna social – ao menos é isso que me parece, pelo título da mesma – e só entrou na esfera política por… bem, eu não sei mesmo o porquê] .

A situação do ministro mostra às pessoas que querem viver da vida pública [“viver da vida pública” é coisa que ninguém devia fazer] que cada ato [da vida privada? Ou pública?] deve ser pensado dez vezes antes de sua execução [ótimo conselho, embora eu pense que os atos devam ser pensados quantas vezes necessário: cem, mil, ou às vezes seguir o dito de Chico Buarque em “Bom conselho”: “aja duas vezes antes de pensar”].

Paloccigate III

Agora, saindo do governo desmoralizado [?], Palocci abre uma crise pessoal [que deveria ser problema dele, já que é pessoal, não?] sem tamanho, coisa que euzinha [mais uma vez] não consigo entender nos homens.

O que, por todos os demônios, faz um homem bem casado, de trajetória pública, freqüentar certos locais? [aí reside o problema, Aulinda: nada encontraram para atingir Palocci na vida pública; aí foram procurar “certos locais” em sua biografia para atacá-lo. Mas eu também não sei.]

Melhor dizendo, o que fazem homens casados em certos locais? Será que não aprenderam nadinha com Bill Clinton e sua estagiária insossa?

Paloccigate IV

Não existe, meu povo, segredos de alcova [deveriam existir, mas a imprensa brasileira é uma desgraça!] nem de política, tudo se sabe, tudo se comenta e os homens, de maneira geral, parece que não pensam com a cabeça de cima (perdoem-me o trocadilho infame, mas é a mais pura verdade). [não generalize. Quem o faz, acaba caindo em contradição]

Em se tratando de escapadelas conjugais, as paredes, ou melhor, os caseiros têm ouvido. A quem é público não se é dado certos desfrutes, como dançar publicamente no Congresso em meio a uma grave situação de corrupção e julgamento de conduta [não sou a favor da dança; mas sou contra a repercussão dada a isso. A capa da Veja desta semana é ridícula; comentei sobre o assunto em meu blogue, endereço abaixo. Tenho certeza que – a dança – não é algo inédito] , nem carregar grande quantidade de dólares em trajes íntimos, nem juntar amigos dos filhos para passar uma temporada à custa do erário, como fez Lula [e por que não dar “nome aos bois” nos outros dois casos? Só Lula é citado. Cadê o nome da deputada que dançou? Cadê o nome do carregador de dólares em trajes íntimos? Isso demonstra “parcialidade”, embora eu saiba que a imparcialidade é uma quimera] .

Agora, Inês é morta e que ninguém pense que brasileiro não liga para isso. Brasileiro é conservador, tradicional, e, apesar de, entre quatro paredes, afirmar o contrário, na hora do vamos ver ele aposta no conservadorismo. [aqui você mistura a opinião do brasileiro com suas preferências sexuais. Depois não reclame de não se separar vida pública da privada]

E tenho dito! [cuidado: isso poderia fazer-me pensar que você é a “dona da verdade”]

Saindo do Paloccigate (aliás, nem comentei, mas acho infeliz essa comparação entre o “escândalo brasileiro” e o do governo americano Reagan), só mais uma coisa: na nota EM FALTA, lemos o seguinte, no terceiro parágrafo. “Todo colega deve ter a sua identificação e ficar atento, pois ela tem validade de dois anos e necessita de renovação a cada 24 meses.” Isso é óbvio, Aulinda. Tudo que tem validade de dois anos deve ser renovado de dois em dois anos, ou seja, de vinte e quatro em vinte e quatro meses. Em caso de não-renovação, deve ser jogado fora, ou não?

Cordiais e respeitosas saudações,
Zema Ribeiro
(98) 9112-1959
http://olhodeboi2.zip.net
http://olhodeboi.nafoto.net

A resposta dela

De: aulinda. lima <aulinda.lima@ig.com.br>
Para:
zemaribeiro@gmail.com
Cc: diario@jornaldiariodamanha.com.br
Data: 29/03/2006 20:30
Assunto: Re: Sobre o Diário Social de 29 de março de 2006

Zema, bom dia!!

Obrigada por seus comentários mas, como náo tenho a mesma paciência que você para comentar item por item (tenho que fazer outras coisas), farei apenas uma observação: onde você leu acordões, a palavra é acordões, de acordo grande, e não de acórdãos, como você imaginou. Dito isso, penso que o restante dos comentários devem ter seguindo a mesma linha de raciocínio, logo, respeito, mas não levarei em consideração. Ah, não me acho diminuída pelo “euzinha”, é um modo de dar leveza ao meu espaço. Outra coisa: respeito, sim, o presidente do Sindicato da minha classe, é um bravo que assumiu um lugar que críticos como você não se habilitam a fazer. Ele está lá, bem ou mal, e espero que um outro qualquer que, a seu ver, mereça o adjetivo “ilustre” apresente-se para fazer as vezes de presidente. Só para terminar, coluna social quer também generalidades, se é que você sabe o que isso significa. Mas sossegue, temos algo em comum: euznha também não queria que Palocci jogasse a toalha. Mas, fazer o quê, concorda nesse ponto?

Ademir Assunção no Diário Cultural de hoje

Interrompemos nossa programação. Por uma boa causa

Ferreira Gullar ataca o Ministério da Cultura. A imprensa dá espaço aos “resmungos” – para citar o nome de seu espaço dominical na Folha de São Paulo – do poeta maranhense; já são águas passadas, mas ninguém mostra, no entanto, os feitos do MinC na gestão Gilberto Gil. Alguém pode me criticar e dizer que se trata de incompetência das assessorias etc.; mas o jornalismo não deveria preocupar-se em mostrar a verdade? Política também é cultura e por isso, senhoras e senhores, uma pausa para o assunto, pois. Com a palavra o poeta Ademir Assunção, em texto publicado em 28 de março em seu blogue (que tantas vezes já apareceu por aqui; enquanto ele mantiver sua postura inteligente, vai continuar aparecendo) http://zonabranca.blog.uol.com.br

Um minuto para os nossos comerciais

por Ademir Assunção*. Reproduzido de http://zonabranca.blog.uol.com.br

Óbvio: cada um tem suas opiniões. Cada um pensa o que quer (ou o que pode). Agora: me impressiona o fogo cerrado contra Lula. Nunca vi, em toda a minha vida, artilharia tão pesada quanto agora. Alguém aí viu? Nunca vi tanto ódio (não foi exatamente esse o termo que Lima Duarte usou em sua entrevista na Folha de São Paulo de domingo?). E diziam que a esquerda é que era raivosa. Acontece que os fodões (PSDB e PFL) que sempre mandaram nesse país não se conformam com alguém de centro-esquerda no Poder — sim, porque o PT não é totalmente de esquerda há muito tempo. Nem isso os caras se conformam. Eles querem continuar sugando o nosso sangue, gota a gota. Não se esqueçam que quem está sentando o pau é FHC — que transformou em mercado o que antes se chamava de país e migrou da esquerda, se é que algum dia foi realmente de esquerda, para o centro-direita —, Alckmin — meu Deus, um reaça da Opus Dei, travestido de bom-mocinho, o que é ainda pior — e ACM — um santo homem, como todo mundo sabe, não é? A cambada do PSDB fala em crescimento da economia. Crescimento para quem? Era o mesmo que Delfim Neto falava durante a ditadura mais pesada: primeiro o bolo precisa crescer, para depois dividir. Há 500 anos falam a mesma coisa e nunca dividiram porra nenhuma. Que tal em vez de crescer, dividir melhor? Ah, isso os caras não querem. Nem fodendo. Eles querem continuar sugando o sangue da juventude, torcendo os fodidos até virar bagaço, metendo bala se for preciso e mantendo os privilégios da corte puxasaco, incluindo aí muitos e muitos artistas do primeiríssimo escalão. O que 8 anos de governo do PSDB fez pela cultura no Estado de São Paulo? Há alguma lei parecida com a de Fomento ao Teatro? Não, tem a Sala São Paulo, para os ricaços mostrarem suas jóias diante da turba de fodidos da crackolândia. Tem muita bandidagem? Ah, metam esses desgraçados na Febem e abram mais penitenciárias no Interior. E a imprensa não dá uma linha sobre as universidades públicas que Lula está abrindo Brasil afora — em vez de penitenciárias. Não dá uma linha sobre os 112 mil alunos pobres que o Governo está pagando para estudarem nas universidades particulares. Não dá. Mesmo com todas as cagadas do governo Lula, ainda é uma possibilidade de mudança nesse país de coronéis — basta ver a aceitação que tem entre os mais fodidos. Mas os fodões não querem mudança nenhuma e jogam pesado, brothers and sisters. Muito pesado. E esse ano os vampiros de sempre vão querer sangue. Muito sangue.

* Ademir Assunção é poeta, um dos editores da Revista Coyote e escreve, constantemente, em seu blogue, coisas inteligentes assim.

Pixinguinha, ontem

Penso que estou ganhando fama de antipático. Não me importo. Também penso o seguinte: se há um show gratuito (ou não) e você não se interessa pela música de quem quer que seja, não vá. Mas não vá para fazer companhia a alguém (que goste ou não) e atrapalhar alguém (que goste) com o seu papo nada a ver com a apresentação.

Foi o que aconteceu ontem, no Circo da Cidade: Jane Duboc, Maurício Carrilho e Celso Adolfo em uma caravana do Projeto Pixinguinha. Casa cheia. E um barulho infernal, infelizmente não saído das caixas de som no palco, mas das bocas de quem perambulava por lá sem um pingo de interesse nas figuras.

Ela há muito não emplaca uma canção no rádio, Maurício é um instrumentista, “não dá pra rebolar, não presta” (é essa a lógica, não?) e Celso Adolfo será para sempre lembrado apenas por “Nós Dois” (“e nós que nem sabemos quanto nos queremos” etc.), gravada por Tadeu Franco em “Cativante”.

Vai ver que a “turma do barulho” é a mesma que só lê a Veja ou a Folha de São Paulo e acha que a gestão de Gilberto Gil no MinC é “centralizadora”, como disse o poeta maranhense Ferreira Gullar.

Confirmada

Abaixo, transcrição de e-mail enviado por Ed Wilson Araújo, confirmando a audiência pública sobre rádios comunitárias para amanhã. Leia mais, alguns posts abaixo.

De: Ed Wilson Araújo <edwilson_araujo@yahoo.com.br>
Para: Zema Ribeiro <
zemaribeiro@gmail.com>
Data: 28/03/2006 14:50
Assunto: Confirmada audiência nesta quarta-feira 29

Boa tarde,

Acabei de receber um telefonema do gabinete da deputada Helena Heluy (PT), informando que a audiência pública sobre rádios comunitárias está confirmada para amanhã 29/3 (quarta-feira), às 15h, no auditório Fernando Falcão (Assembléia Legislativa).
Saudações,
Ed Wilson Araújo

Serviço

O quê: audiência pública sobre rádios comunitárias
Onde: Auditório Fernando Falcão, Assembléia Legislativa
Quando: amanhã, dia 29 de março, às 15h

2N

[Abaixo, Diário Cultural de hoje. Sobre a audiência pública noticiada aqui, ontem: a data não está confirmada, de acordo com informações repassadas ao blogue por Ed Wilson Araújo, após contato com o gabinete da deputada Helena Heluy. Novidades serão colocadas neste espaço. Aguardem.]

O título da coluna de hoje é assim curtinho por que é disso mesmo que eu vou falar, 2N: Ná Ozzetti (que acompanhada do pianista André Mehmari apresentou-se por aqui, no TAA, em 25/3, sábado) e Natiruts (que festejou um ano de Trapiche, o Clube 1, na Ponta d’Areia, em 26/3, domingo).

Vi, ouvi e gostei

Fui pego meio de surpresa, semana passada, com a notícia do show “Piano e Voz”, de André Mehmari (piano) e Ná Ozzetti (voz), aqui em São Luís, mais precisamente no Teatro Arthur Azevedo, TAA para os íntimos, onde rola, até 2 de abril, a Semana do Teatro (mais detalhes em http://geocities.yahoo.com.br/semanadoteatro, página desenvolvida pela Comissão Organizadora do evento).

Mas sem fugir do assunto e voltando ao “Piano e Voz”: o show, que visita doze capitais brasileiras, acontece dentro do programa Natura Musical, com patrocínio da Natura (http://www.natura.net/patrocinio) e apoio do Ministério da Cultura (MinC, para os íntimos,http://www.cultura.gov.br): não noticiei aqui na coluna pura e simplesmente por não ter recebido as informações em tempo hábil.

Não conhecia o André Mehmari – que me impressionou com sua versatilidade e velocidade –, mas já era fã, há um tempinho, da Ná: seus trabalhos com o grupo Rumo (que tinha, entre outros, Luiz Tatit, segundo Tom Zé, “o maior compositor vivo do Brasil”; Luiz, aliás, presente no repertório deste “piano e voz”), seus discos “Show” (feito com a grana dum festival da Rede Globo) e “LoveLeeRita” (onde canta Rita Lee desde Os Mutantes), entre outros.

Surpreendi-me com o bom público presente. “Bom” que digo, em termos de número: casa cheia, as ruas próximas ao teatro tomadas por veículos, enfim, algo realmente surpreendente em se tratando de 1) dois “ilustres desconhecidos”; e 2) com o preço do ingresso “meio” salgado: vinte reais.

Além do já citado Luiz Tatit, o repertório inclui (digo “inclui” por ter por base o repertório do disco homônimo, recentemente lançado) Tom Jobim, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Zé Miguel Wisnik, Lennon e McCartney, Pixinguinha, Milton Nascimento e Nelson Cavaquinho, entre outros.

Não vi, não ouvi e não gostei

O Natiruts não tem nada a ver com o que escrevo aqui. Não me arriscaria a escrever sobre algo que não vi/ouvi.

A banda esteve em São Luís para festejar um ano do Clube 1, o Trapiche, lá na Ponta d’Areia, acompanhada de outras bandas da cena local. A idéia – ao menos a idéia que me passaram – era de um por do sol ao som de reggae. Maravilha! Ingressos: quinze reais e até aí tudo bem. As bandas começariam a se apresentar às 16h e seguiriam até “senhoras e senhores, com vocês, Natiruts!”

São Luís é uma ilha provinciana (isso é redundância?!). E isso pode ser um tapa ou um afago na cara da Ilha, dependendo de quem o diga. Eu, particularmente, adoro isso aqui, ilhéu convicto que sou.

Cheguei ao Trapiche depois de 20h. Os ingressos nas mãos de cambistas custavam vinte e cinco reais. Na bilheteria, segundo informações que tive (não fui até lá checar), podiam ser comprados a vinte reais. Resolvi não entrar.

O que me desagradou foi o monte de “regueiros de butique” ali presentes. Trancinhas na cabeça, “que eu uso dreadlocks desde criancinha”. Entre eu chegar, observar a fauna presente e resolver não ficar, quase meia hora. Nesse intervalo, (parte d)esses novos admiradores da música que ganhou o mundo a partir de Mr. Bob Marley me faziam ouvir – adivinhem! – pseudoforrós, saídos de seus porta-malas.

Não Veja!

Mais umas da revista (?) Veja e seu(s) preconceitozinho(s) descarado(s):

1. na capa: “Moral Torta – O governo do PT perde a bússola ética e o senso do ridículo” (a revista perdeu faz é tempo e não se tocou);
2. na página 50 (em matéria de sete páginas e meia, assinada por Julia Duailibi e Otávio Cabral): “O “Paloccigate” e a morte da ética”;
3. na página 84 (em matéria de quatro páginas, assinada por José Edward e Leonardo Coutinho): “As falsas vítimas – tratados como crianças sem malícia pela Funai e por ONGs, os índios já tiram 24 milhões de reais de grandes empresas”; e, não encerrando o assunto
4. na página 90 (em matéria de quatro páginas, assinada por Ruth Costas): “Os mimados de março – estudantes franceses saem às ruas para exigir empregos estáveis e bem remunerados, como seus pais tiveram”.

Tudo muito “tendencioso”, não é mesmo? Confesso, sem um pingo de vergonha: não li nenhuma (nenhuma sequer) das quatro “matérias”. A revista (?) Veja deveria deixar claro o seu posicionamento (por isto ou aquilo). Afinal de contas, sabemos que ele (o posicionamento) existe. Não é mesmo? E sabemos qual é. Não é mesmo? Ou então a revista (?) podia colocar uma notinha, antes dos textos (?): “informe publicitário”.

Agenda

O poeta Joãozinho Ribeiro, que trabalha para viabilizar a publicação de sua “Paisagem Feita de Tempo”, longo poema escrito em 1985, encontra-se no Rio de Janeiro, onde participa da Oficina de Planejamento Estratégico das Culturas Populares. A oficina, iniciativa do MinC, acontece no SESC Copacabana e segue até o dia 29 de março, tendo como principal objetivo “discutir, avaliar e promover fomento, representatividade e difusão de políticas públicas no universo das culturas populares”. Joãozinho Ribeiro representa, na ocasião, o Fórum Municipal de Cultura de São Luís do Maranhão.

Assembléia Legislativa realizará audiência pública sobre rádios comunitárias

[release enviado por Ed Wilson Araújo, jornalista, professor universitário, Assessor de Comunicação do SINDSEP]
A Assembléia Legislativa realizará uma audiência pública para debater a situação das rádios comunitárias no Maranhão, dia 29 de março (quarta-feira), às 15 horas. A audiência foi requerida pela deputada Helena Heluy (PT), após solicitação do Fórum Metropolitano de Rádios Comunitárias, que reúne emissoras de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

A audiência tem o objetivo de esclarecer o papel das rádios comunitárias e denunciar a intensa repressão que as emissoras vêm sofrendo por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Polícia Federal e em alguns casos da Polícia Militar.

Estão convidados para compor a mesa da audiência representantes da Justiça Federal, Ministério Público Federal, OAB, Abraço (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão), SMDH (Sociedade Maranhense de Direitos Humanos), Associação Maranhense de Imprensa (AMI), jornalista Walter Rodrigues e o coordenador do Curso de Comunicação Social da Ufma, professor Francisco Gonçalves da Conceição.

O Fórum Metropolitano de Rádios Comunitárias vai realizar uma plenária dia 27 de março (segunda-feira), às 19 horas, para preparar a participação das emissoras na audiência pública. A plenária acontecerá no auditório do Sindsep, no Monte Castelo.

A leveza da poesia visual de Marcelo Sahea

[Diário Cultural de ontem. Não sei, sinceramente, como não citei “Amor”, dos Secos & Molhados nessa resenha.]

Com extremo bom gosto, o poeta e diretor de arte Marcelo Sahea publica seu terceiro título, “Leve”. “Poemas visuais de verdade”, como afirma o bamba Ademir Assunção.

Leve. Capa. Reprodução

Muito se tem usado a poesia visual – e outras formas de expressão artística próximas – para a propagação de “obras” ruins, tendo em vista a liberdade do uso – e da disposição – de palavras e/ou imagens numa página em branco. Poesia visual é muito mais que ocupar os espaços em branco de uma página.

O carioca Marcelo Sahea (foto em http://olhodeboi.nafoto.net) não tem nada a ver com o parágrafo acima. Tomei conhecimento de seu trabalho na revista Coyote – essa última, de número 13, da qual já falei outras vezes aqui – onde eram apresentados alguns poemas que compõem o mais novo livro do poeta, “Leve”. Sahea, que é, além de poeta e carioca, vive em Brasília e é diretor de arte em publicidade, parece caminhar no rumo contrário dos versos do maranhense Zeca Baleiro: “o riso de malandro / não disfarça o otário / outrora poeta / hoje publicitário”.

O poeta Ademir Assunção (link ao lado), um dos editores da citada Coyote, diz assim na orelha de “Leve”: “…volta e meia me deparo com algo novo de Marcelo Sahea e me animo. Poemas visuais de verdade”. O homem que no ano passado botou na rua sua“Rebelião na Zona Fantasma” – ótimo disco de música e poesia – acerta mais uma vez. É sempre assim.

Trilha(s)

O primeiro livro de Marcelo Sahea foi o e-book (livro eletrônico) “´ejs” (representação fonética da palavra “eis” segundo os parâmetros da Associação Fonética Internacional). Publicado em 2001, o livro rendeu quinze mil downloads (número fabuloso em se tratando de poesia, virtual, visual) e um pequeno público interessado. Ele seguiu em frente e dois anos depois publicou “carne viva”, no mesmo formato eletrônico. Bem aceito, logo virou livro e registra uma série de estudos mais profundos com a palavra. Daí o título, nada é à toa: quem o comprava pelo correio, recebia a obra envolta em gaze e esparadrapo.

“Leve” é seu terceiro título, bancado do próprio bolso, ele que não tem ido procurar editoras: “Se pintar interesse de alguma, ótimo. Mas não me preocupo com isso”, afirma. Ótimo, penso.

Com vocês, Marcelo Sahea

Abaixo um poema de “Leve”, “rai cai”:

tento um hai kai

desisto quando
um raio cai

Serviço

O quê: “Leve”, livro, poesia visual
Quem: o poeta e diretor de arte Marcelo Sahea
Quanto, onde: sob consulta pelo e-mail sahea@hotmail.com

Eu não canso de ouvir o disco. Eu não canso de falar. Eu não canso de cansar vocês. Eu não canso…

Ouvindo direto o Cruel de Sérgio Sampaio. 

Simplesmente divino.
Abaixo, letra da faixa que abre o disco.

Em Nome de Deus
(Sérgio Sampaio)

Eu nunca pensei que pudesse querer
Alguma mulher como quero você
Se o mago soubesse
Juntasse o meu nome em S
Ao seu nome em C
Nas cartas de todo tarô que houver
Em todo o I-Ching eu podia não crer
Mas tudo é tão verde em seus olhos
Não dá pra não ver
Mas tudo é tão verde em seus olhos

Você que se esconda, que eu vou procurar
Você nem se iluda, que eu vou lhe encontrar
Você pode ir e sair e sumir por aí
Que não vai se ocultar
Eu vejo seu rastro onde ninguém mais vê
Eu pego carona até na Challenger
E vou nos anéis de Saturno buscar por você
E vou nos anéis de Saturno

Sem ser João Batista, você batizou
Meu corpo na crista das ondas do mar
E aí me abriu feito ostra
E colheu minha pérola pra Yemanjá
Agora que estou à mercê de sua luz
Em nome de Deus, me carregue
Me pregue em sua cruz
Em nome de Deus, me carregue